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Assumimos de forma legítima, defende ex-prefeito Leonel Damo

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Chefe do Paço de Mauá por dois mandatos e marido da prefeita Alaíde, evoca 2004 e refuta tese de golpismo


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/04/2019 | 07:59


Patriarca da família Damo, o ex-prefeito Leonel Damo (sem partido), de Mauá, assegurou que tanto ele, no passado, quanto sua mulher, a agora chefe do Paço, Alaíde Damo (MDB), assumiram o poder de forma legítima. Vice-prefeita eleita, a emedebista foi empossada na quinta-feira ao comando da Prefeitura, após a Câmara mauaense decidir cassar o prefeito Atila Jacomussi (PSB) por não pedir aval para se afastar do cargo no período em que esteve preso.

Leonel, hoje com 86 anos, foi prefeito de Mauá por duas ocasiões: de 1983 a 1988 e do fim de 2005 a 2008. Assim como nos dias atuais, a última passagem da família Damo pelo comando da Prefeitura também ocorreu por interferências externas. Na eleição de 2004, Leonel perdeu o primeiro turno para o então candidato governista Márcio Chaves (ex-PT, hoje PSD), mas às vésperas da fase final do pleito, o então petista teve a candidatura cassada por irregularidades na disputa. A cidade, então, passou a ser governada interinamente por Diniz Lopes (hoje no PSB), então presidente da Câmara, até que, no fim do primeiro ano do mandato, Leonel foi declarado prefeito pela Justiça Eleitoral.

Já Alaíde, definida por Atila como vice tampão nas eleições de 2016 – Júnior Orosco (PDT), então escolhido para o posto, estava inelegível –, nunca disputou o Paço de Mauá diretamente como candidata a prefeita. Esse desafio foi enfrentado pela filha, em 2012, a ex-deputada estadual Vanessa Damo (MDB), mas saiu derrotada. Desde quinta, porém, Alaíde é detentora da principal cadeira na Prefeitura, pouco mais de uma década depois do última gestão Damo na cidade. “Assumimos de forma legítima. Não movemos uma palha para que ela (Alaíde) fosse prefeita. Então, foi tudo feito dentro da lei, os vereadores aprovaram (o impeachment de Atila) e ela assume porque é a vice-prefeita (eleita)”, contestou o ex-prefeito.

Questionado, Leonel refuta ainda a pecha de golpista imputada à família. “Isso é desespero dos adversários. Todo esse período (do processo de cassação de Atila) eu nunca falei uma palavra contra (o socialista). Eu preservo muito a amizade. Se imaginar que o poder é para sempre, a pessoa está enganada, é passageiro. A população coloca você por quatro anos e, depois disso, vem outra pessoa. Sempre tratei todos os meus adversários, mesmo o pessoal do PT, muito bem. E nem arrumei advogado para ajudar a Alaíde a assumir o poder”, rebateu.

A defesa de Atila já adiantou que tentará reverter a cassação na Justiça comum. Caso o cenário não se reverta, Alaíde governará o Paço de Mauá até o fim do ano que vem, quando ocorrem novas eleições municipais. Já o socialista, em decorrência da destituição, tem os direitos políticos suspensos por cinco anos, mas deve ficar inelegível até 2027, segundo a Lei da Ficha Limpa.



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Assumimos de forma legítima, defende ex-prefeito Leonel Damo

Chefe do Paço de Mauá por dois mandatos e marido da prefeita Alaíde, evoca 2004 e refuta tese de golpismo

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/04/2019 | 07:59


Patriarca da família Damo, o ex-prefeito Leonel Damo (sem partido), de Mauá, assegurou que tanto ele, no passado, quanto sua mulher, a agora chefe do Paço, Alaíde Damo (MDB), assumiram o poder de forma legítima. Vice-prefeita eleita, a emedebista foi empossada na quinta-feira ao comando da Prefeitura, após a Câmara mauaense decidir cassar o prefeito Atila Jacomussi (PSB) por não pedir aval para se afastar do cargo no período em que esteve preso.

Leonel, hoje com 86 anos, foi prefeito de Mauá por duas ocasiões: de 1983 a 1988 e do fim de 2005 a 2008. Assim como nos dias atuais, a última passagem da família Damo pelo comando da Prefeitura também ocorreu por interferências externas. Na eleição de 2004, Leonel perdeu o primeiro turno para o então candidato governista Márcio Chaves (ex-PT, hoje PSD), mas às vésperas da fase final do pleito, o então petista teve a candidatura cassada por irregularidades na disputa. A cidade, então, passou a ser governada interinamente por Diniz Lopes (hoje no PSB), então presidente da Câmara, até que, no fim do primeiro ano do mandato, Leonel foi declarado prefeito pela Justiça Eleitoral.

Já Alaíde, definida por Atila como vice tampão nas eleições de 2016 – Júnior Orosco (PDT), então escolhido para o posto, estava inelegível –, nunca disputou o Paço de Mauá diretamente como candidata a prefeita. Esse desafio foi enfrentado pela filha, em 2012, a ex-deputada estadual Vanessa Damo (MDB), mas saiu derrotada. Desde quinta, porém, Alaíde é detentora da principal cadeira na Prefeitura, pouco mais de uma década depois do última gestão Damo na cidade. “Assumimos de forma legítima. Não movemos uma palha para que ela (Alaíde) fosse prefeita. Então, foi tudo feito dentro da lei, os vereadores aprovaram (o impeachment de Atila) e ela assume porque é a vice-prefeita (eleita)”, contestou o ex-prefeito.

Questionado, Leonel refuta ainda a pecha de golpista imputada à família. “Isso é desespero dos adversários. Todo esse período (do processo de cassação de Atila) eu nunca falei uma palavra contra (o socialista). Eu preservo muito a amizade. Se imaginar que o poder é para sempre, a pessoa está enganada, é passageiro. A população coloca você por quatro anos e, depois disso, vem outra pessoa. Sempre tratei todos os meus adversários, mesmo o pessoal do PT, muito bem. E nem arrumei advogado para ajudar a Alaíde a assumir o poder”, rebateu.

A defesa de Atila já adiantou que tentará reverter a cassação na Justiça comum. Caso o cenário não se reverta, Alaíde governará o Paço de Mauá até o fim do ano que vem, quando ocorrem novas eleições municipais. Já o socialista, em decorrência da destituição, tem os direitos políticos suspensos por cinco anos, mas deve ficar inelegível até 2027, segundo a Lei da Ficha Limpa.

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