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Feijão impulsiona alta da cesta básica

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grão sobe 76% no Grande ABC; preço do quilo supera a marca dos R$ 7 no comércio


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 09:41


Com alta de 76% em relação ao ano passado, feijão impulsiona preços da cesta básica. Alimento já é encontrado acima de R$ 7 nas gôndolas dos mercados da região; normalização deve acontecer no segundo semestre.

Item indispensável na mesa dos brasileiros, ao lado do arroz, é difícil pensar em uma refeição completa sem o feijão, porém os altos preços do grão desde o início deste ano assustam os consumidores. Atualmente, o quilo sai pela média de R$ 7,45 na região, alta de 76,5% se comparado com a última semana do ano passado, quando o pacote saia por R$ 4,22.

Os dados são da pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que coleta o valor de 34 produtos em 14 supermercados do Grande ABC e é baseada no consumo de uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças. De acordo com dados divulgados na quinta-feira, o conjunto de itens sai por R$ 656,80, alta de 10% em relação a última cesta básica de 2018, que custava R$ 594,42, ou seja R$ 62,38 a menos.

O feijão carioca é o principal vilão. Ele acabou pressionando os preços para cima. De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo levamento, Fábio Vezzá de Benedetto, a alta no preço do grão acontece pela escassez de produto no mercado. “Na maioria do ano passado inteiro, ficou abaixo de R$ 4, o que desestimulou o plantio. Além disso, tem duas épocas do ano que são muito propícias para o produtor pressionar o preço: a primavera/verão, por causa das chuvas, e o inverno, porque é seco. Acontece que, como a gente não tem muito planejamento, na próxima safra pode ser que todo mundo plante e o preço do feijão despenque. Ele já deu uma recuada nas últimas semanas”, analisou.

Mesmo com essa perspectiva, a normalização só deve acontecer no segundo semestre, já que só há quatro safras de feijão no ano. “Estamos na primeira safra, pode ser que o preço do feijão diminua até antes do meio do ano, em junho ou julho. Mas, pode ser necessário mais duas safras para normalizar. Faz falta uma política de abastecimento, que controle o plantio”, disse Benedetto.

Mesmo com o preço acima dos R$ 7, os consumidores não deixam de consumir o feijão carioca. Este também é outro fator que acaba pressionando os preços. Para quem precisa economizar, a dica é trocar o produto pelo feijão preto ou o fradinho.

TOMATE
Acompanhamento da alface nas saladas, o tomate também é um velho conhecido no sobe e desce de preços. O quilo dele também encareceu neste ano na comparação com a última semana de dezembro. O valor subiu de R$ 6,90 para R$ 9,50, alta de 37,6%.

De acordo com o engenheiro agrônomo, o plantio e a colheita também foram impactos pelo excesso de chuvas, mas os preços devem recuar em um período menor do que o feijão.

“Logo, deve acontecer a entrada de tomate rasteiro no mercado, que é plantado especificamente para a indústria. Quando o preço do tomate sobe muito, ele também é vendido e a expectativa é de que os preços recuem”, disse.



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Feijão impulsiona alta da cesta básica

Grão sobe 76% no Grande ABC; preço do quilo supera a marca dos R$ 7 no comércio

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 09:41


Com alta de 76% em relação ao ano passado, feijão impulsiona preços da cesta básica. Alimento já é encontrado acima de R$ 7 nas gôndolas dos mercados da região; normalização deve acontecer no segundo semestre.

Item indispensável na mesa dos brasileiros, ao lado do arroz, é difícil pensar em uma refeição completa sem o feijão, porém os altos preços do grão desde o início deste ano assustam os consumidores. Atualmente, o quilo sai pela média de R$ 7,45 na região, alta de 76,5% se comparado com a última semana do ano passado, quando o pacote saia por R$ 4,22.

Os dados são da pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que coleta o valor de 34 produtos em 14 supermercados do Grande ABC e é baseada no consumo de uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças. De acordo com dados divulgados na quinta-feira, o conjunto de itens sai por R$ 656,80, alta de 10% em relação a última cesta básica de 2018, que custava R$ 594,42, ou seja R$ 62,38 a menos.

O feijão carioca é o principal vilão. Ele acabou pressionando os preços para cima. De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo levamento, Fábio Vezzá de Benedetto, a alta no preço do grão acontece pela escassez de produto no mercado. “Na maioria do ano passado inteiro, ficou abaixo de R$ 4, o que desestimulou o plantio. Além disso, tem duas épocas do ano que são muito propícias para o produtor pressionar o preço: a primavera/verão, por causa das chuvas, e o inverno, porque é seco. Acontece que, como a gente não tem muito planejamento, na próxima safra pode ser que todo mundo plante e o preço do feijão despenque. Ele já deu uma recuada nas últimas semanas”, analisou.

Mesmo com essa perspectiva, a normalização só deve acontecer no segundo semestre, já que só há quatro safras de feijão no ano. “Estamos na primeira safra, pode ser que o preço do feijão diminua até antes do meio do ano, em junho ou julho. Mas, pode ser necessário mais duas safras para normalizar. Faz falta uma política de abastecimento, que controle o plantio”, disse Benedetto.

Mesmo com o preço acima dos R$ 7, os consumidores não deixam de consumir o feijão carioca. Este também é outro fator que acaba pressionando os preços. Para quem precisa economizar, a dica é trocar o produto pelo feijão preto ou o fradinho.

TOMATE
Acompanhamento da alface nas saladas, o tomate também é um velho conhecido no sobe e desce de preços. O quilo dele também encareceu neste ano na comparação com a última semana de dezembro. O valor subiu de R$ 6,90 para R$ 9,50, alta de 37,6%.

De acordo com o engenheiro agrônomo, o plantio e a colheita também foram impactos pelo excesso de chuvas, mas os preços devem recuar em um período menor do que o feijão.

“Logo, deve acontecer a entrada de tomate rasteiro no mercado, que é plantado especificamente para a indústria. Quando o preço do tomate sobe muito, ele também é vendido e a expectativa é de que os preços recuem”, disse.

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