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Polícia Militar diz não ter como controlar brigas de torcidas paulistas marcadas por mensagens



15/04/2019 | 17:35


A Polícia Militar (PM) passou a ter recentemente um novo problema para preparar ações de segurança para os clássicos entre os principais clubes do futebol paulista. A briga entre torcedores de Corinthians e São Paulo no domingo, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, evidenciou a preocupação de tentar monitorar os conflitos marcados por WhatsApp.

A confusão, ocorrida horas antes da primeira partida da final entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, terminou com pelo menos 14 feridos e cinco torcedores detidos. Embora na região do estádio a PM não tenha registrado problemas, as brigas realizadas fora da capital e marcadas previamente pelos torcedores deixam as autoridades em alerta para os próximos clássicos.

Segundo o major da PM Ricardo Xavier, o responsável pelo policiamento dos estádios da capital, conflitos como o do último domingo desafiam o trabalho de segurança para coibir episódios de violência. Pela avaliação dele, a briga foi previamente combinada pelo aplicativo de celulares WhatsApp, plataforma que dificulta o monitoramento da polícia sobre as conversas.

"Antigamente as brigas eram marcadas por Facebook e Orkut. Agora, como essas redes estão sendo monitoradas, usam o WhatsApp. Por mais que a gente se esforce para monitorar e posicionar o policiamento para evitar, isso foge do nosso controle", afirmou. "Não tem como monitorar isso. Nós precisamos que esses torcedores mudem de comportamento", disse.

A utilização da internet e de redes sociais para as torcidas marcarem brigas em São Paulo não é recente. O primeiro caso do tipo foi em outubro de 2005. Um torcedor morreu e cinco ficaram feridos em confusão agendada pela internet entre as organizadas de Palmeiras e Corinthians para estação de metrô do Tatuapé, na zona leste da capital.

Nos últimos anos, as autoridades apertaram a fiscalização em páginas da internet e redes sociais para monitorarem possíveis combinações de briga. O temor é que o WhatsApp seja agora a plataforma mais procurada pelos torcedores para conseguirem se organizar para os conflitos, sem que as confusões sejam descobertas pelas autoridades com antecedência.

Em outros casos recentes, as brigas entre torcedores também foram realizadas longe dos estádios. Em abril de 2016, a morte que causou comoção das autoridades para adotar o início da torcida única veio após confusão em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, distante cerca de 25 km do estádio do Pacaembu, local da partida. No ano passado, em março, um torcedor morreu em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, distante a 25 km também do próprio Pacaembu.



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Polícia Militar diz não ter como controlar brigas de torcidas paulistas marcadas por mensagens


15/04/2019 | 17:35


A Polícia Militar (PM) passou a ter recentemente um novo problema para preparar ações de segurança para os clássicos entre os principais clubes do futebol paulista. A briga entre torcedores de Corinthians e São Paulo no domingo, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, evidenciou a preocupação de tentar monitorar os conflitos marcados por WhatsApp.

A confusão, ocorrida horas antes da primeira partida da final entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, terminou com pelo menos 14 feridos e cinco torcedores detidos. Embora na região do estádio a PM não tenha registrado problemas, as brigas realizadas fora da capital e marcadas previamente pelos torcedores deixam as autoridades em alerta para os próximos clássicos.

Segundo o major da PM Ricardo Xavier, o responsável pelo policiamento dos estádios da capital, conflitos como o do último domingo desafiam o trabalho de segurança para coibir episódios de violência. Pela avaliação dele, a briga foi previamente combinada pelo aplicativo de celulares WhatsApp, plataforma que dificulta o monitoramento da polícia sobre as conversas.

"Antigamente as brigas eram marcadas por Facebook e Orkut. Agora, como essas redes estão sendo monitoradas, usam o WhatsApp. Por mais que a gente se esforce para monitorar e posicionar o policiamento para evitar, isso foge do nosso controle", afirmou. "Não tem como monitorar isso. Nós precisamos que esses torcedores mudem de comportamento", disse.

A utilização da internet e de redes sociais para as torcidas marcarem brigas em São Paulo não é recente. O primeiro caso do tipo foi em outubro de 2005. Um torcedor morreu e cinco ficaram feridos em confusão agendada pela internet entre as organizadas de Palmeiras e Corinthians para estação de metrô do Tatuapé, na zona leste da capital.

Nos últimos anos, as autoridades apertaram a fiscalização em páginas da internet e redes sociais para monitorarem possíveis combinações de briga. O temor é que o WhatsApp seja agora a plataforma mais procurada pelos torcedores para conseguirem se organizar para os conflitos, sem que as confusões sejam descobertas pelas autoridades com antecedência.

Em outros casos recentes, as brigas entre torcedores também foram realizadas longe dos estádios. Em abril de 2016, a morte que causou comoção das autoridades para adotar o início da torcida única veio após confusão em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, distante cerca de 25 km do estádio do Pacaembu, local da partida. No ano passado, em março, um torcedor morreu em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, distante a 25 km também do próprio Pacaembu.

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