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Cantora lembra das músicas do compositor com carinho que só quem cresceu o ouvindo pode expressar


Richard Molina/Especial para o Diário

23/04/2019 | 07:19


Já faz algum tempo que Nana Caymmi não vai para estúdio. O último lançamento foi o álbum Caymmi, de 2013, parceria com os irmãos Dori e Danilo em homenagem antecipada ao centenário do pai, Dorival (1914-2008). O derradeiro trabalho solo havia sido Sem Poupar Coração, de 2009.

Este ano, no entanto, a discografia da sambista ganha a companhia de Nana Caymmi Canta Tito Madi (Biscoito Fino, R$ 34,50, em média), trabalho que a cantora dedica ao cantor e compositor, falecido em setembro do ano passado, que já foi cantado por nomes como Roberto Carlos e Wilson Simonal.

Aos 77 anos (78 completados dia 29), a cantora lembra das músicas de Tito com carinho e afeição que só quem cresceu ouvindo o artista pode expressar. “Ele é de uma época em que eu ainda não pensava em cantar. Era menina- moça. Cada vez que saia, em cada canção, ele sempre estava presente.” Tito Madi fez seu nome durante as décadas de 1950 e 1960, foi autor de sambas-canção na época pré-bossa nova, tendo influência no novo gênero. “Gravar esse álbum foi uma promessa. Quando vi que ele ia morrer sem ninguém prestar essa homenagem, assumi para mim.”

O álbum contém grandes sucessos do compositor, como Chove Lá Fora (1957), Cansei de Ilusões (1956) e Não Diga Não (1954), para a qual Nana já havia gravado uma versão para o álbum Voz e Suor (1983). Com graça, ela passeia pelas canções com refinamento e cuidado, aproveitando os arranjos para massagear com a voz as letras sentidas do músico. Do seu jeito, Nana expressa o que representa voltar a gravar. “Tenho verdadeiro amor por estúdio. Dá tesão retomar.” A intérprete, no entanto, também revela certo preconceito com as novas técnicas de gravação. “A máquina é muito fria. Gosto do microfone, se não é o microfone para mim perde a graça.” Nana diz não ter uma canção preferida. “É como ter filhos, se falar que prefere um dá m...”, ela brinca.

Vindo recentemente de uma entrevista em que falou sobre suas preferências políticas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o que gerou polêmica na internet, Nana trata o assunto com naturalidade. “Ninguém quer que o outro tenha opinião. Algumas pessoas se condoeram, outras não. Não posso fazer nada. Fui criada desbocada, falo palavrão mesmo, nesse ponto sou muito pura”, e ironiza a repercussão. “Vou deixar de comer por causa disso, de repente emagreço.”

Ela aproveita para continuar expressando sua opinião sobre o País. “O Brasil está sem assunto para se importar com o que a Nana Caymmi pensa sobre política. Eu peço e espero o melhor para os meus netos. Para mim o Lula não é preso político”, diz, taxativa.

A cantora ainda prepara um outro álbum, em que canta Tom Jobim junto a uma orquestra, a ser lançado ainda este ano.
 



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Cantora lembra das músicas do compositor com carinho que só quem cresceu o ouvindo pode expressar

Richard Molina/Especial para o Diário

23/04/2019 | 07:19


Já faz algum tempo que Nana Caymmi não vai para estúdio. O último lançamento foi o álbum Caymmi, de 2013, parceria com os irmãos Dori e Danilo em homenagem antecipada ao centenário do pai, Dorival (1914-2008). O derradeiro trabalho solo havia sido Sem Poupar Coração, de 2009.

Este ano, no entanto, a discografia da sambista ganha a companhia de Nana Caymmi Canta Tito Madi (Biscoito Fino, R$ 34,50, em média), trabalho que a cantora dedica ao cantor e compositor, falecido em setembro do ano passado, que já foi cantado por nomes como Roberto Carlos e Wilson Simonal.

Aos 77 anos (78 completados dia 29), a cantora lembra das músicas de Tito com carinho e afeição que só quem cresceu ouvindo o artista pode expressar. “Ele é de uma época em que eu ainda não pensava em cantar. Era menina- moça. Cada vez que saia, em cada canção, ele sempre estava presente.” Tito Madi fez seu nome durante as décadas de 1950 e 1960, foi autor de sambas-canção na época pré-bossa nova, tendo influência no novo gênero. “Gravar esse álbum foi uma promessa. Quando vi que ele ia morrer sem ninguém prestar essa homenagem, assumi para mim.”

O álbum contém grandes sucessos do compositor, como Chove Lá Fora (1957), Cansei de Ilusões (1956) e Não Diga Não (1954), para a qual Nana já havia gravado uma versão para o álbum Voz e Suor (1983). Com graça, ela passeia pelas canções com refinamento e cuidado, aproveitando os arranjos para massagear com a voz as letras sentidas do músico. Do seu jeito, Nana expressa o que representa voltar a gravar. “Tenho verdadeiro amor por estúdio. Dá tesão retomar.” A intérprete, no entanto, também revela certo preconceito com as novas técnicas de gravação. “A máquina é muito fria. Gosto do microfone, se não é o microfone para mim perde a graça.” Nana diz não ter uma canção preferida. “É como ter filhos, se falar que prefere um dá m...”, ela brinca.

Vindo recentemente de uma entrevista em que falou sobre suas preferências políticas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o que gerou polêmica na internet, Nana trata o assunto com naturalidade. “Ninguém quer que o outro tenha opinião. Algumas pessoas se condoeram, outras não. Não posso fazer nada. Fui criada desbocada, falo palavrão mesmo, nesse ponto sou muito pura”, e ironiza a repercussão. “Vou deixar de comer por causa disso, de repente emagreço.”

Ela aproveita para continuar expressando sua opinião sobre o País. “O Brasil está sem assunto para se importar com o que a Nana Caymmi pensa sobre política. Eu peço e espero o melhor para os meus netos. Para mim o Lula não é preso político”, diz, taxativa.

A cantora ainda prepara um outro álbum, em que canta Tom Jobim junto a uma orquestra, a ser lançado ainda este ano.
 

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