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Obra parada, desperdício certo


Do Diário do Grande ABC

21/04/2019 | 08:49


Artigo

A falta de recursos financeiros para investimento em empreendimentos tem dominado o panorama do setor público brasileiro. A situação ainda é mais grave pelo grande número de obras paradas em todas as regiões brasileiras. Em 2018, os investimentos em infraestrutura alcançaram 1,67% do PIB (Produto Interno Bruto), quando o recomendável gira em torno de 4% do PIB.

O País precisa avançar com os projetos estratégicos oferecendo as condições necessárias para o setor privado investir com segurança. Caso contrário, corremos o risco de continuar vendo quase 14 mil obras paradas, segundo um levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União). Por meio das privatizações das estatais, concessões e as parcerias público-privadas, temos condições de retomar os empreendimentos de infraestrutura, além de garantir economia para o Tesouro Nacional.

O próximo passo é preparar um planejamento vigoroso para o País, com princípio técnico robusto. Ele deve ser instrumento essencial para os governos e com a possibilidade de revisão e atualização periódicas. O planejamento é uma ferramenta fundamental para a administração pública brasileira sistematizar suas políticas e ações para a expansão e operação da infraestrutura nacional.

Ainda hoje nos deparamos com dirigentes pouco afeitos a um planejamento de longo prazo, que adotam decisões de afogadilho, com prazos irreais, muitas vezes vinculados a um cronograma eleitoral, utilizando processos de contratação que impossibilitam a aquisição de projetos básicos e executivos de engenharia que permitam uma caracterização adequada do empreendimento a ser construído. Os governantes precisam refletir sobre a lógica a ser seguida: planejar, projetar e executar.

Quando o governo planeja e contrata de forma correta, contribui para reduzir o desperdício de dinheiro público. Mas um projeto pode ser mal contratado com base apenas no menor preço ou com disponibilização de prazos inexequíveis. O princípio da boa contratação leva em consideração que a qualidade dos projetos básicos e executivos de engenharia são a base para empreendimentos bem executados e operacionalmente eficientes.

Estamos em um momento para traçar novos rumos na nossa história. Esse é o momento para o País avançar pelo caminho certo e investir corretamente em empreendimentos que permitam o desenvolvimento econômico e social da nossa população.

Russell Rudolf Ludwig é engenheiro e vice-presidente de administração e finanças do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Palavra do leitor

Combustível - 1
Fui ao posto de gasolina e vi como o governo resolveu a crise do diesel. A fórmula foi simples: descarregou-se o aumento previsto nos combustíveis consumidos pelas outras classes da sociedade que não batem mais panela, não têm capacidade de mobilização, consciência política e enquanto puder pagar não reclama. No posto que abasteço, que é o mais em conta da região, o preço do etanol aumentou R$ 0,23, da gasolina R$ 0,30 e o diesel apenas R$ 0,10. Os acionistas não têm do que reclamar, porque certamente o consumo destes outros combustíveis é muito maior que a do outro ramo dos caminhoneiros. Houve transferência de responsabilidade na função de implementação de subsídios. O governo considera esta classe importante. E realmente é. Mas, e o restante é o que? Fico preocupado que parte da segurança pública, função do Estado, vai ser transferida com o armamento da população. Com relação à criação de empregos prega-se que com a reforma trabalhista e a da Previdência a coisa vai mudar. Se as mudanças não funcionarem quem vai ser o bode expiatório da vez?
Jorge Luiz Gimenes
Santo André

Combustível - 2
Novamente o aumento dos combustíveis irá dar dor de cabeça para ao governo com relação ao custo de vida dos brasileiros. A conclusão que se chega é que sai governo e entra governo e a dúvida que paira no ar até hoje é não saber se a Petrobras é subordinada ao Brasil, ou o Brasil é subordinado à Petrobras. Como dizia Shakespeare, “Eis a questão.
Sergio Antonio Ambrósio
Mauá

Memória
Tenho amigos assinantes deste prestigioso periódico e sentem falta quando o incansável paladino, em prol da memória e patrimônio regional, entra em gozo de merecidas férias. Ainda bem que o Ademir Medici deixou algumas reportagens de sua lavra, para serem publicadas durante sua ausência. Fico cá a divagar qual matéria será publicada, na coluna Memória, da edição do dia 2 de setembro de 2039. Será que – neste dia vindouro – meus despojos mortais estarão depositados no Cemitério-Museu de Vila Euclides, num dos jazigos que sou zelador?
João Paulo de Oliveira
Diadema

Supremo
Muito se tem questionado sobre os Ministros do STF. Os operadores do Direito sempre se manifestam, as vezes injuriados, a cada polêmica decisão desses guardiões da Constituição. Entendo que se esta exige muita sapiência desses ministros, não podemos esquecer que são pessoas indicadas pelo presidente da República ao Senado, que após uma sabatina são nomeados para o cargo. Então, para a sua indicação, na verdade eles têm que somente ser simpáticos ao presidente, e/ou à corrente política vigente. Uma vez lá, com os paramentos e os predicamentos da magistratura vem a soberba, e assistimos as seções intermináveis, mais parecidas com um espetáculo teatral, onde todos se dizem os donos da verdade, e as vezes nas suas decisões, acabam tomando as funções do Legislativo. Em raras vezes, como há poucos dias, algum reconhece decisão totalmente equivocada, no caso recente, um patente cerceamento à liberdade de imprensa. Na verdade deve-se compreender que eles podem falhar, e, em caso eventual de comprovada má fé devem-se sujeitar ao impeachment pelo Senado.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André 



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Obra parada, desperdício certo

Do Diário do Grande ABC

21/04/2019 | 08:49


Artigo

A falta de recursos financeiros para investimento em empreendimentos tem dominado o panorama do setor público brasileiro. A situação ainda é mais grave pelo grande número de obras paradas em todas as regiões brasileiras. Em 2018, os investimentos em infraestrutura alcançaram 1,67% do PIB (Produto Interno Bruto), quando o recomendável gira em torno de 4% do PIB.

O País precisa avançar com os projetos estratégicos oferecendo as condições necessárias para o setor privado investir com segurança. Caso contrário, corremos o risco de continuar vendo quase 14 mil obras paradas, segundo um levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União). Por meio das privatizações das estatais, concessões e as parcerias público-privadas, temos condições de retomar os empreendimentos de infraestrutura, além de garantir economia para o Tesouro Nacional.

O próximo passo é preparar um planejamento vigoroso para o País, com princípio técnico robusto. Ele deve ser instrumento essencial para os governos e com a possibilidade de revisão e atualização periódicas. O planejamento é uma ferramenta fundamental para a administração pública brasileira sistematizar suas políticas e ações para a expansão e operação da infraestrutura nacional.

Ainda hoje nos deparamos com dirigentes pouco afeitos a um planejamento de longo prazo, que adotam decisões de afogadilho, com prazos irreais, muitas vezes vinculados a um cronograma eleitoral, utilizando processos de contratação que impossibilitam a aquisição de projetos básicos e executivos de engenharia que permitam uma caracterização adequada do empreendimento a ser construído. Os governantes precisam refletir sobre a lógica a ser seguida: planejar, projetar e executar.

Quando o governo planeja e contrata de forma correta, contribui para reduzir o desperdício de dinheiro público. Mas um projeto pode ser mal contratado com base apenas no menor preço ou com disponibilização de prazos inexequíveis. O princípio da boa contratação leva em consideração que a qualidade dos projetos básicos e executivos de engenharia são a base para empreendimentos bem executados e operacionalmente eficientes.

Estamos em um momento para traçar novos rumos na nossa história. Esse é o momento para o País avançar pelo caminho certo e investir corretamente em empreendimentos que permitam o desenvolvimento econômico e social da nossa população.

Russell Rudolf Ludwig é engenheiro e vice-presidente de administração e finanças do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Palavra do leitor

Combustível - 1
Fui ao posto de gasolina e vi como o governo resolveu a crise do diesel. A fórmula foi simples: descarregou-se o aumento previsto nos combustíveis consumidos pelas outras classes da sociedade que não batem mais panela, não têm capacidade de mobilização, consciência política e enquanto puder pagar não reclama. No posto que abasteço, que é o mais em conta da região, o preço do etanol aumentou R$ 0,23, da gasolina R$ 0,30 e o diesel apenas R$ 0,10. Os acionistas não têm do que reclamar, porque certamente o consumo destes outros combustíveis é muito maior que a do outro ramo dos caminhoneiros. Houve transferência de responsabilidade na função de implementação de subsídios. O governo considera esta classe importante. E realmente é. Mas, e o restante é o que? Fico preocupado que parte da segurança pública, função do Estado, vai ser transferida com o armamento da população. Com relação à criação de empregos prega-se que com a reforma trabalhista e a da Previdência a coisa vai mudar. Se as mudanças não funcionarem quem vai ser o bode expiatório da vez?
Jorge Luiz Gimenes
Santo André

Combustível - 2
Novamente o aumento dos combustíveis irá dar dor de cabeça para ao governo com relação ao custo de vida dos brasileiros. A conclusão que se chega é que sai governo e entra governo e a dúvida que paira no ar até hoje é não saber se a Petrobras é subordinada ao Brasil, ou o Brasil é subordinado à Petrobras. Como dizia Shakespeare, “Eis a questão.
Sergio Antonio Ambrósio
Mauá

Memória
Tenho amigos assinantes deste prestigioso periódico e sentem falta quando o incansável paladino, em prol da memória e patrimônio regional, entra em gozo de merecidas férias. Ainda bem que o Ademir Medici deixou algumas reportagens de sua lavra, para serem publicadas durante sua ausência. Fico cá a divagar qual matéria será publicada, na coluna Memória, da edição do dia 2 de setembro de 2039. Será que – neste dia vindouro – meus despojos mortais estarão depositados no Cemitério-Museu de Vila Euclides, num dos jazigos que sou zelador?
João Paulo de Oliveira
Diadema

Supremo
Muito se tem questionado sobre os Ministros do STF. Os operadores do Direito sempre se manifestam, as vezes injuriados, a cada polêmica decisão desses guardiões da Constituição. Entendo que se esta exige muita sapiência desses ministros, não podemos esquecer que são pessoas indicadas pelo presidente da República ao Senado, que após uma sabatina são nomeados para o cargo. Então, para a sua indicação, na verdade eles têm que somente ser simpáticos ao presidente, e/ou à corrente política vigente. Uma vez lá, com os paramentos e os predicamentos da magistratura vem a soberba, e assistimos as seções intermináveis, mais parecidas com um espetáculo teatral, onde todos se dizem os donos da verdade, e as vezes nas suas decisões, acabam tomando as funções do Legislativo. Em raras vezes, como há poucos dias, algum reconhece decisão totalmente equivocada, no caso recente, um patente cerceamento à liberdade de imprensa. Na verdade deve-se compreender que eles podem falhar, e, em caso eventual de comprovada má fé devem-se sujeitar ao impeachment pelo Senado.
Evaristo de Carvalho Neto
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