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Ritmo lento da atividade do final de 2018 foi visto no começo de 2019, diz Viana



23/04/2019 | 12:55


O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana, disse que a retomada da economia brasileira tem se mostrado gradual e a fraqueza da atividade observada no final do ano passado tem sido observada neste começo de 2019. Ele observou que as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) têm sido revisadas para baixo, como mostrou ontem o Boletim Focus.

Viana destacou que os riscos associados à normalização das taxas de juros em economias avançadas se reduziram nos últimos meses.

Um dos riscos que permanecem é que uma eventual desaceleração mais intensa da economia norte-americana possa aumentar a aversão por ativos de emergentes, mais arriscados, ressaltou o diretor do BC ao falar do comportamento das curvas de rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que com as taxas dos papéis de 2 e 10 anos muito próximas de se inverterem, o que sinaliza proximidade de recessão.

Viana comentou que o Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, "com taxas de juros abaixo da taxa estrutural". Além disso, observou que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da Selic. O Comitê também enfatizou a necessidade de reformas estruturais, disse ele.

Para o Brasil, o diretor do BC ressaltou que o cenário é de que economia recuperação siga gradual, em meio a um nível de ociosidade elevado.

Viana participou nesta terça-feira da 10ª edição do evento Macro Vision 2019, promovido pelo Itaú Unibanco, em São Paulo.



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Ritmo lento da atividade do final de 2018 foi visto no começo de 2019, diz Viana


23/04/2019 | 12:55


O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana, disse que a retomada da economia brasileira tem se mostrado gradual e a fraqueza da atividade observada no final do ano passado tem sido observada neste começo de 2019. Ele observou que as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) têm sido revisadas para baixo, como mostrou ontem o Boletim Focus.

Viana destacou que os riscos associados à normalização das taxas de juros em economias avançadas se reduziram nos últimos meses.

Um dos riscos que permanecem é que uma eventual desaceleração mais intensa da economia norte-americana possa aumentar a aversão por ativos de emergentes, mais arriscados, ressaltou o diretor do BC ao falar do comportamento das curvas de rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que com as taxas dos papéis de 2 e 10 anos muito próximas de se inverterem, o que sinaliza proximidade de recessão.

Viana comentou que o Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, "com taxas de juros abaixo da taxa estrutural". Além disso, observou que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da Selic. O Comitê também enfatizou a necessidade de reformas estruturais, disse ele.

Para o Brasil, o diretor do BC ressaltou que o cenário é de que economia recuperação siga gradual, em meio a um nível de ociosidade elevado.

Viana participou nesta terça-feira da 10ª edição do evento Macro Vision 2019, promovido pelo Itaú Unibanco, em São Paulo.

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