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Esportistas da região endossam campanha por Metrô

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nomes de diversas modalidades apontam facilidades do transporte sobre trilhos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2019 | 07:00


Políticos, empresários, comerciários, industriários, artistas, religiosos e agora os esportistas engrossam o coro a favor da implantação do Metrô como modal para a Linha 18-Bronze, que prevê ligação entre São Paulo e o Grande ABC na rota Tamanduateí-Djalma Dutra (da Zona Leste da Capital à região central de São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano). Na opinião de atletas e ex-jogadores de diversas modalidades, a vinda específica deste meio de transporte reflete não só em mobilidade urbana e no esporte, como também em outras áreas, como segurança pública, finanças e saúde.

(O Metrô) Influencia positivamente para o desenvolvimento e fortalecimento do esporte ou qualquer outra área. Ter outro canal para poder chegar à nossa região é muito importante. A gente preza pela melhoria no transporte público”, exalta o maior nome do tênis de mesa no País, o são-bernardense Hugo Hoyama. “Isso é de suma importância, a gente espera que dê certo. Parabéns ao Diário por dar toda essa força”, emenda.

Visão similar tem a andreense Janeth Arcain. Ex-jogadora de basquete e atualmente no comando de projetos sociais e esportivos – sobretudo em Santo André –, ela enxerga o Metrô como facilitador para a região. “A ampliação do transporte público coletivo vem ao encontro das necessidades da população do Grande ABC. Acredito que a vinda do Metrô facilitará e agilizará a vida de muitos”, opina.

O ginasta andreense Diego Hypólito treina em São Bernardo. Ele conta que necessita ir frequentemente à Capital, mas acaba dando preferência ao carro – apesar de perder tempo nos congestionamentos. Assim, defende que a instalação do Metrô na região é fundamental tanto para o seu caso quanto para o de milhares de pessoas que vêm e vão nesta rota entre São Paulo e o Grande ABC.

“Sempre tem muito trânsito, então o Metrô é também boa alternativa porque o tempo é previsível. Acredito que ajudaria muitas famílias a terem comodidade e realizar viagens em menor tempo. Há um longo caminho do Grande ABC para chegar até São Paulo, no qual muitas pessoas vão a trabalho. E vice-versa, porque a região também é um polo de trabalho e, muitas vezes, as pessoas moram na Capital e vêm para cá. São muitos quilômetros”, diz Hypólito. “Creio que possa melhorar a questão da segurança também, porque muitas vezes vejo assaltos na Avenida do Estado”, observa.

O piloto mauaense de carros de turismo Mauri Zaccarelli crê que o Metrô “chega tarde” à região, mas será muito bem-vindo. “O Metrô tem por tradição oferecer transporte rápido, confiável e confortável”, diz ele, que divide o tempo entre o Grande ABC e os Estados Unidos. “Tenho investimentos, fábrica e imóveis na região. Certamente o Metrô vai valorizar e tornar o Grande ABC ainda mais importante e atrativo”, opina.

Já de acordo com o multicampeão do vôlei nacional e mundial, o andreense Antonio Carlos Moreno, a vinda do Metrô contribui até mesmo para a saúde dos usuários. “A gente costuma dizer que o único recurso que não é recuperável é o tempo. A gente percebe nitidamente que a gestão do tempo tem impactado na qualidade de vida das pessoas. Ou seja, no convívio com a família, com a oportunidade de estudar ou chegar e fazer outra atividade”, declara.

Atualmente trabalhando como master coach no Comitê Olímpico do Brasil, Moreno ainda traça paralelos e faz comparativos pertinentes para defender o modal como opção para a Linha 18-Bronze. “Temos tantas metrópoles para copiar na Europa, Estados Unidos, Canadá com sistema de transporte extraordinário. E qual o veículo que mais se vê? Sem dúvida é o Metrô. Pela capacidade, pela segurança. Acredito que nossa região mereça essa atenção e essa escolha. Fala-se no monotrilho, em BRT (Bus Rapid Transit, ou Transporte Rápido por Ônibus), mas a gente vê por aí que a grande diferença era o custo, que hoje é quase equivalente. A diferença é a capacidade de um ou outro, a chance de chegar é muito maior, o número de incidentes muito pequeno”, conclui.

Governador promete definir em junho modal para a Linha 18-Bronze

O governador do Estado, João Doria (PSDB), definiu como junho o mês em que anunciará sua decisão sobre o modal de operação da Linha 18-Bronze. Embora o governo tenha assinado, em 2014, PPP (Parceria Público-Privada) para viabilizar a construção do monotrilho, grupo de estudos avalia se manterá o modelo. Uma das hipóteses aventadas é a troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

O alto custo das indenizações foi um dos fatores que impediram que as obras da Linha 18 tivessem início. O decreto para viabilizar a remoção das residências expirou em novembro de 2018, após cinco anos, e o governo precisa aguardar 12 meses para retomar o processo. 



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Esportistas da região endossam campanha por Metrô

Nomes de diversas modalidades apontam facilidades do transporte sobre trilhos

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2019 | 07:00


Políticos, empresários, comerciários, industriários, artistas, religiosos e agora os esportistas engrossam o coro a favor da implantação do Metrô como modal para a Linha 18-Bronze, que prevê ligação entre São Paulo e o Grande ABC na rota Tamanduateí-Djalma Dutra (da Zona Leste da Capital à região central de São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano). Na opinião de atletas e ex-jogadores de diversas modalidades, a vinda específica deste meio de transporte reflete não só em mobilidade urbana e no esporte, como também em outras áreas, como segurança pública, finanças e saúde.

(O Metrô) Influencia positivamente para o desenvolvimento e fortalecimento do esporte ou qualquer outra área. Ter outro canal para poder chegar à nossa região é muito importante. A gente preza pela melhoria no transporte público”, exalta o maior nome do tênis de mesa no País, o são-bernardense Hugo Hoyama. “Isso é de suma importância, a gente espera que dê certo. Parabéns ao Diário por dar toda essa força”, emenda.

Visão similar tem a andreense Janeth Arcain. Ex-jogadora de basquete e atualmente no comando de projetos sociais e esportivos – sobretudo em Santo André –, ela enxerga o Metrô como facilitador para a região. “A ampliação do transporte público coletivo vem ao encontro das necessidades da população do Grande ABC. Acredito que a vinda do Metrô facilitará e agilizará a vida de muitos”, opina.

O ginasta andreense Diego Hypólito treina em São Bernardo. Ele conta que necessita ir frequentemente à Capital, mas acaba dando preferência ao carro – apesar de perder tempo nos congestionamentos. Assim, defende que a instalação do Metrô na região é fundamental tanto para o seu caso quanto para o de milhares de pessoas que vêm e vão nesta rota entre São Paulo e o Grande ABC.

“Sempre tem muito trânsito, então o Metrô é também boa alternativa porque o tempo é previsível. Acredito que ajudaria muitas famílias a terem comodidade e realizar viagens em menor tempo. Há um longo caminho do Grande ABC para chegar até São Paulo, no qual muitas pessoas vão a trabalho. E vice-versa, porque a região também é um polo de trabalho e, muitas vezes, as pessoas moram na Capital e vêm para cá. São muitos quilômetros”, diz Hypólito. “Creio que possa melhorar a questão da segurança também, porque muitas vezes vejo assaltos na Avenida do Estado”, observa.

O piloto mauaense de carros de turismo Mauri Zaccarelli crê que o Metrô “chega tarde” à região, mas será muito bem-vindo. “O Metrô tem por tradição oferecer transporte rápido, confiável e confortável”, diz ele, que divide o tempo entre o Grande ABC e os Estados Unidos. “Tenho investimentos, fábrica e imóveis na região. Certamente o Metrô vai valorizar e tornar o Grande ABC ainda mais importante e atrativo”, opina.

Já de acordo com o multicampeão do vôlei nacional e mundial, o andreense Antonio Carlos Moreno, a vinda do Metrô contribui até mesmo para a saúde dos usuários. “A gente costuma dizer que o único recurso que não é recuperável é o tempo. A gente percebe nitidamente que a gestão do tempo tem impactado na qualidade de vida das pessoas. Ou seja, no convívio com a família, com a oportunidade de estudar ou chegar e fazer outra atividade”, declara.

Atualmente trabalhando como master coach no Comitê Olímpico do Brasil, Moreno ainda traça paralelos e faz comparativos pertinentes para defender o modal como opção para a Linha 18-Bronze. “Temos tantas metrópoles para copiar na Europa, Estados Unidos, Canadá com sistema de transporte extraordinário. E qual o veículo que mais se vê? Sem dúvida é o Metrô. Pela capacidade, pela segurança. Acredito que nossa região mereça essa atenção e essa escolha. Fala-se no monotrilho, em BRT (Bus Rapid Transit, ou Transporte Rápido por Ônibus), mas a gente vê por aí que a grande diferença era o custo, que hoje é quase equivalente. A diferença é a capacidade de um ou outro, a chance de chegar é muito maior, o número de incidentes muito pequeno”, conclui.

Governador promete definir em junho modal para a Linha 18-Bronze

O governador do Estado, João Doria (PSDB), definiu como junho o mês em que anunciará sua decisão sobre o modal de operação da Linha 18-Bronze. Embora o governo tenha assinado, em 2014, PPP (Parceria Público-Privada) para viabilizar a construção do monotrilho, grupo de estudos avalia se manterá o modelo. Uma das hipóteses aventadas é a troca pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade).

O alto custo das indenizações foi um dos fatores que impediram que as obras da Linha 18 tivessem início. O decreto para viabilizar a remoção das residências expirou em novembro de 2018, após cinco anos, e o governo precisa aguardar 12 meses para retomar o processo. 

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