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Geraldo Azevedo é eterno trovador

Felipe Diniz/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cantor lança registro em CD e DVD de espetáculo intimista e repassa carreira


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:21


Dono de frases que encantam e figura que tem, por excelência, o dom de transformar poesias em canções – ou o inverso –, Geraldo Azevedo, 52 anos de carreira, segue rumo no formato que é o mais habitual em sua vida musical: intimista, com voz e violão. Mas não solitário, pois é acompanhado de farto repertório que há tempos marca gerações.

Trovador moderno, o cantor, violonista e compositor pernambucano faz apanhado de seus temas e os apresenta em Solo Contigo (R$ 27, em média o CD, e R$ 40, o DVD), primeiro registro em vídeo no formato voz e violão e resultado de espetáculo realizado na noite de 6 de setembro de 2018, no Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro.

Fruto de trabalho em conjunto da Deck, Geração Produtora e Canal Brasil, o álbum é retorno ao ponto onde tudo começa, quando se fala da música de Geraldo Azevedo. “É uma vontade antiga. Este formato é o mais constante em toda minha carreira. Lancei dois CDs em voz e violão, Luz do Solo e Ao Vivo Comigo. Faltava o DVD”, explica Geraldo. O artista diz se sentir à vontade tanto em show solo quanto com banda. “Mas são energias diferentes sim. Com banda tem aquela explosão, de energia e de som. Gosto do palco cheio. Mas sozinho também é maravilhoso, porque tenho a companhia do público. É um show mais intimista e espontâneo, não tem ensaio, nem roteiro”, analisa.

Geraldo conta que, no início, queria trabalho de inéditas. “E ainda quero, mas a minha produção me convenceu que neste momento caberia melhor um trabalho que retratasse minha trajetória, afinal já são mais de 50 anos como compositor”, frisa. “Então, apresento ao público um repertório que reúne importantes momentos de minha carreira, com sucessos, regravações, inéditas e canções de outros compositores. A grande inspiração deste trabalho é o público, por isso decidi que queria um show cheio de sucessos, porque é disso que os fãs gostam”, explica. A obra é ilustrada por temas como A Saudade Me Traz, Letras Negras, O Charme das Canções, Caravana e Dona da Minha Cabeça.

Outra canção que não fica de fora é Veja Margarida, que foi registrada também no projeto Cantoria 2, de 1985, ao lado de de Vital Farias (autor da música), Xangai e Elomar. “De uns anos para cá, a gente (Geraldo e Vital) vem se reencontrando e fazendo umas cantorias Brasil afora. Esse é um trabalho que gosto muito, que marcou minha carreira”, explica.

Geraldo conta que no Cantoria é apenas músico que toca com os demais. “Vital sempre me incentivou como músico. Nos shows ele falava, ‘Vai Geraldinho, vai Geraldinho’, e começava a tocar Veja Margarida ou Saudade D''''ocê. Ele sempre falava: ‘as pessoas acham que era você que cantava’. Até hoje acham que Saudade D''''ocê é minha”, brinca.

O cantor ilustra ainda repertório com temas inéditos. “A canção O Amor Antigramático veio do projeto que celebrou os 100 anos de Mário Lago (poeta, ator e compositor- 1911-2002), em 2011. Musiquei o poema naquela época. Há uns três anos, inclui no repertório do show voz e violão. É música que gosto de cantar. A letra é genial. Mário Lago é muito generoso, ele brinca com a linguagem do brasileiro e a forma culta da língua. É como se ele dissesse que as classes sociais deveriam se misturar e simplificar a linguagem”, explica. Próximos planos? Sim. “Agora é viajar o Brasil com este novo trabalho. Eu gosto disso, viajar pelos quatro cantos do País levando a minha arte”, encerra.
 



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Geraldo Azevedo é eterno trovador

Cantor lança registro em CD e DVD de espetáculo intimista e repassa carreira

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

19/04/2019 | 07:21


Dono de frases que encantam e figura que tem, por excelência, o dom de transformar poesias em canções – ou o inverso –, Geraldo Azevedo, 52 anos de carreira, segue rumo no formato que é o mais habitual em sua vida musical: intimista, com voz e violão. Mas não solitário, pois é acompanhado de farto repertório que há tempos marca gerações.

Trovador moderno, o cantor, violonista e compositor pernambucano faz apanhado de seus temas e os apresenta em Solo Contigo (R$ 27, em média o CD, e R$ 40, o DVD), primeiro registro em vídeo no formato voz e violão e resultado de espetáculo realizado na noite de 6 de setembro de 2018, no Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro.

Fruto de trabalho em conjunto da Deck, Geração Produtora e Canal Brasil, o álbum é retorno ao ponto onde tudo começa, quando se fala da música de Geraldo Azevedo. “É uma vontade antiga. Este formato é o mais constante em toda minha carreira. Lancei dois CDs em voz e violão, Luz do Solo e Ao Vivo Comigo. Faltava o DVD”, explica Geraldo. O artista diz se sentir à vontade tanto em show solo quanto com banda. “Mas são energias diferentes sim. Com banda tem aquela explosão, de energia e de som. Gosto do palco cheio. Mas sozinho também é maravilhoso, porque tenho a companhia do público. É um show mais intimista e espontâneo, não tem ensaio, nem roteiro”, analisa.

Geraldo conta que, no início, queria trabalho de inéditas. “E ainda quero, mas a minha produção me convenceu que neste momento caberia melhor um trabalho que retratasse minha trajetória, afinal já são mais de 50 anos como compositor”, frisa. “Então, apresento ao público um repertório que reúne importantes momentos de minha carreira, com sucessos, regravações, inéditas e canções de outros compositores. A grande inspiração deste trabalho é o público, por isso decidi que queria um show cheio de sucessos, porque é disso que os fãs gostam”, explica. A obra é ilustrada por temas como A Saudade Me Traz, Letras Negras, O Charme das Canções, Caravana e Dona da Minha Cabeça.

Outra canção que não fica de fora é Veja Margarida, que foi registrada também no projeto Cantoria 2, de 1985, ao lado de de Vital Farias (autor da música), Xangai e Elomar. “De uns anos para cá, a gente (Geraldo e Vital) vem se reencontrando e fazendo umas cantorias Brasil afora. Esse é um trabalho que gosto muito, que marcou minha carreira”, explica.

Geraldo conta que no Cantoria é apenas músico que toca com os demais. “Vital sempre me incentivou como músico. Nos shows ele falava, ‘Vai Geraldinho, vai Geraldinho’, e começava a tocar Veja Margarida ou Saudade D''''ocê. Ele sempre falava: ‘as pessoas acham que era você que cantava’. Até hoje acham que Saudade D''''ocê é minha”, brinca.

O cantor ilustra ainda repertório com temas inéditos. “A canção O Amor Antigramático veio do projeto que celebrou os 100 anos de Mário Lago (poeta, ator e compositor- 1911-2002), em 2011. Musiquei o poema naquela época. Há uns três anos, inclui no repertório do show voz e violão. É música que gosto de cantar. A letra é genial. Mário Lago é muito generoso, ele brinca com a linguagem do brasileiro e a forma culta da língua. É como se ele dissesse que as classes sociais deveriam se misturar e simplificar a linguagem”, explica. Próximos planos? Sim. “Agora é viajar o Brasil com este novo trabalho. Eu gosto disso, viajar pelos quatro cantos do País levando a minha arte”, encerra.
 

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