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Queda de braço nos corredores do Paço

O deslocamento do ex-presidente da Câmara José de Araújo (PSD), de Santo André, para o posto de interlocução do governo


Fabio Martins

19/04/2019 | 07:59


O deslocamento do ex-presidente da Câmara José de Araújo (PSD), de Santo André, para o posto de interlocução do governo com a Câmara pode efetivar a iminente saída do ex-vereador Donizeti Pereira (PV) do cargo de superintendente da Unidade de Articulação Política, que tem status de secretaria. Há informações de que o verde já se movimentava desde o começo do ano para retornar ao Meio Ambiente, setor que iniciou na gestão Paulo Serra (PSDB). O impasse é que a Pasta hoje está ocupada por Fábio Picarelli (sem partido), ex-presidente da OAB andreense. Os principais aliados de Donizeti continuaram lotados na área – mesmo diante da troca no ano passado –, inclusive a vaga de adjunto Murillo Valle (PV). A situação tende a se tornar queda de braço interna, tendo em vista o processo eleitoral. Uma alternativa cogitada anteriormente era a ida do verde para Desenvolvimento Econômico, porém, a opção foi descartada. O prefeito não deve mexer no comando desta Pasta, gerida por Evandro Banzato. O organograma das trocas de peças ainda está sendo arquitetado, contudo, sem desfecho.

Reforço partidário
No contexto político-eleitoral, grupo de candidatos a vereador pelo PV já tem sinalizado apoio ao ex-parlamentar Donizeti Pereira para que ele seja reconduzido ao comando do partido na cidade. A convenção da sigla ocorre em maio. A estratégia da legenda, que ficou sem representação para a atual legislatura, é fazer duas cadeiras no pleito do ano que vem. A agremiação foi uma das primeiras a aderir o projeto de reeleição de Paulo Serra, e tende a se manter no bloco de sustentação do Paço. O tucanato atua com a ideia de expandir o arco em relação à eleição anterior, quando teve cinco legendas na coligação.

Movimentações
A divulgação do encontro do ex-prefeiturável de Santo André Ailton Lima (PSD) com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), caiu como um torpedo no meio político. O teor da conversa, feita no escritório do tucano, ainda é mantido sob sigilo. Ailton tem se colocado aos quatro cantos na condição de pré-candidato ao Paço andreense na empreitada de 2020, após desavenças com integrantes do governo Paulo Serra (PSDB). O diálogo firmado em agenda extraoficial, fora do expediente, rendeu atenção da classe. Cabe frisar que o vice-prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, é correligionário de Ailton, que exerceu mandato de vereador em solo andreense entre 2009 e 2016.

Intimidado pós-votação
Presidente de uma das comissões de impeachment que estavam em tramitação no Legislativo de Mauá, o vereador Sinvaldo Carteiro (DC) – compôs o grupo de quebra de decoro – foi intimidado por apoiadores do prefeito Atila Jacomussi (PSB) logo após o término da sessão extraordinária que cassou o mandato do socialista. Sinvaldo, que votou favorável à deposição do prefeito, sofreu ameaças, com ataques racistas e homofóbicos. Ele chegou a sair escoltado pela GCM (Guarda Civil Municipal). O processo no qual Sinvaldo estava à frente na Câmara foi barrado na véspera da votação pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Próximos passos
Embora o então prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, não tenha se pronunciado pessoalmente sobre sua própria cassação, a defesa do socialista já adiantou que irá recorrer à Justiça comum, com o objetivo de anular a sessão e votação, que resultaram na destituição do cargo. Procurado depois da plenária, o socialista ainda não se manifestou a respeito do caso. Fica a expectativa em torno das declarações do político e seus próximos passos.

Recados
Em meio às duas horas em que discursou na tribuna da Câmara de Mauá na tentativa de convencer os vereadores a rejeitar o impeachment, a defesa do prefeito Atila Jacomussi mandou recados. “Ter a pecha de golpista não é bom para o currículo de ninguém”, alertou, em um dos trechos. Em outro momento, comparou o julgamento do socialista, às vésperas da Páscoa, com Jesus Cristo.  



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Queda de braço nos corredores do Paço

O deslocamento do ex-presidente da Câmara José de Araújo (PSD), de Santo André, para o posto de interlocução do governo

Fabio Martins

19/04/2019 | 07:59


O deslocamento do ex-presidente da Câmara José de Araújo (PSD), de Santo André, para o posto de interlocução do governo com a Câmara pode efetivar a iminente saída do ex-vereador Donizeti Pereira (PV) do cargo de superintendente da Unidade de Articulação Política, que tem status de secretaria. Há informações de que o verde já se movimentava desde o começo do ano para retornar ao Meio Ambiente, setor que iniciou na gestão Paulo Serra (PSDB). O impasse é que a Pasta hoje está ocupada por Fábio Picarelli (sem partido), ex-presidente da OAB andreense. Os principais aliados de Donizeti continuaram lotados na área – mesmo diante da troca no ano passado –, inclusive a vaga de adjunto Murillo Valle (PV). A situação tende a se tornar queda de braço interna, tendo em vista o processo eleitoral. Uma alternativa cogitada anteriormente era a ida do verde para Desenvolvimento Econômico, porém, a opção foi descartada. O prefeito não deve mexer no comando desta Pasta, gerida por Evandro Banzato. O organograma das trocas de peças ainda está sendo arquitetado, contudo, sem desfecho.

Reforço partidário
No contexto político-eleitoral, grupo de candidatos a vereador pelo PV já tem sinalizado apoio ao ex-parlamentar Donizeti Pereira para que ele seja reconduzido ao comando do partido na cidade. A convenção da sigla ocorre em maio. A estratégia da legenda, que ficou sem representação para a atual legislatura, é fazer duas cadeiras no pleito do ano que vem. A agremiação foi uma das primeiras a aderir o projeto de reeleição de Paulo Serra, e tende a se manter no bloco de sustentação do Paço. O tucanato atua com a ideia de expandir o arco em relação à eleição anterior, quando teve cinco legendas na coligação.

Movimentações
A divulgação do encontro do ex-prefeiturável de Santo André Ailton Lima (PSD) com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), caiu como um torpedo no meio político. O teor da conversa, feita no escritório do tucano, ainda é mantido sob sigilo. Ailton tem se colocado aos quatro cantos na condição de pré-candidato ao Paço andreense na empreitada de 2020, após desavenças com integrantes do governo Paulo Serra (PSDB). O diálogo firmado em agenda extraoficial, fora do expediente, rendeu atenção da classe. Cabe frisar que o vice-prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, é correligionário de Ailton, que exerceu mandato de vereador em solo andreense entre 2009 e 2016.

Intimidado pós-votação
Presidente de uma das comissões de impeachment que estavam em tramitação no Legislativo de Mauá, o vereador Sinvaldo Carteiro (DC) – compôs o grupo de quebra de decoro – foi intimidado por apoiadores do prefeito Atila Jacomussi (PSB) logo após o término da sessão extraordinária que cassou o mandato do socialista. Sinvaldo, que votou favorável à deposição do prefeito, sofreu ameaças, com ataques racistas e homofóbicos. Ele chegou a sair escoltado pela GCM (Guarda Civil Municipal). O processo no qual Sinvaldo estava à frente na Câmara foi barrado na véspera da votação pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Próximos passos
Embora o então prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, não tenha se pronunciado pessoalmente sobre sua própria cassação, a defesa do socialista já adiantou que irá recorrer à Justiça comum, com o objetivo de anular a sessão e votação, que resultaram na destituição do cargo. Procurado depois da plenária, o socialista ainda não se manifestou a respeito do caso. Fica a expectativa em torno das declarações do político e seus próximos passos.

Recados
Em meio às duas horas em que discursou na tribuna da Câmara de Mauá na tentativa de convencer os vereadores a rejeitar o impeachment, a defesa do prefeito Atila Jacomussi mandou recados. “Ter a pecha de golpista não é bom para o currículo de ninguém”, alertou, em um dos trechos. Em outro momento, comparou o julgamento do socialista, às vésperas da Páscoa, com Jesus Cristo.  

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