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A guerra silenciosa e a Previdência


Do Diário do Grande ABC

22/04/2019 | 08:44


Artigo

Há tempos o gasto com a Previdência Social se tornou empecilho à retomada do desenvolvimento econômico. Porém, observa-se que alguns setores, no empenho em recuperar o equilíbrio financeiro, se esquecem do aspecto social. O que dizer de pessoas que, além do aporte financeiro contínuo, dedicaram suas vidas a proteger o próximo, submetendo-se a risco de morte para combater o crime e garantir a tranquilidade pública?

No Estado de São Paulo, a Polícia Civil foi uma das principais responsáveis pela redução dos homicídios dolosos, sequestros e roubos a banco e pela prisão de líderes de facções de traficantes de drogas. O tema da segurança pública teve grande espaço no debate eleitoral do ano passado e pesou na decisão das urnas de escolher novos governos.

Para que esse desejo se transforme em realidade, é preciso ponderar sobre as condições de trabalho dos agentes de segurança. A ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) publicou estudo com dados que poucos se dão conta, como de que policiais aposentados contribuem para a Previdência com 11% do total que ganham, sem limitadores até o fim de suas vidas, enquanto na iniciativa privada a contribuição se encerra na aposentadoria com valores brutos menores comparativamente.

Já os policiais da ativa são submetidos a regime especial de trabalho, com disponibilidade integral para convocação 24 horas por dia. Não têm direito a FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ao exercício de outra atividade profissional, nem à greve. O risco é inerente ao trabalho, mas as taxas de mortes de policiais são elevadíssimas, da ordem de 1,24 ao dia, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018.

Recente pesquisa da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo traz outro dado alarmante. Só neste Estado, em 2017, mais de dois policiais civis e militares suicidaram-se por mês, totalizando 26 óbitos, o que, de acordo com o órgão, ‘deve ser objeto de análise e preocupação por parte dos comandos das instituições, com intensificação de acompanhamento da saúde mental dos policiais e (...) suas causas’.

É risível imaginar um policial sexagenário obrigado a exercer suas atividades para aposentar-se. Colocar idosos para combater criminosos significa pôr em xeque a segurança dos cidadãos. Passou da hora de o Brasil escolher o caminho que quer trilhar. Ajuste fiscal é de fato necessário, mas a voz do povo clama pelo bom combate contra o crime. O êxito na guerra silenciosa das ruas também depende da sensibilidade da equipe econômica do governo na reforma da Previdência.

Gustavo M. G. Bueno e Fernando D.M. Gonçalves são presidente e secretário-geral da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

Palavra do leitor

Metrô – 1
Não resta a menor dúvida de que a campanha que o Diário vem fazendo pela implantação da Linha 18-Bronze, do Metrô, é justa por representar os legítimos anseios da comunidade. Todavia, é preciso levar em conta de que essa bandeira desfraldada pelo jornal pode acontecer de não atingir os seus propósitos. É bom lembrar que o próprio governador do Estado, João Doria (PSDB), quando de sua última visita ao Grande ABC, prometeu que iria rever o caso. Mas foi apenas uma promessa e não uma afirmação de que iria optar pela Linha 18-Bronze do Metrô que, segundo cálculos já efetuados, tem um custo elevado em decorrência das inúmeras desapropriações. É bom que a população que tanto pleiteia esse sistema de transporte coletivo fique atenta às promessas. O ex-governador Geraldo Alckmin chegou a anunciar uma linha metroviária ligando o Terminal Jabaquara a Diadema e isso ficou apenas em promessas. Não sou técnico para fazer uma avaliação entre Metrô e o sistema BRT(ônibus de alta velocidade), mas creio que Metrô é mais eficiente. Agora o governador anuncia para junho a sua decisão. E não será nenhuma novidade se ele decidir pelo projeto menos oneroso aos cofres públicos. É importante que as lideranças políticas da região tentem, nesse espaço de tempo, enquanto João Doria pensa, convencê-lo sobre os benefícios e transformações que uma linha de Metrô irá provocar nos municípios de São Caetano, Santo André e São Bernardo, como a geração de novos empregos, aquecimento do comércio, indústria e prestação de serviços e, consequentemente, aumento de receitas, além de proporcionar um transporte de melhor qualidade como já foi comprovado na Capital, com as linhas do Metrô.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Metrô – 2
É triste saber que até o momento o único prefeito da região que defendeu abertamente a manutenção do projeto para o Metrô na Linha 18-Bronze foi José Aurichio Júnior. Esse deixa claro que alterar o projeto para BRT seria um retrocesso para a região além de um grande desperdício de dinheiro público. O Grande ABC quer e precisa do Metrô ou VLT, pois além de serem muito mais eficientes, não poluem o meio ambiente e trazem desenvolvimento e investimentos para a região. A pergunta que faço: por que os senhores prefeitos Orlando Morando, Lauro Michels, Paulo Serra, Gabriel Maranhão e Kiko Teixeira e a prefeita Alaíde Damo não defendem abertamente o Metrô para a região? Só não vale, após a decisão do governador, e caso positiva para a região com a manutenção do consórcio Vem ABC, esses senhores virem a público dizer que apoiaram esse projeto. Ou defendem a região agora ou depois serão punidos nas urnas em 2020, pois a região precisa de governantes que pensem nela e por ela. O Grande ABC aguarda há 40 anos pelo progresso. Não podemos mais nos contentar com pouco ou quase nada.
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Ferramentaria
Gostaria de fazer comentário sobre a falta de mão de obra de ferramenteiro publicada pelo Diário em 2013, no comentário do sr. Paulo Braga, expert em visão futura dessa falta de mão de obra, na época presidente da Abinfer, declarando que o setor precisaria, com o decorrer do tempo, de três vezes mais de mão de obra. Passados seis anos, eu, como ferramenteiro, consegui fazer o que se chama ‘bico’ por um ano. Nos demais, debato-me até com serviço de pedreiro. Hoje, ainda desempregado, sinto-me indignado com a atual situação dos ferramenteiros. Toda vaga que aparece, inclusive a última a que me candidatei, tinha 170 inscritos!
Valter Pollo
São Bernardo

Previdência
Infelizmente, estamos chegando ao fim de abril com, em razão da inaptidão política do presidente Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência literalmente empacada na Câmara. Ou se aprova com a máxima celeridade esta reforma ou este País será transformado numa Venezuela. E o nosso presidente, como péssimo comunicador e promotor de crises, é o culpado direto pelo retrocesso da nossa economia. Do ponto de vista do PIB, o ano está perdido. Com a perspectiva de crescimento em dezembro último de 2,55% para este ano, hoje está mais para um medíocre PIB de 1,3%. E a gota d’água para o fim da confiança do mercado nesta gestão atual do Planalto foi o da inadmissível intervenção na Petrobras, quando o presidente suspendeu o reajuste do diesel. E para piorar a imagem do governo o improdutivo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como se fosse o machão desta República, gabando-se desta estúpida decisão, disse que “deu uma trava” na Petrobras. Santa ignorância.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Acessibilidade
Vejo como tremendo descaso e desrespeito ao cidadão idoso e portador de necessidade especial a conduta da escola Etip, localizada na Avenida Brasil, Parque das Nações. Observei que fizeram passeio público elevado aos interesses dos alunos e deixando ao descaso a circulação de pessoas idosas e portadores de necessidades especiais, além de não manter o limite de calçada previsto pela legislação. Não bastasse isso afixaram placa de embarque e desembarque de alunos no meio do passeio público. Espero que a escola e a prefeitura se manifestem a respeito e busquem solução, pois isso, ao meu entender, é conduta personalística e de irresponsabilidade.
Edson Campelo
Santo André
 



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A guerra silenciosa e a Previdência

Do Diário do Grande ABC

22/04/2019 | 08:44


Artigo

Há tempos o gasto com a Previdência Social se tornou empecilho à retomada do desenvolvimento econômico. Porém, observa-se que alguns setores, no empenho em recuperar o equilíbrio financeiro, se esquecem do aspecto social. O que dizer de pessoas que, além do aporte financeiro contínuo, dedicaram suas vidas a proteger o próximo, submetendo-se a risco de morte para combater o crime e garantir a tranquilidade pública?

No Estado de São Paulo, a Polícia Civil foi uma das principais responsáveis pela redução dos homicídios dolosos, sequestros e roubos a banco e pela prisão de líderes de facções de traficantes de drogas. O tema da segurança pública teve grande espaço no debate eleitoral do ano passado e pesou na decisão das urnas de escolher novos governos.

Para que esse desejo se transforme em realidade, é preciso ponderar sobre as condições de trabalho dos agentes de segurança. A ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) publicou estudo com dados que poucos se dão conta, como de que policiais aposentados contribuem para a Previdência com 11% do total que ganham, sem limitadores até o fim de suas vidas, enquanto na iniciativa privada a contribuição se encerra na aposentadoria com valores brutos menores comparativamente.

Já os policiais da ativa são submetidos a regime especial de trabalho, com disponibilidade integral para convocação 24 horas por dia. Não têm direito a FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ao exercício de outra atividade profissional, nem à greve. O risco é inerente ao trabalho, mas as taxas de mortes de policiais são elevadíssimas, da ordem de 1,24 ao dia, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018.

Recente pesquisa da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo traz outro dado alarmante. Só neste Estado, em 2017, mais de dois policiais civis e militares suicidaram-se por mês, totalizando 26 óbitos, o que, de acordo com o órgão, ‘deve ser objeto de análise e preocupação por parte dos comandos das instituições, com intensificação de acompanhamento da saúde mental dos policiais e (...) suas causas’.

É risível imaginar um policial sexagenário obrigado a exercer suas atividades para aposentar-se. Colocar idosos para combater criminosos significa pôr em xeque a segurança dos cidadãos. Passou da hora de o Brasil escolher o caminho que quer trilhar. Ajuste fiscal é de fato necessário, mas a voz do povo clama pelo bom combate contra o crime. O êxito na guerra silenciosa das ruas também depende da sensibilidade da equipe econômica do governo na reforma da Previdência.

Gustavo M. G. Bueno e Fernando D.M. Gonçalves são presidente e secretário-geral da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

Palavra do leitor

Metrô – 1
Não resta a menor dúvida de que a campanha que o Diário vem fazendo pela implantação da Linha 18-Bronze, do Metrô, é justa por representar os legítimos anseios da comunidade. Todavia, é preciso levar em conta de que essa bandeira desfraldada pelo jornal pode acontecer de não atingir os seus propósitos. É bom lembrar que o próprio governador do Estado, João Doria (PSDB), quando de sua última visita ao Grande ABC, prometeu que iria rever o caso. Mas foi apenas uma promessa e não uma afirmação de que iria optar pela Linha 18-Bronze do Metrô que, segundo cálculos já efetuados, tem um custo elevado em decorrência das inúmeras desapropriações. É bom que a população que tanto pleiteia esse sistema de transporte coletivo fique atenta às promessas. O ex-governador Geraldo Alckmin chegou a anunciar uma linha metroviária ligando o Terminal Jabaquara a Diadema e isso ficou apenas em promessas. Não sou técnico para fazer uma avaliação entre Metrô e o sistema BRT(ônibus de alta velocidade), mas creio que Metrô é mais eficiente. Agora o governador anuncia para junho a sua decisão. E não será nenhuma novidade se ele decidir pelo projeto menos oneroso aos cofres públicos. É importante que as lideranças políticas da região tentem, nesse espaço de tempo, enquanto João Doria pensa, convencê-lo sobre os benefícios e transformações que uma linha de Metrô irá provocar nos municípios de São Caetano, Santo André e São Bernardo, como a geração de novos empregos, aquecimento do comércio, indústria e prestação de serviços e, consequentemente, aumento de receitas, além de proporcionar um transporte de melhor qualidade como já foi comprovado na Capital, com as linhas do Metrô.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Metrô – 2
É triste saber que até o momento o único prefeito da região que defendeu abertamente a manutenção do projeto para o Metrô na Linha 18-Bronze foi José Aurichio Júnior. Esse deixa claro que alterar o projeto para BRT seria um retrocesso para a região além de um grande desperdício de dinheiro público. O Grande ABC quer e precisa do Metrô ou VLT, pois além de serem muito mais eficientes, não poluem o meio ambiente e trazem desenvolvimento e investimentos para a região. A pergunta que faço: por que os senhores prefeitos Orlando Morando, Lauro Michels, Paulo Serra, Gabriel Maranhão e Kiko Teixeira e a prefeita Alaíde Damo não defendem abertamente o Metrô para a região? Só não vale, após a decisão do governador, e caso positiva para a região com a manutenção do consórcio Vem ABC, esses senhores virem a público dizer que apoiaram esse projeto. Ou defendem a região agora ou depois serão punidos nas urnas em 2020, pois a região precisa de governantes que pensem nela e por ela. O Grande ABC aguarda há 40 anos pelo progresso. Não podemos mais nos contentar com pouco ou quase nada.
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Ferramentaria
Gostaria de fazer comentário sobre a falta de mão de obra de ferramenteiro publicada pelo Diário em 2013, no comentário do sr. Paulo Braga, expert em visão futura dessa falta de mão de obra, na época presidente da Abinfer, declarando que o setor precisaria, com o decorrer do tempo, de três vezes mais de mão de obra. Passados seis anos, eu, como ferramenteiro, consegui fazer o que se chama ‘bico’ por um ano. Nos demais, debato-me até com serviço de pedreiro. Hoje, ainda desempregado, sinto-me indignado com a atual situação dos ferramenteiros. Toda vaga que aparece, inclusive a última a que me candidatei, tinha 170 inscritos!
Valter Pollo
São Bernardo

Previdência
Infelizmente, estamos chegando ao fim de abril com, em razão da inaptidão política do presidente Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência literalmente empacada na Câmara. Ou se aprova com a máxima celeridade esta reforma ou este País será transformado numa Venezuela. E o nosso presidente, como péssimo comunicador e promotor de crises, é o culpado direto pelo retrocesso da nossa economia. Do ponto de vista do PIB, o ano está perdido. Com a perspectiva de crescimento em dezembro último de 2,55% para este ano, hoje está mais para um medíocre PIB de 1,3%. E a gota d’água para o fim da confiança do mercado nesta gestão atual do Planalto foi o da inadmissível intervenção na Petrobras, quando o presidente suspendeu o reajuste do diesel. E para piorar a imagem do governo o improdutivo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como se fosse o machão desta República, gabando-se desta estúpida decisão, disse que “deu uma trava” na Petrobras. Santa ignorância.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

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Vejo como tremendo descaso e desrespeito ao cidadão idoso e portador de necessidade especial a conduta da escola Etip, localizada na Avenida Brasil, Parque das Nações. Observei que fizeram passeio público elevado aos interesses dos alunos e deixando ao descaso a circulação de pessoas idosas e portadores de necessidades especiais, além de não manter o limite de calçada previsto pela legislação. Não bastasse isso afixaram placa de embarque e desembarque de alunos no meio do passeio público. Espero que a escola e a prefeitura se manifestem a respeito e busquem solução, pois isso, ao meu entender, é conduta personalística e de irresponsabilidade.
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