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Aliados contra infecção hospitalar


Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 11:52


Artigo

O risco de infecção hospitalar preocupa gestores da área de saúde. Manter o ambiente hospitalar livre de micro-organismos é um dos maiores desafios, pois não basta limpar paredes, chão e utensílios quando o próprio ar pode estar contaminado. Além do mais, o odor dos produtos de limpeza pode causar desconforto e alergias aos pacientes. A contaminação do ambiente é causada por fatores diversos, como a circulação de pessoas, que transportam germes ao entrar e sair. Os sistemas de ar-condicionado também contribuem ao propagarem fungos e bactérias, principalmente quando a manutenção é falha. A umidade no interior dos aparelhos se transforma em ambiente propício para a proliferação desses micro-organismos.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), dos mais de 234 milhões de pacientes operados por ano no mundo, 1 milhão morrem em decorrência de infecções hospitalares e 7 milhões apresentam complicações no pós-operatório. No Brasil, estudo da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) mostra que 95% dos jalecos médicos estão contaminados. Vale ressaltar as recentes notícias sobre o fungo Candida auris, responsável por casos de infecção hospitalar em vários países, inclusive Estados Unidos, com chances de chegar ao Brasil.

O quadro exige investimento em meios mais eficientes para descontaminação. Em vigor desde janeiro de 2018, a Lei Federal 13.589 torna obrigatória a execução de PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) de sistemas e aparelhos de ar-condicionado em edifícios de uso coletivo. A lei se aplica também aos ambientes climatizados de uso restrito, que devem obedecer a regulamentos como a norma NBR 7256. Quem não se adequar pode receber multa de até R$ 1,5 milhão.

A boa notícia é que o mercado oferta amplo portfólio de tecnologias para medição e descontaminação do ar nos ambientes internos e em sistemas de ar-condicionado. Além dos filtros tradicionais que atuam passivamente, o Brasil já conta com solução ativa que usa o ar como meio de transporte para que oxidantes naturais efetuem a descontaminação e outra que utiliza luz ultravioleta na serpentina do ar-condicionado, descontaminando através da eliminação do biofilme. Tais sistemas são aliados da área de saúde na medida em que contribuem para reduzir casos de infecção hospitalar e, consequentemente, custos derivados da ampliação do tempo de internação e uso de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). O ambiente fica mais saudável para pacientes, funcionários e visitantes.

Henrique Cury é integrante do Qualindoor (Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar -Condicionado, Ventilação e Aquecimento) e diretor da empresa EcoQuest do Brasil.

Palavra do leitor

Metrô
O governador João Doria fala tanto em diálogo, que é essencial ter boa comunicação entre as pessoas, as áreas e as instituições. Sendo assim, poderia começar dando exemplo e dialogando com a população e a sociedade do Grande ABC a respeito da mobilidade. E, assim, compreender que o Grande ABC merece o progresso, e esse progresso começa com a Linha 18-Bronze do Metrô. Aproveito e pergunto ao governador quanto já se gastou antes da assinatura do contrato com o Consórcio Vem ABC e após a assinatura, pois nós temos o direito de saber quanto nós já investimos nesse projeto, que o senhor cogita mudar para BRT. E para o novo estudo que diz que irá fazer, quanto será gasto?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Transparência
A Prefeitura de Santo André aposta na ignorância e desapego da população, que não é burra nem deixará cair no esquecimento. O Paço é transparente? Então divulgue a lista dos comissionados. Tem medo do quê? Responda nesta Palavra do Leitor, como sempre faz. Os comissionados não têm o mesmo perfil que nós. Estudamos muito, somos empreendedores, trabalhadores e procuramos emprego. Só não somos políticos, nem seus amigos. Mas somos capazes e eficientes. Você que lê esta coluna, se também tem interesse neste assunto, mande e-mail para esta coluna, manifeste-se.
Marlon S. Jesus
Santo André

De novo!
Faltam os medicamentos tracolimo e microfenolato sódio, para pessoas transplantadas, na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André. Há moradores que precisam e dependem dos remédios, e falta responsabilidade por parte das autoridades. Fiz reclamação no Reclame Aqui. Liguei na Farmácia Popular, no número 11-2829-5030, e a resposta é que não há previsão. Na ouvidoria, no telefone 11-2829-5034, ninguém atende. Mauricio dos Santos
São Caetano

Cães bravos
Conforme tenho reclamado aqui na Palavra do Leitor, os moradores da Vila Suíça, em Santo André, sempre estão correndo o risco de serem atacados por cães bravos, um preto e um marrom, que pertencem a uma oficina de carros localizada na Rua Champolion, 294. O dono dos cães, Roberto, mesmo tendo comentado aqui, continua deixando os cachorros na rua, inclusive quando a oficina fecha, e eles várias vezes tentaram atacar crianças que saem da Escola José Brancaglione. E tudo que o dono dos cães faz é rir da situação, mas não deixa os cães presos para evitar constrangimento dos outros. Cadê a Prefeitura para recolher esses animais bravos da rua? Vamos ficar presos em casa para não correr o risco de pegar raiva ou uma infecção desses animais ferozes?
Carlos Santos
Santo André

Censura
Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determina à revista Crusoé e ao site O Antagonista que retirem do ar reportagem ‘O amigo do amigo de meu pai’, que faz ligações do ministro do STF Dias Toffoli baseada em delação de Marcelo Odebrecht em processo da Lava Jato. Clara demonstração de censura e de corporativismo dos togados contra a liberdade de imprensa e de expressão. São intocáveis? São impolutos? E também me surpreende que, diante do bárbaro incêndio sofrido na Catedral de Notre Dame, em Paris, a imprensa divulgue que o YouTube tenha vinculado, por erro, este incêndio com o ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, e tenha retirado do ar esta suposição. Por quê? Não se pode mais expressar opinião antes que as investigações sejam concluídas?
Mara Montezuma Assaf
Capital 



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Aliados contra infecção hospitalar

Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 11:52


Artigo

O risco de infecção hospitalar preocupa gestores da área de saúde. Manter o ambiente hospitalar livre de micro-organismos é um dos maiores desafios, pois não basta limpar paredes, chão e utensílios quando o próprio ar pode estar contaminado. Além do mais, o odor dos produtos de limpeza pode causar desconforto e alergias aos pacientes. A contaminação do ambiente é causada por fatores diversos, como a circulação de pessoas, que transportam germes ao entrar e sair. Os sistemas de ar-condicionado também contribuem ao propagarem fungos e bactérias, principalmente quando a manutenção é falha. A umidade no interior dos aparelhos se transforma em ambiente propício para a proliferação desses micro-organismos.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), dos mais de 234 milhões de pacientes operados por ano no mundo, 1 milhão morrem em decorrência de infecções hospitalares e 7 milhões apresentam complicações no pós-operatório. No Brasil, estudo da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) mostra que 95% dos jalecos médicos estão contaminados. Vale ressaltar as recentes notícias sobre o fungo Candida auris, responsável por casos de infecção hospitalar em vários países, inclusive Estados Unidos, com chances de chegar ao Brasil.

O quadro exige investimento em meios mais eficientes para descontaminação. Em vigor desde janeiro de 2018, a Lei Federal 13.589 torna obrigatória a execução de PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) de sistemas e aparelhos de ar-condicionado em edifícios de uso coletivo. A lei se aplica também aos ambientes climatizados de uso restrito, que devem obedecer a regulamentos como a norma NBR 7256. Quem não se adequar pode receber multa de até R$ 1,5 milhão.

A boa notícia é que o mercado oferta amplo portfólio de tecnologias para medição e descontaminação do ar nos ambientes internos e em sistemas de ar-condicionado. Além dos filtros tradicionais que atuam passivamente, o Brasil já conta com solução ativa que usa o ar como meio de transporte para que oxidantes naturais efetuem a descontaminação e outra que utiliza luz ultravioleta na serpentina do ar-condicionado, descontaminando através da eliminação do biofilme. Tais sistemas são aliados da área de saúde na medida em que contribuem para reduzir casos de infecção hospitalar e, consequentemente, custos derivados da ampliação do tempo de internação e uso de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). O ambiente fica mais saudável para pacientes, funcionários e visitantes.

Henrique Cury é integrante do Qualindoor (Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar -Condicionado, Ventilação e Aquecimento) e diretor da empresa EcoQuest do Brasil.

Palavra do leitor

Metrô
O governador João Doria fala tanto em diálogo, que é essencial ter boa comunicação entre as pessoas, as áreas e as instituições. Sendo assim, poderia começar dando exemplo e dialogando com a população e a sociedade do Grande ABC a respeito da mobilidade. E, assim, compreender que o Grande ABC merece o progresso, e esse progresso começa com a Linha 18-Bronze do Metrô. Aproveito e pergunto ao governador quanto já se gastou antes da assinatura do contrato com o Consórcio Vem ABC e após a assinatura, pois nós temos o direito de saber quanto nós já investimos nesse projeto, que o senhor cogita mudar para BRT. E para o novo estudo que diz que irá fazer, quanto será gasto?
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo

Transparência
A Prefeitura de Santo André aposta na ignorância e desapego da população, que não é burra nem deixará cair no esquecimento. O Paço é transparente? Então divulgue a lista dos comissionados. Tem medo do quê? Responda nesta Palavra do Leitor, como sempre faz. Os comissionados não têm o mesmo perfil que nós. Estudamos muito, somos empreendedores, trabalhadores e procuramos emprego. Só não somos políticos, nem seus amigos. Mas somos capazes e eficientes. Você que lê esta coluna, se também tem interesse neste assunto, mande e-mail para esta coluna, manifeste-se.
Marlon S. Jesus
Santo André

De novo!
Faltam os medicamentos tracolimo e microfenolato sódio, para pessoas transplantadas, na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André. Há moradores que precisam e dependem dos remédios, e falta responsabilidade por parte das autoridades. Fiz reclamação no Reclame Aqui. Liguei na Farmácia Popular, no número 11-2829-5030, e a resposta é que não há previsão. Na ouvidoria, no telefone 11-2829-5034, ninguém atende. Mauricio dos Santos
São Caetano

Cães bravos
Conforme tenho reclamado aqui na Palavra do Leitor, os moradores da Vila Suíça, em Santo André, sempre estão correndo o risco de serem atacados por cães bravos, um preto e um marrom, que pertencem a uma oficina de carros localizada na Rua Champolion, 294. O dono dos cães, Roberto, mesmo tendo comentado aqui, continua deixando os cachorros na rua, inclusive quando a oficina fecha, e eles várias vezes tentaram atacar crianças que saem da Escola José Brancaglione. E tudo que o dono dos cães faz é rir da situação, mas não deixa os cães presos para evitar constrangimento dos outros. Cadê a Prefeitura para recolher esses animais bravos da rua? Vamos ficar presos em casa para não correr o risco de pegar raiva ou uma infecção desses animais ferozes?
Carlos Santos
Santo André

Censura
Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) determina à revista Crusoé e ao site O Antagonista que retirem do ar reportagem ‘O amigo do amigo de meu pai’, que faz ligações do ministro do STF Dias Toffoli baseada em delação de Marcelo Odebrecht em processo da Lava Jato. Clara demonstração de censura e de corporativismo dos togados contra a liberdade de imprensa e de expressão. São intocáveis? São impolutos? E também me surpreende que, diante do bárbaro incêndio sofrido na Catedral de Notre Dame, em Paris, a imprensa divulgue que o YouTube tenha vinculado, por erro, este incêndio com o ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, e tenha retirado do ar esta suposição. Por quê? Não se pode mais expressar opinião antes que as investigações sejam concluídas?
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