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Bispo critica uso do poder para oprimir

Bia Moço/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Missa de Lava-Pés, celebrada ontem, reuniu cerca de 500 fiéis na Paróquia Nossa Senhora das Graças


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:00


Tradição católica, a missa de Lava-Pés reuniu cerca de 500 pessoas na noite de ontem para celebrar o início do tríduo pascal. A cerimônia, realizada na Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Humaitá, em Santo André, foi ministrada pelo o bispo diocesano dom Pedro Carlos Cipollini. Em seu discurso, o líder dos católicos criticou o uso do poder para condenar o indivíduo e relembrou o significado da celebração que instituiu o mandamento do amor ao próximo.

“Hoje (ontem), na Quinta-feira Santa, celebramos Última Ceia. Jesus, antes de morrer, se reúne com os apóstolos e celebra a tradicional ceia pascal. O ato de lavar os pés era um gesto praticado pelos escravos e mulheres, o que ninguém queria fazer. Jesus mostrou, naquela ocasião, que há inversão muito grande do que ele trouxe ao mundo”, explicou o bispo. O gesto de Cristo se curvar e banhar os pés dos discípulos simboliza a humildade e ensina a servir.

A inversão de papeis citada por dom Pedro considera que atualmente as pessoas esqueceram dos ensinamentos deixados por Jesus devido ao ego. “O maior não é o que manda. É o que serve. Jesus diz que o verdadeiro poder, do ponto de vista de Deus, não está com quem manda, oprime, obriga, mas sim com quem ama e serve aos outros.”

Antes de reproduzir a lição dada por Cristo, ajoelhando-se para lavar e beijar os pés de 12 integrantes da comunidade católica, dom Pedro reforçou que a palavra amor está “gasta” e tem sido mal usada. “Diante de um mundo repleto de violências, problemas, tragédias e tristeza, falta amor.”

A celebração emocionou os fiéis, que lotaram a paróquia. Havia pessoas sentadas até mesmo na escadaria e estacionamento do local.

Para o bispo, a Semana Santa, iniciada no último domingo, é momento de a sociedade resgatar o que Cristo fez pelo povo, “quando se redimiu, com a morte e ressurreição, servindo por amor”. “(Hoje) Não se segue o que Jesus ensinou. (É preciso) Colocar-se a serviço do irmão, sacrificar-se pelo outro, e não (tomar) atitudes de poder, ganância, dominação, privilegiar somente o lucro. É necessário colocar a vida, as pessoas, no centro.” 



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Bispo critica uso do poder para oprimir

Missa de Lava-Pés, celebrada ontem, reuniu cerca de 500 fiéis na Paróquia Nossa Senhora das Graças

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:00


Tradição católica, a missa de Lava-Pés reuniu cerca de 500 pessoas na noite de ontem para celebrar o início do tríduo pascal. A cerimônia, realizada na Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Humaitá, em Santo André, foi ministrada pelo o bispo diocesano dom Pedro Carlos Cipollini. Em seu discurso, o líder dos católicos criticou o uso do poder para condenar o indivíduo e relembrou o significado da celebração que instituiu o mandamento do amor ao próximo.

“Hoje (ontem), na Quinta-feira Santa, celebramos Última Ceia. Jesus, antes de morrer, se reúne com os apóstolos e celebra a tradicional ceia pascal. O ato de lavar os pés era um gesto praticado pelos escravos e mulheres, o que ninguém queria fazer. Jesus mostrou, naquela ocasião, que há inversão muito grande do que ele trouxe ao mundo”, explicou o bispo. O gesto de Cristo se curvar e banhar os pés dos discípulos simboliza a humildade e ensina a servir.

A inversão de papeis citada por dom Pedro considera que atualmente as pessoas esqueceram dos ensinamentos deixados por Jesus devido ao ego. “O maior não é o que manda. É o que serve. Jesus diz que o verdadeiro poder, do ponto de vista de Deus, não está com quem manda, oprime, obriga, mas sim com quem ama e serve aos outros.”

Antes de reproduzir a lição dada por Cristo, ajoelhando-se para lavar e beijar os pés de 12 integrantes da comunidade católica, dom Pedro reforçou que a palavra amor está “gasta” e tem sido mal usada. “Diante de um mundo repleto de violências, problemas, tragédias e tristeza, falta amor.”

A celebração emocionou os fiéis, que lotaram a paróquia. Havia pessoas sentadas até mesmo na escadaria e estacionamento do local.

Para o bispo, a Semana Santa, iniciada no último domingo, é momento de a sociedade resgatar o que Cristo fez pelo povo, “quando se redimiu, com a morte e ressurreição, servindo por amor”. “(Hoje) Não se segue o que Jesus ensinou. (É preciso) Colocar-se a serviço do irmão, sacrificar-se pelo outro, e não (tomar) atitudes de poder, ganância, dominação, privilegiar somente o lucro. É necessário colocar a vida, as pessoas, no centro.” 

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