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Polícia francesa prende 227 em protestos dos 'coletes amarelos'



20/04/2019 | 20:39


O movimento dos coletes amarelos voltou às ruas da França neste sábado, 20. Foi o 23.º sábado consecutivo de manifestações, a primeira após o incêndio da Catedral de Notre-Dame. Além do protesto contra a desigualdade social no país, o grupo incluiu também na lista de insatisfações o valor de US$ 1 bilhão prometido para restaurar a igreja. A polícia teve trabalho para conter grupos de vândalos que se infiltraram na multidão e prendeu 227 pessoas.

Desta vez, as forças de segurança estavam de prontidão em Paris e em outras cidades. De acordo com os jornais franceses, milhares de pessoas marcharam nas ruas da capital.

Protestos também foram registrados em Toulouse, Montpellier e Bordeaux. Segundo o Ministério do Interior, 60 mil policiais foram convocados para a segurança em todo o país - 5 mil em Paris.

O presidente francês, Emmanuel Macron, deveria ter divulgado esta semana um grande programa de reformas para aplacar a insatisfação social, mas o anúncio foi adiado pelo incêndio na Catedral de Notre-Dame, na segunda-feira. Na sexta-feira, 19, o acesso aos arredores da catedral estava fechado.

A polícia também impediu a entrada de pessoas em outros pontos emblemáticos, como a Avenida Champs-Elysées, o centro de Lyon e a praça do Capitólio de Toulouse. "Não é razoável permitir a passagem de protestos de 5 mil a 10 mil pessoas nos arredores da Notre-Dame", disse Didier Lallement, chefe da polícia de Paris.

A comoção nacional provocada pelo incêndio da Notre-Dame irritou alguns membros do movimento dos coletes amarelos, especialmente pelos em razão dos milhões de euros prometidos pelas maiores fortunas francesas para a reconstrução da igreja. "Ninguém é contra o dinheiro para a Notre-Dame, mas e os pobres?", questionou Jean François Mougey, membro do sindicato dos ferroviários.

Em Paris, foram quatro marchas, que rapidamente descambaram para o confronto. Alguns dos manifestantes e black blocs colocaram fogo em canteiros, saquearam lojas e danificaram automóveis.

Dezenas de motocicletas foram incendiadas na região da Place de la Republique e do Boulevard Richard Lenoir. Em resposta, os policiais lançaram bombas de efeito moral. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Polícia francesa prende 227 em protestos dos 'coletes amarelos'


20/04/2019 | 20:39


O movimento dos coletes amarelos voltou às ruas da França neste sábado, 20. Foi o 23.º sábado consecutivo de manifestações, a primeira após o incêndio da Catedral de Notre-Dame. Além do protesto contra a desigualdade social no país, o grupo incluiu também na lista de insatisfações o valor de US$ 1 bilhão prometido para restaurar a igreja. A polícia teve trabalho para conter grupos de vândalos que se infiltraram na multidão e prendeu 227 pessoas.

Desta vez, as forças de segurança estavam de prontidão em Paris e em outras cidades. De acordo com os jornais franceses, milhares de pessoas marcharam nas ruas da capital.

Protestos também foram registrados em Toulouse, Montpellier e Bordeaux. Segundo o Ministério do Interior, 60 mil policiais foram convocados para a segurança em todo o país - 5 mil em Paris.

O presidente francês, Emmanuel Macron, deveria ter divulgado esta semana um grande programa de reformas para aplacar a insatisfação social, mas o anúncio foi adiado pelo incêndio na Catedral de Notre-Dame, na segunda-feira. Na sexta-feira, 19, o acesso aos arredores da catedral estava fechado.

A polícia também impediu a entrada de pessoas em outros pontos emblemáticos, como a Avenida Champs-Elysées, o centro de Lyon e a praça do Capitólio de Toulouse. "Não é razoável permitir a passagem de protestos de 5 mil a 10 mil pessoas nos arredores da Notre-Dame", disse Didier Lallement, chefe da polícia de Paris.

A comoção nacional provocada pelo incêndio da Notre-Dame irritou alguns membros do movimento dos coletes amarelos, especialmente pelos em razão dos milhões de euros prometidos pelas maiores fortunas francesas para a reconstrução da igreja. "Ninguém é contra o dinheiro para a Notre-Dame, mas e os pobres?", questionou Jean François Mougey, membro do sindicato dos ferroviários.

Em Paris, foram quatro marchas, que rapidamente descambaram para o confronto. Alguns dos manifestantes e black blocs colocaram fogo em canteiros, saquearam lojas e danificaram automóveis.

Dezenas de motocicletas foram incendiadas na região da Place de la Republique e do Boulevard Richard Lenoir. Em resposta, os policiais lançaram bombas de efeito moral. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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