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Câmara de Mauá cassa Atila Jacomussi

Claudinei Plaza Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alaíde Damo (MDB) assina termo e é empossada como prefeita da cidade pela terceira vez


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/04/2019 | 19:34


Atualizada às 20h30

Em longa sessão que se arrasta há quase dez horas ininterruptas, a Câmara de Mauá cassou, na noite desta quinta-feira (18), o prefeito Atila Jacomussi (PSB) - foram 16 votos favoráveis e cinco contrários -  por cometer crime de responsabilidade ao deixar o cargo vago. Um vereador faltou à sessão (Gil Miranda, do PRB) e um se absteve de votar (Pastor José, do PSDB).

Na esfera política, a decisão é definitiva e, portanto, a vice-prefeita eleita Alaíde Damo (MDB) é a nova chefe do Paço mauaense, até 2020. O presidente da casa, Neycar (SD), foi quem proclamou a cassação de Atila e convocou a Alaíde para assumir o mandato pela terceira vez. Ela já assinou termo e foi empossada como prefeita da cidade Mauá. O resultado enquadra Atila como o segundo prefeito deposto da história de Mauá. O primeiro - e até então o único - foi Edgard Grecco (PTB), em 1965. 

A cassação também suspende os direitos políticos de Atila pelo período de cinco anos. O agora ex-prefeito, porém, fica inelegível por oito anos, até 2027, segundo a Lei da Ficha Limpa.

Veja o momento em que é anunciada a cassação:

 

A SESSÃO

Os trabalhos na Câmara de Mauá começaram por volta das 10h. Vereadores se revezaram para concluir a leitura na íntegra de todo o processo - na imagem, leitura feita por Fernando Rubinelli (PDT) -, desde a denúncia até o conteúdo dos depoimentos.

Claudinei Plaza/DGABC

Depois, foi a vez do advogado do prefeito, Leandro Petrin (abaixo), falar. Ele teve duas horas para fazer a defesa oral do socialista na tribuna. 

E, por fim, os parlamentares usaram 15 minutos cada para discursar. A votação do parecer, que opina pela cassação de Atila, aconteceu logo em seguida.

 

AUSÊNCIA

Diário apurou que o prefeito decidiu não comparecer pessoalmente à sessão. Cerca de 200 pessoas acompanharam os trabalhos na galeria da Casa. O efetivo da GCM (Guarda Civil Municipal) foi reforçado para evitar tumultos e eventuais confrontos entre torcidas pró e contra impeachment.

Dos 23 vereadores, apenas Gil Miranda (PRB) não compareceu à sessão. A justificativa oficial é que o parlamentar se ausentou por motivos de saúde da mãe, que mora na Bahia.

Por decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o pedido de cassação que trata de quebra de decoro foi suspenso. O legislativo apreciou hoje apenas a denúncia que acusa Atila de abandonar o cargo por ter ficado afastado do posto por mais de duas semanas sem autorização legislativa. 



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Câmara de Mauá cassa Atila Jacomussi

Alaíde Damo (MDB) assina termo e é empossada como prefeita da cidade pela terceira vez

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/04/2019 | 19:34


Atualizada às 20h30

Em longa sessão que se arrasta há quase dez horas ininterruptas, a Câmara de Mauá cassou, na noite desta quinta-feira (18), o prefeito Atila Jacomussi (PSB) - foram 16 votos favoráveis e cinco contrários -  por cometer crime de responsabilidade ao deixar o cargo vago. Um vereador faltou à sessão (Gil Miranda, do PRB) e um se absteve de votar (Pastor José, do PSDB).

Na esfera política, a decisão é definitiva e, portanto, a vice-prefeita eleita Alaíde Damo (MDB) é a nova chefe do Paço mauaense, até 2020. O presidente da casa, Neycar (SD), foi quem proclamou a cassação de Atila e convocou a Alaíde para assumir o mandato pela terceira vez. Ela já assinou termo e foi empossada como prefeita da cidade Mauá. O resultado enquadra Atila como o segundo prefeito deposto da história de Mauá. O primeiro - e até então o único - foi Edgard Grecco (PTB), em 1965. 

A cassação também suspende os direitos políticos de Atila pelo período de cinco anos. O agora ex-prefeito, porém, fica inelegível por oito anos, até 2027, segundo a Lei da Ficha Limpa.

Veja o momento em que é anunciada a cassação:

 

A SESSÃO

Os trabalhos na Câmara de Mauá começaram por volta das 10h. Vereadores se revezaram para concluir a leitura na íntegra de todo o processo - na imagem, leitura feita por Fernando Rubinelli (PDT) -, desde a denúncia até o conteúdo dos depoimentos.

Claudinei Plaza/DGABC

Depois, foi a vez do advogado do prefeito, Leandro Petrin (abaixo), falar. Ele teve duas horas para fazer a defesa oral do socialista na tribuna. 

E, por fim, os parlamentares usaram 15 minutos cada para discursar. A votação do parecer, que opina pela cassação de Atila, aconteceu logo em seguida.

 

AUSÊNCIA

Diário apurou que o prefeito decidiu não comparecer pessoalmente à sessão. Cerca de 200 pessoas acompanharam os trabalhos na galeria da Casa. O efetivo da GCM (Guarda Civil Municipal) foi reforçado para evitar tumultos e eventuais confrontos entre torcidas pró e contra impeachment.

Dos 23 vereadores, apenas Gil Miranda (PRB) não compareceu à sessão. A justificativa oficial é que o parlamentar se ausentou por motivos de saúde da mãe, que mora na Bahia.

Por decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o pedido de cassação que trata de quebra de decoro foi suspenso. O legislativo apreciou hoje apenas a denúncia que acusa Atila de abandonar o cargo por ter ficado afastado do posto por mais de duas semanas sem autorização legislativa. 

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