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Briga jurídica ameça faculdade de despejo

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Anhanguera pode ser obrigada, pela Justiça, a desocupar campus na Av.Dr. Rudge Ramos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 07:00


Uma disputa jurídica entre o Grupo Kroton, dono da Anhanguera, e a Urban Incorporações e Participações, cujo proprietário, Heitor Pinto e Silva Filho, foi o fundador da Uniban (Universidade Bandeirante, comprada pela Anhanguera Educacional em 2014), pode afetar alunos da Anhanguera em São Bernardo. Seis prédios que abrigam campis da instituição de ensino superior, entre eles o da Avenida Dr Rudge Ramos, foram alvo de ação de despejo a pedido da Urban, proprietária dos imóveis. A ação foi suspensa na noite de segunda-feira, mas a Urban já entrou com recurso.

A ação contra a Kroton, no valor de R$ 45 mil, foi impetrada pela Urban, que alega a falta de pagamento dos aluguéis onde funcionam os campi da Anhanguera após a compra, em 2014. Assim, pediu o rompimento do contrato de locação e a devolução dos prédios. O diretor jurídico da Urban, Armando Mendonça, explicou que apenas as operações foram vendidas, e não os imóveis, e que diante da falta de pagamentos, foi feito o pedido de retomada de todos os prédios.

Segundo o advogado, a Kroton alega que possui um saldo junto ao empresário Silva Filho, que não é reconhecido. Questionado sobre o destino dos alunos caso haja o despejo, Mendonça afirmou que a Kroton tem sido alertada sobre essa questão, mas que “enquanto empresa de capital aberto, está preocupada apenas com os lucros e não com a educação.” A estimativa da Urban é a de que ao menos 100 mil alunos estudem em prédios que serão afetados pela ordem de despejo.

O Grupo Kroton, por sua vez, informou em nota que, na ocasião da aquisição da Uniban pela Anhanguera, ficou negociado entre as partes que os aluguéis pagos à holding patrimonial do vendedor seriam dados em garantia contra potenciais passivos de sua responsabilidade.

“Portanto, a retenção, pela Kroton, dos aluguéis no montante informado visou seu ressarcimento em relação a contingências pagas pela companhia, que seriam passíveis de indenização pelo vendedor da Uniban. Essa garantia de aluguéis é comum em procedimentos de aquisição de empresas.” O Grupo não confirmou quantos alunos seriam atingidos em São Bernardo com a ordem de despejo, nem qual seria a opção de transferência para os estudantes.



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Briga jurídica ameça faculdade de despejo

Anhanguera pode ser obrigada, pela Justiça, a desocupar campus na Av.Dr. Rudge Ramos

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/04/2019 | 07:00


Uma disputa jurídica entre o Grupo Kroton, dono da Anhanguera, e a Urban Incorporações e Participações, cujo proprietário, Heitor Pinto e Silva Filho, foi o fundador da Uniban (Universidade Bandeirante, comprada pela Anhanguera Educacional em 2014), pode afetar alunos da Anhanguera em São Bernardo. Seis prédios que abrigam campis da instituição de ensino superior, entre eles o da Avenida Dr Rudge Ramos, foram alvo de ação de despejo a pedido da Urban, proprietária dos imóveis. A ação foi suspensa na noite de segunda-feira, mas a Urban já entrou com recurso.

A ação contra a Kroton, no valor de R$ 45 mil, foi impetrada pela Urban, que alega a falta de pagamento dos aluguéis onde funcionam os campi da Anhanguera após a compra, em 2014. Assim, pediu o rompimento do contrato de locação e a devolução dos prédios. O diretor jurídico da Urban, Armando Mendonça, explicou que apenas as operações foram vendidas, e não os imóveis, e que diante da falta de pagamentos, foi feito o pedido de retomada de todos os prédios.

Segundo o advogado, a Kroton alega que possui um saldo junto ao empresário Silva Filho, que não é reconhecido. Questionado sobre o destino dos alunos caso haja o despejo, Mendonça afirmou que a Kroton tem sido alertada sobre essa questão, mas que “enquanto empresa de capital aberto, está preocupada apenas com os lucros e não com a educação.” A estimativa da Urban é a de que ao menos 100 mil alunos estudem em prédios que serão afetados pela ordem de despejo.

O Grupo Kroton, por sua vez, informou em nota que, na ocasião da aquisição da Uniban pela Anhanguera, ficou negociado entre as partes que os aluguéis pagos à holding patrimonial do vendedor seriam dados em garantia contra potenciais passivos de sua responsabilidade.

“Portanto, a retenção, pela Kroton, dos aluguéis no montante informado visou seu ressarcimento em relação a contingências pagas pela companhia, que seriam passíveis de indenização pelo vendedor da Uniban. Essa garantia de aluguéis é comum em procedimentos de aquisição de empresas.” O Grupo não confirmou quantos alunos seriam atingidos em São Bernardo com a ordem de despejo, nem qual seria a opção de transferência para os estudantes.

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