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Classe artística quer Metrô na região

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Figuras envolvidas com arte acham que meio de transporte tornaria Grande ABC polo mais atrativo


Vinícius Castelli

16/04/2019 | 07:23


O Grande ABC sempre foi, historicamente, celeiro de artistas. Da região saltaram aos olhos do mundo diversos nomes, tanto da música quanto das artes plásticas, grafite e literatura, entre outros. Além disso, é palco de diversos eventos, sejam independentes, particulares ou públicos, que vão de shows, saraus, peças a apresentações de dança. E, para a classe artística, a construção da Linha 18-Bronze, que deve trazer o Metrô para o Grande ABC a partir da Capital, ajudará a fomentar ainda mais arte na região. Discordam da alternativa em estudo pelo governo estadual, de implantar o BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus).

Humberto Alex de Lima é fomentador da arte independente no Grande ABC. Há nove anos ele cuida com afinco do Gambalaia Espaço de Artes e Convivência, local andreense que abre suas portas para exposições, peças de teatro, shows de rock, jazz, música popular brasileira e várias outras linguagens artísticas, e com valores de entrada populares.

Em seu entendimento, o Metrô é fundamental para facilitar a mobilidade e melhorar o caótico trânsito da região. Mais do que isso, ele acredita que a chegada deste meio de transporte faria com que o público da região também tivesse acesso mais fácil para a agenda cultural de São Paulo.

Ana Célia Padovan, diretora da Quarta Cia de Teatro, de Santo André, acredita que se a região tivesse Metrô como meio de transporte, ajudaria a fomentar o cenário artístico na região, com público de São Paulo vindo prestigiar os trabalhos dos artistas locais. “O (Grande) ABC é riquíssimo de boas iniciativas na arte e manifesta uma diversidade na cultura, inclusive por se caracterizar por atividades mais periféricas, que se distanciam do grande centro que é São Paulo. Facilitar o acesso das pessoas do centro para a periferia é valorizar e incentivar a produção local”, diz.

Ela acredita que, se houver incentivo de visibilidade, no sentido de o público paulistano vir para o Grande ABC, e o fomento da produção local, é possível que até diminua a saída de artistas em busca de mercados externos à região.

“Muitos amigos (da Capital) dizem que é uma pena o (Grande) ABC ser tão inacessível, principalmente à noite, pois são curiosos pela cena (musical) daqui”, diz Stefano Moliner, veterano contrabaixista da região. Ele explica que muitos artistas que conhece, às vezes recusam vir tocar na região por conta da distância, trânsito e inacessibilidade.

Moliner, que no fim do ano lançou disco solo batizado Miração, é dono de constante agenda de apresentações. Faz de quatro a seis shows por semana, e se divide entre o Grande ABC e a Capital. Ele afirma que se tivesse Metrô aqui, com certeza iria mais para São Paulo. “Para ir para lá são necessários ônibus, trem e, por fim, o Metrô. É bastante exaustivo, é caro e demora muito, fora que, insisto, a necessidade é termos transporte público 24 horas”, comenta.

Ele reclama ainda das condições oferecidas pelos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). “É um sistema com, no mínimo, 50 anos de inércia, o que prejudica seus usuários, causando cansaço, frustração e perda de tempo. Quem sabe um sistema alternativo de transporte não forçasse esta empresa arcaica e indiferente aos anseios populacionais a rever suas políticas?”

EVENTOS
A região recebe, uma vez ao mês, há 14 anos, a Feira Livre do Vinil, em Santo André. Os visitantes garimpam discos dos mais variados gêneros, como jazz, samba e rock, por exemplo. É na Galeria Studio Center (Rua Campos Sales, 58/64) que cerca de 30 expositores colocam diversas raridades à venda. Cesar Guisser, um dos organizadores do evento, além de colecionador de discos de vinil, diz que a chegada do Metrô ao Grande ABC seria de grande valia e ajudaria a fomentar o evento. Para ele, interessados de São Paulo chegariam com mais rapidez à região. “Ficaria mais fácil e confortável”, diz. “Tem disquero de lá que vem para cá por ser mais barato comprar aqui”, explica.

Sarau, lançamento de livro, encontros para debater literatura. Seja onde for, o poeta e escritor local Helio Neri está presente. É autor independente e já escreveu livros como Anestesia e Sessões Diárias e Outros Poemas, seu último título, quinto da carreira e lançado em 2018. Neri pensa que a opção Metrô para o Grande ABC é melhor do que o BRT, devido suas eficiência e qualidade.

O escritor acredita que se a região pudesse contar com Metrô como meio de transporte, ajudaria a fomentar o cenário literário local, com poetas da Capital vindo prestigiar os trabalhos daqui. “Tornaria a mobilidade e o acesso mais rápidos e práticos, fazendo com que maior número pessoas viessem à região para conhecer prestigiar nossas cultura e arte”, opina.

“Conheço amigos artistas das letras (poesia) que dizem que se houvesse transporte público que garantisse melhor mobilidade viriam mais vezes a eventos daqui.” 



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Classe artística quer Metrô na região

Figuras envolvidas com arte acham que meio de transporte tornaria Grande ABC polo mais atrativo

Vinícius Castelli

16/04/2019 | 07:23


O Grande ABC sempre foi, historicamente, celeiro de artistas. Da região saltaram aos olhos do mundo diversos nomes, tanto da música quanto das artes plásticas, grafite e literatura, entre outros. Além disso, é palco de diversos eventos, sejam independentes, particulares ou públicos, que vão de shows, saraus, peças a apresentações de dança. E, para a classe artística, a construção da Linha 18-Bronze, que deve trazer o Metrô para o Grande ABC a partir da Capital, ajudará a fomentar ainda mais arte na região. Discordam da alternativa em estudo pelo governo estadual, de implantar o BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus).

Humberto Alex de Lima é fomentador da arte independente no Grande ABC. Há nove anos ele cuida com afinco do Gambalaia Espaço de Artes e Convivência, local andreense que abre suas portas para exposições, peças de teatro, shows de rock, jazz, música popular brasileira e várias outras linguagens artísticas, e com valores de entrada populares.

Em seu entendimento, o Metrô é fundamental para facilitar a mobilidade e melhorar o caótico trânsito da região. Mais do que isso, ele acredita que a chegada deste meio de transporte faria com que o público da região também tivesse acesso mais fácil para a agenda cultural de São Paulo.

Ana Célia Padovan, diretora da Quarta Cia de Teatro, de Santo André, acredita que se a região tivesse Metrô como meio de transporte, ajudaria a fomentar o cenário artístico na região, com público de São Paulo vindo prestigiar os trabalhos dos artistas locais. “O (Grande) ABC é riquíssimo de boas iniciativas na arte e manifesta uma diversidade na cultura, inclusive por se caracterizar por atividades mais periféricas, que se distanciam do grande centro que é São Paulo. Facilitar o acesso das pessoas do centro para a periferia é valorizar e incentivar a produção local”, diz.

Ela acredita que, se houver incentivo de visibilidade, no sentido de o público paulistano vir para o Grande ABC, e o fomento da produção local, é possível que até diminua a saída de artistas em busca de mercados externos à região.

“Muitos amigos (da Capital) dizem que é uma pena o (Grande) ABC ser tão inacessível, principalmente à noite, pois são curiosos pela cena (musical) daqui”, diz Stefano Moliner, veterano contrabaixista da região. Ele explica que muitos artistas que conhece, às vezes recusam vir tocar na região por conta da distância, trânsito e inacessibilidade.

Moliner, que no fim do ano lançou disco solo batizado Miração, é dono de constante agenda de apresentações. Faz de quatro a seis shows por semana, e se divide entre o Grande ABC e a Capital. Ele afirma que se tivesse Metrô aqui, com certeza iria mais para São Paulo. “Para ir para lá são necessários ônibus, trem e, por fim, o Metrô. É bastante exaustivo, é caro e demora muito, fora que, insisto, a necessidade é termos transporte público 24 horas”, comenta.

Ele reclama ainda das condições oferecidas pelos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). “É um sistema com, no mínimo, 50 anos de inércia, o que prejudica seus usuários, causando cansaço, frustração e perda de tempo. Quem sabe um sistema alternativo de transporte não forçasse esta empresa arcaica e indiferente aos anseios populacionais a rever suas políticas?”

EVENTOS
A região recebe, uma vez ao mês, há 14 anos, a Feira Livre do Vinil, em Santo André. Os visitantes garimpam discos dos mais variados gêneros, como jazz, samba e rock, por exemplo. É na Galeria Studio Center (Rua Campos Sales, 58/64) que cerca de 30 expositores colocam diversas raridades à venda. Cesar Guisser, um dos organizadores do evento, além de colecionador de discos de vinil, diz que a chegada do Metrô ao Grande ABC seria de grande valia e ajudaria a fomentar o evento. Para ele, interessados de São Paulo chegariam com mais rapidez à região. “Ficaria mais fácil e confortável”, diz. “Tem disquero de lá que vem para cá por ser mais barato comprar aqui”, explica.

Sarau, lançamento de livro, encontros para debater literatura. Seja onde for, o poeta e escritor local Helio Neri está presente. É autor independente e já escreveu livros como Anestesia e Sessões Diárias e Outros Poemas, seu último título, quinto da carreira e lançado em 2018. Neri pensa que a opção Metrô para o Grande ABC é melhor do que o BRT, devido suas eficiência e qualidade.

O escritor acredita que se a região pudesse contar com Metrô como meio de transporte, ajudaria a fomentar o cenário literário local, com poetas da Capital vindo prestigiar os trabalhos daqui. “Tornaria a mobilidade e o acesso mais rápidos e práticos, fazendo com que maior número pessoas viessem à região para conhecer prestigiar nossas cultura e arte”, opina.

“Conheço amigos artistas das letras (poesia) que dizem que se houvesse transporte público que garantisse melhor mobilidade viriam mais vezes a eventos daqui.” 

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