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Pescado é até 86% mais barato do que bacalhau

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quilo da tilápia custa R$ 16, enquanto que o do peixe típico da Sexta-Feira Santa, R$ 98


Lorena Ávila
Especial para o Diário

18/04/2019 | 07:14


Amanhã é Sexta-Feira Santa e, reza a tradição católica, dia em que não se come carne, e por isso a opção pelo peixe. Dessa forma, o comércio de frutos do mar é movimentado, e há opções a todos os gostos e bolsos. A bacalhoada é o prato clássico, mas com o preço do peixe nobre variando de R$ 50 a R$ 100 o quilo, dependendo do corte selecionado, há quem prefira preparar outras alternativas, como tilápia, cação e salmão. O preço do pescado mais em conta é até 83,6% mais barato do que o bacalhau, considerando o quilo da tilápia a R$ 16 e, do peixe nobre, a R$ 98.

O levantamento foi feito pelo Diário, ontem, em três estabelecimentos da região: Sacolão da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Peixaria Ramos Frutos do Mar, ambos em Santo André, e o Mercado Municipal Rudge Ramos, em São Bernardo.

Na peixaria Ramos, bacalhau do tipo Gabus Morhua do Porto, mais fino e com pouca carne, custa R$ 58,50 o quilo, enquanto o mesmo corte, mais grosso, sai a R$ 78. No Sacolão, a peça chega a custar R$ 99,90. O lombo e as costas, consideradas as partes nobres, são vendidas separadamente e comercializadas por até R$ 98 o quilo.

Importado, o bacalhau chegou ao mercado mais caro nesta Páscoa, quase 19,35%, conforme pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Isso se deve à alta do dólar, agora em torno de R$ 3,90; no feriado do ano passado, era R$ 3,30.

Apesar do preço, o bacalhau ainda é o peixe mais procurado pelos consumidores, por isso os mercados selecionaram alternativas e cortes variados para que o cliente tenha diversas opções.

A comerciante Silmara Araújo Rocha, 54 anos, não abre mão de preparar diferentes pratos tradicionais para a família. Filha de baianos, ela faz questão de cozinhar as bacalhoadas típicas de Portugal e da Bahia. “Nós usamos a parte mais gorda na preparação dos pratos e aproveitamos o rabo para fazer o vatapá e o caruru. Mas, ultimamente, o preço do peixe vem subindo muito, quase que não compramos neste ano por causa do valor.”

Para quem quer gastar pouco e ainda preparar refeição com peixes, não faltam opções mais econômicas, como o bacalhau do tipo Zarbo, que pode ser usado na preparação dos mesmos pratos, e custa em média R$ 35 o quilo. Tilápia, corvina, tainha, anchova e cação são vendidos de R$ 16 a R$ 30 o quilo nos estabelecimentos e, além de serem opções mais em conta, rendem boas receitas.

CAMPANHA - Há 20 anos, o Sacolão da Craisa realiza a Campanha do Pescado, iniciativa que torna a compra de frutos do mar mais acessível nesta época do ano. Hoje, as barracas funcionam das 13h às 17h e, amanhã, das 8h às 14h. As barracas estão espalhadas por seis pontos de Santo André: Vila Guarani, Jardim Rina, Vila Metalúrgica, Vila Luzita, Condomínio Maracanã e Vila Palmares. De acordo com o superintendente da Craisa, Reinaldo Messias, o objetivo é facilitar o acesso do consumidor ao produto, especialmente para quem mora nas regiões mais afastadas do Centro.
 



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Pescado é até 86% mais barato do que bacalhau

Quilo da tilápia custa R$ 16, enquanto que o do peixe típico da Sexta-Feira Santa, R$ 98

Lorena Ávila
Especial para o Diário

18/04/2019 | 07:14


Amanhã é Sexta-Feira Santa e, reza a tradição católica, dia em que não se come carne, e por isso a opção pelo peixe. Dessa forma, o comércio de frutos do mar é movimentado, e há opções a todos os gostos e bolsos. A bacalhoada é o prato clássico, mas com o preço do peixe nobre variando de R$ 50 a R$ 100 o quilo, dependendo do corte selecionado, há quem prefira preparar outras alternativas, como tilápia, cação e salmão. O preço do pescado mais em conta é até 83,6% mais barato do que o bacalhau, considerando o quilo da tilápia a R$ 16 e, do peixe nobre, a R$ 98.

O levantamento foi feito pelo Diário, ontem, em três estabelecimentos da região: Sacolão da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Peixaria Ramos Frutos do Mar, ambos em Santo André, e o Mercado Municipal Rudge Ramos, em São Bernardo.

Na peixaria Ramos, bacalhau do tipo Gabus Morhua do Porto, mais fino e com pouca carne, custa R$ 58,50 o quilo, enquanto o mesmo corte, mais grosso, sai a R$ 78. No Sacolão, a peça chega a custar R$ 99,90. O lombo e as costas, consideradas as partes nobres, são vendidas separadamente e comercializadas por até R$ 98 o quilo.

Importado, o bacalhau chegou ao mercado mais caro nesta Páscoa, quase 19,35%, conforme pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Isso se deve à alta do dólar, agora em torno de R$ 3,90; no feriado do ano passado, era R$ 3,30.

Apesar do preço, o bacalhau ainda é o peixe mais procurado pelos consumidores, por isso os mercados selecionaram alternativas e cortes variados para que o cliente tenha diversas opções.

A comerciante Silmara Araújo Rocha, 54 anos, não abre mão de preparar diferentes pratos tradicionais para a família. Filha de baianos, ela faz questão de cozinhar as bacalhoadas típicas de Portugal e da Bahia. “Nós usamos a parte mais gorda na preparação dos pratos e aproveitamos o rabo para fazer o vatapá e o caruru. Mas, ultimamente, o preço do peixe vem subindo muito, quase que não compramos neste ano por causa do valor.”

Para quem quer gastar pouco e ainda preparar refeição com peixes, não faltam opções mais econômicas, como o bacalhau do tipo Zarbo, que pode ser usado na preparação dos mesmos pratos, e custa em média R$ 35 o quilo. Tilápia, corvina, tainha, anchova e cação são vendidos de R$ 16 a R$ 30 o quilo nos estabelecimentos e, além de serem opções mais em conta, rendem boas receitas.

CAMPANHA - Há 20 anos, o Sacolão da Craisa realiza a Campanha do Pescado, iniciativa que torna a compra de frutos do mar mais acessível nesta época do ano. Hoje, as barracas funcionam das 13h às 17h e, amanhã, das 8h às 14h. As barracas estão espalhadas por seis pontos de Santo André: Vila Guarani, Jardim Rina, Vila Metalúrgica, Vila Luzita, Condomínio Maracanã e Vila Palmares. De acordo com o superintendente da Craisa, Reinaldo Messias, o objetivo é facilitar o acesso do consumidor ao produto, especialmente para quem mora nas regiões mais afastadas do Centro.
 

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