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Bispo critica escassez de políticas públicas eficazes na região

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em celebração de Páscoa que reuniu cerca de 500 fiéis, dom Pedro Cipollini cobrou ações para moradores de rua e para evitar tragédias


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

22/04/2019 | 07:00


 Cerca de 500 fiéis acompanharam, na manhã de ontem, celebração de Páscoa na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Santo André. O evento católico, que marca a ressurreição de Cristo, foi presidido pelo bispo diocesano dom Pedro Carlos Cipollini. O líder católico aproveitou o momento para criticar a ineficiência do poder público em políticas necessárias à melhoria da vida da população, em especial os moradores de rua, e cobrou ações para evitar tragédias, como as causadas pela enchente na região.

O discurso de dom Pedro vai ao encontro do que prega a Campanha da Fraternidade deste ano, que prevê reflexão sobre políticas públicas. “Muitos acham que (políticas públicas) não tem nada a ver com a religião, porque ainda existe mentalidade de que a nossa fé tem de ser separada da vida. Ou seja, dentro da igreja eu acredito, fora da sacristia eu faço o que quero. Mas isso é errado. Temos de praticar a nossa fé, e isso inclui amor como serviço, que deve ser traduzido no dia a dia, representando o que Cristo fez ao seu povo”, destacou.

Ao citar reportagem do Diário de abril de 2017 – que destaca as dificuldades enfrentadas por moradores de rua –, o bispo criticou a ausência de projetos capazes de mudar o cenário. “São mais de 280 mil pessoas vivendo em situação de pobreza na nossa região e não há projetos que consigam, de fato, tirar os moradores da rua, por exemplo. Precisa humanizar este processo que, quando existe, é ineficiente.”

Outro ponto abordado por dom Pedro diz respeito às tragédias causadas pelas chuvas, sejam com enchentes ou deslizamentos de terra. “A indicação da Igreja é que neste ano reflitamos sobre a fé e que ela nos leve a ajudar o outro a viver. Estamos viajando no mesmo barco. Se o barco afunda, todos afundamos, haja vista a crise em que estamos.” Neste aspecto, o bispo reforçou que o povo é responsável por eleger seus governantes e que a imprensa tem papel fundamental para mostrar a realidade social que precisa ser transformada. “Temos de transformar a vida a partir da fé na ressurreição”, concluiu.

PELA FÉ

Ao todo, representantes das 105 paróquias distribuídas entre as sete cidades acompanharam a celebração na Catedral do Carmo. O domingo de Páscoa também foi marcado pela realização de 16 batizados.

A população lotou a catedral e, por isso, muitos fiéis foram obrigados a acompanhar a missa do lado de fora do local. Caixas de som foram instaladas na Praça do Carmo para ajudar aqueles que não conseguiram lugar no interior da igreja.

“Há três anos participamos da missa de Páscoa. É muito importante poder representar a Igreja e evangelizar a população, além de relembrar o que Jesus fez pela nossa vida”, observou o aposentado Abel de Souza Ribeiro, 60 anos.

A ajudante de clínica odontológica Ana Paula Leite Souza, 30, ficou emocionada, já que foi convidada para representar as paróquias onde atua na celebração. “Jesus vive entre nós e isso é o mais importante. É uma grande honra estar aqui na missa, receber a caixa dos santos óleos para levar às nossas paróquias (Igreja Matriz - Paróquia São Sebastião, de Rio Grande da Serra, e Paróquia Senhor Bom Jesus, de Paranapiacaba).”



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Bispo critica escassez de políticas públicas eficazes na região

Em celebração de Páscoa que reuniu cerca de 500 fiéis, dom Pedro Cipollini cobrou ações para moradores de rua e para evitar tragédias

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

22/04/2019 | 07:00


 Cerca de 500 fiéis acompanharam, na manhã de ontem, celebração de Páscoa na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Santo André. O evento católico, que marca a ressurreição de Cristo, foi presidido pelo bispo diocesano dom Pedro Carlos Cipollini. O líder católico aproveitou o momento para criticar a ineficiência do poder público em políticas necessárias à melhoria da vida da população, em especial os moradores de rua, e cobrou ações para evitar tragédias, como as causadas pela enchente na região.

O discurso de dom Pedro vai ao encontro do que prega a Campanha da Fraternidade deste ano, que prevê reflexão sobre políticas públicas. “Muitos acham que (políticas públicas) não tem nada a ver com a religião, porque ainda existe mentalidade de que a nossa fé tem de ser separada da vida. Ou seja, dentro da igreja eu acredito, fora da sacristia eu faço o que quero. Mas isso é errado. Temos de praticar a nossa fé, e isso inclui amor como serviço, que deve ser traduzido no dia a dia, representando o que Cristo fez ao seu povo”, destacou.

Ao citar reportagem do Diário de abril de 2017 – que destaca as dificuldades enfrentadas por moradores de rua –, o bispo criticou a ausência de projetos capazes de mudar o cenário. “São mais de 280 mil pessoas vivendo em situação de pobreza na nossa região e não há projetos que consigam, de fato, tirar os moradores da rua, por exemplo. Precisa humanizar este processo que, quando existe, é ineficiente.”

Outro ponto abordado por dom Pedro diz respeito às tragédias causadas pelas chuvas, sejam com enchentes ou deslizamentos de terra. “A indicação da Igreja é que neste ano reflitamos sobre a fé e que ela nos leve a ajudar o outro a viver. Estamos viajando no mesmo barco. Se o barco afunda, todos afundamos, haja vista a crise em que estamos.” Neste aspecto, o bispo reforçou que o povo é responsável por eleger seus governantes e que a imprensa tem papel fundamental para mostrar a realidade social que precisa ser transformada. “Temos de transformar a vida a partir da fé na ressurreição”, concluiu.

PELA FÉ

Ao todo, representantes das 105 paróquias distribuídas entre as sete cidades acompanharam a celebração na Catedral do Carmo. O domingo de Páscoa também foi marcado pela realização de 16 batizados.

A população lotou a catedral e, por isso, muitos fiéis foram obrigados a acompanhar a missa do lado de fora do local. Caixas de som foram instaladas na Praça do Carmo para ajudar aqueles que não conseguiram lugar no interior da igreja.

“Há três anos participamos da missa de Páscoa. É muito importante poder representar a Igreja e evangelizar a população, além de relembrar o que Jesus fez pela nossa vida”, observou o aposentado Abel de Souza Ribeiro, 60 anos.

A ajudante de clínica odontológica Ana Paula Leite Souza, 30, ficou emocionada, já que foi convidada para representar as paróquias onde atua na celebração. “Jesus vive entre nós e isso é o mais importante. É uma grande honra estar aqui na missa, receber a caixa dos santos óleos para levar às nossas paróquias (Igreja Matriz - Paróquia São Sebastião, de Rio Grande da Serra, e Paróquia Senhor Bom Jesus, de Paranapiacaba).”

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