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Um sítio histórico no Caminho do Mar

O Grande ABC divide com Cubatão espaço público-histórico único que pode e deve ser preservado


Ademir Medici

23/04/2019 | 07:00


 Entre o Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo, e o município de Cubatão, o Caminho do Mar, entrecortado pela Calçada do Lorena, caminhos históricos sobre trilhas seculares. Um cenário histórico real, hoje interditado para automóveis, mas que pode ser percorrido em caminhadas mediante autorização prévia do Parque Estadual da Serra do Mar.

A pavimentação em concreto do Caminho do Mar foi inaugurada em 1922, quando do Centenário da Independência. Junto ao caminho, os vários pousos em concreto, cada qual com sua simbologia, seu significado histórico, e com a função objetiva inicial de facilitar a subida de automóveis. Serviam como paradas estratégicas, em especial quando os motores ferviam.

A Calçada do Lorena foi recuperada em trecho de um quilômetro entre o Monumento do Pico e o primeiro cruzamento com a rodovia, no Belvedere Circular.

Na entrevista concedida ao DGABCTV, o professor Jorge Pimentel Cintra, presidente do IHGSP (Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo), fala do Caminho do Mar, da Calçada do Lorena e dos vários monumentos. Defende a preservação de todo o sítio histórico, inclusive da Calçada do Lorena na sua extensão plena, como forma de preservação, e servindo ao que define como Turismo-História.

 

Turismo-História na Serra
Da aula do professor Jorge Cintra

Washington Luís era também historiador. Diziam para ele: “Larga mão da política, isso não leva a nada. Sua vocação é mesmo para historiador”.

Ele ria com isso. Tornou a Estrada do Mar a primeira via em concreto, 70 centímetros de espessura. Por isso a via está lá até hoje, cruzando algumas vezes a Calçada do Lorena. E sempre que ocorria um cruzamento, Washington Luís construiu um monumento.

O Pouso Paranapiacaba, o Pouso da Maioridade, o Belvedere Circular, lá embaixo uma estátua grega, o Cruzeiro Quinhentista e todos os demais monumentos.

Penso que deva restaurar e fazer umas regras, de caminhada. Descer o Caminho do Mar de skat ou bicicleta, com os horários devidos. Lembrar dos pedestres, das famílias. Colocar um serviço de van, que vai e vem. E alguém que explorasse isso, cobrando uma taxa relativamente módica, de R$ 20, R$ 30, que não é muito barato, mas também não é caro para a gente fazer uma vez por ano. Caberia no bolso.

Com tais providências, se conta a história. Os mais aventureiros, com mochila às costas, seguindo até lá embaixo e retornando. Eu mesmo fiz isso, desci e subi, faz certo tempo. Segui com uma turma. O Caminho do Mar não estava interditado. Desci pela Calçada do Lorena. É um turismo que está em nossas mãos. Turismo-História.

As pessoas fazem o Caminho de Santiago, 800 quilômetros. O trecho da Serra do Mar é de apenas nove quilômetros.

 

O HISTORIADOR

Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957). Foi presidente (governador) do Estado de São Paulo e presidente da República.

Combinou atividades públicas com a de estudioso da História. Definitivamente retirado da vida pública, se dedicou a estudos históricos. É autor do livro Na Capitania de São Vicente.

A mais antiga instituição de memória da Prefeitura de São Paulo leva o nome de Arquivo Histórico Municipal Washington Luís.

 

Memória na TV

Entrevista da semana: professor Jorge Pimentel Cintra, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

No ar: www.dgabc.com.br

 

Aulas anteriores

1) Quinta-feira, dia 18 - O Grande ABC redescoberto

2) Sexta-feira, dia 19 - São Paulo ganha um instituto histórico

3) Sábado, dia 20 - O tropeirismo e o Ciclo do Açúcar

4) Domingo, dia 21 - De tantas em tantas léguas, os pousos

5) Segunda-feira, dia 22 - A comunicação por espelhos do alto da Serra

 

AMANHÃ EM MEMÓRIA

O sistema funicular da São Paulo Railway

Fotos inéditas da velha (e abandonada) ferrovia

 



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Um sítio histórico no Caminho do Mar

O Grande ABC divide com Cubatão espaço público-histórico único que pode e deve ser preservado

Ademir Medici

23/04/2019 | 07:00


 Entre o Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo, e o município de Cubatão, o Caminho do Mar, entrecortado pela Calçada do Lorena, caminhos históricos sobre trilhas seculares. Um cenário histórico real, hoje interditado para automóveis, mas que pode ser percorrido em caminhadas mediante autorização prévia do Parque Estadual da Serra do Mar.

A pavimentação em concreto do Caminho do Mar foi inaugurada em 1922, quando do Centenário da Independência. Junto ao caminho, os vários pousos em concreto, cada qual com sua simbologia, seu significado histórico, e com a função objetiva inicial de facilitar a subida de automóveis. Serviam como paradas estratégicas, em especial quando os motores ferviam.

A Calçada do Lorena foi recuperada em trecho de um quilômetro entre o Monumento do Pico e o primeiro cruzamento com a rodovia, no Belvedere Circular.

Na entrevista concedida ao DGABCTV, o professor Jorge Pimentel Cintra, presidente do IHGSP (Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo), fala do Caminho do Mar, da Calçada do Lorena e dos vários monumentos. Defende a preservação de todo o sítio histórico, inclusive da Calçada do Lorena na sua extensão plena, como forma de preservação, e servindo ao que define como Turismo-História.

 

Turismo-História na Serra
Da aula do professor Jorge Cintra

Washington Luís era também historiador. Diziam para ele: “Larga mão da política, isso não leva a nada. Sua vocação é mesmo para historiador”.

Ele ria com isso. Tornou a Estrada do Mar a primeira via em concreto, 70 centímetros de espessura. Por isso a via está lá até hoje, cruzando algumas vezes a Calçada do Lorena. E sempre que ocorria um cruzamento, Washington Luís construiu um monumento.

O Pouso Paranapiacaba, o Pouso da Maioridade, o Belvedere Circular, lá embaixo uma estátua grega, o Cruzeiro Quinhentista e todos os demais monumentos.

Penso que deva restaurar e fazer umas regras, de caminhada. Descer o Caminho do Mar de skat ou bicicleta, com os horários devidos. Lembrar dos pedestres, das famílias. Colocar um serviço de van, que vai e vem. E alguém que explorasse isso, cobrando uma taxa relativamente módica, de R$ 20, R$ 30, que não é muito barato, mas também não é caro para a gente fazer uma vez por ano. Caberia no bolso.

Com tais providências, se conta a história. Os mais aventureiros, com mochila às costas, seguindo até lá embaixo e retornando. Eu mesmo fiz isso, desci e subi, faz certo tempo. Segui com uma turma. O Caminho do Mar não estava interditado. Desci pela Calçada do Lorena. É um turismo que está em nossas mãos. Turismo-História.

As pessoas fazem o Caminho de Santiago, 800 quilômetros. O trecho da Serra do Mar é de apenas nove quilômetros.

 

O HISTORIADOR

Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957). Foi presidente (governador) do Estado de São Paulo e presidente da República.

Combinou atividades públicas com a de estudioso da História. Definitivamente retirado da vida pública, se dedicou a estudos históricos. É autor do livro Na Capitania de São Vicente.

A mais antiga instituição de memória da Prefeitura de São Paulo leva o nome de Arquivo Histórico Municipal Washington Luís.

 

Memória na TV

Entrevista da semana: professor Jorge Pimentel Cintra, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

No ar: www.dgabc.com.br

 

Aulas anteriores

1) Quinta-feira, dia 18 - O Grande ABC redescoberto

2) Sexta-feira, dia 19 - São Paulo ganha um instituto histórico

3) Sábado, dia 20 - O tropeirismo e o Ciclo do Açúcar

4) Domingo, dia 21 - De tantas em tantas léguas, os pousos

5) Segunda-feira, dia 22 - A comunicação por espelhos do alto da Serra

 

AMANHÃ EM MEMÓRIA

O sistema funicular da São Paulo Railway

Fotos inéditas da velha (e abandonada) ferrovia

 

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