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Um ano depois, mãe descobre que filho morreu por ciúmes

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Homicídio, em Rio Grande da Serra, registrado como tentativa de roubo, foi motivado por vingança


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 07:00


A noite de 24 de abril de 2018 jamais será esquecida pelo casal Andrea Pereira, 46 anos, e João Batista dos Santos, 50. Naquela data, a tentativa de um assalto à residência da família, no bairro Parque do Governador, em Rio Grande da Serra, terminou com a morte do filho do casal, Yuan Pereira Santos, então com 22 anos, atingido por três tiros. Um ano depois, as investigações da Polícia Civil demonstraram que o crime, na verdade, foi premeditado e encomendado, motivado por ciúmes.

A família havia se mudado para a casa onde o crime ocorreu há menos de um ano, em busca de um local tranquilo. A propriedade, que ainda está sendo finalizada, não tinha portão na época do incidente. “Bateram na porta e eu achei que era um dos nossos vizinhos. Aqui é muito sossegado. Quando abri, eles anunciaram o assalto, mas estavam muito nervosos, eu pedia calma. Meu filho ouviu nossas vozes e veio ver o que estava acontecendo. Assim que o avistaram, atiraram”, relembrou Andrea. Um dos disparos chegou a atingi-la na mão. Os assaltantes fugiram sem levar nada.

O jovem, estudante de engenharia civil, teria tido envolvimento com uma colega de trabalho, que era casada. Os dois passaram algumas horas juntos em uma noite de março de 2018 e a mulher contou o episódio ao marido, Hernani Goulart da Mota Silva, 30. Em 22 de março, Silva danificou o carro de Yuan, que estava estacionado em frente ao seu trabalho, na Aciarp (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires). “Todo mundo viu. Ele pegou um pedaço de pau e acabou com o veículo do meu filho”, relembrou a mãe. Após esse episódio, houve um encontro na casa da família, em que estiveram presentes Hernani e a mulher, Yuan e sua noiva, alguns familiares e, aparentemente, todas as partes se entenderam.

Foi apenas um mês após a morte do filho – que chegou a ficar quatro dias internado antes de morrer – que os policiais da delegacia de Ribeirão Pires, onde o caso inicialmente foi investigado, falaram das suspeitas. “Eles já sabiam de toda a história, do carro do meu filho que foi quebrado, tiveram acesso a áudios do Hernani o ameaçando, coisas que a gente nem imaginava”, afirmou Andrea.

No último mês, Silva e seu primo, Jonathas Mota Pires, 23, foram presos temporariamente, por 30 dias. A tese da polícia é a de que Silva foi o mandante do homicídio e Pires teve atuação no planejamento e execução do atentado. O depoimento de uma testemunha, que está sendo mantida sob proteção, coloca os dois perto da cena do crime. Os dois homens que simularam o assalto e atiraram contra o jovem ainda estão sendo procurados.

“O que a gente teme hoje é que as pessoas não sejam presas ou que quem está preso seja solto. A gente quer justiça”, declarou Andrea, sem conter o choro. “Ele era um ótimo filho. Só estudava e trabalhava, não bebia, ia casar”, completou. Os pais do jovem elogiaram a atuação da investigação policial. “Foram incansáveis e dedicados”, concluíram.

A equipe do Diário não conseguiu contato com a defesa de Silva e Pires até o fechamento desta edição. 



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Um ano depois, mãe descobre que filho morreu por ciúmes

Homicídio, em Rio Grande da Serra, registrado como tentativa de roubo, foi motivado por vingança

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/04/2019 | 07:00


A noite de 24 de abril de 2018 jamais será esquecida pelo casal Andrea Pereira, 46 anos, e João Batista dos Santos, 50. Naquela data, a tentativa de um assalto à residência da família, no bairro Parque do Governador, em Rio Grande da Serra, terminou com a morte do filho do casal, Yuan Pereira Santos, então com 22 anos, atingido por três tiros. Um ano depois, as investigações da Polícia Civil demonstraram que o crime, na verdade, foi premeditado e encomendado, motivado por ciúmes.

A família havia se mudado para a casa onde o crime ocorreu há menos de um ano, em busca de um local tranquilo. A propriedade, que ainda está sendo finalizada, não tinha portão na época do incidente. “Bateram na porta e eu achei que era um dos nossos vizinhos. Aqui é muito sossegado. Quando abri, eles anunciaram o assalto, mas estavam muito nervosos, eu pedia calma. Meu filho ouviu nossas vozes e veio ver o que estava acontecendo. Assim que o avistaram, atiraram”, relembrou Andrea. Um dos disparos chegou a atingi-la na mão. Os assaltantes fugiram sem levar nada.

O jovem, estudante de engenharia civil, teria tido envolvimento com uma colega de trabalho, que era casada. Os dois passaram algumas horas juntos em uma noite de março de 2018 e a mulher contou o episódio ao marido, Hernani Goulart da Mota Silva, 30. Em 22 de março, Silva danificou o carro de Yuan, que estava estacionado em frente ao seu trabalho, na Aciarp (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires). “Todo mundo viu. Ele pegou um pedaço de pau e acabou com o veículo do meu filho”, relembrou a mãe. Após esse episódio, houve um encontro na casa da família, em que estiveram presentes Hernani e a mulher, Yuan e sua noiva, alguns familiares e, aparentemente, todas as partes se entenderam.

Foi apenas um mês após a morte do filho – que chegou a ficar quatro dias internado antes de morrer – que os policiais da delegacia de Ribeirão Pires, onde o caso inicialmente foi investigado, falaram das suspeitas. “Eles já sabiam de toda a história, do carro do meu filho que foi quebrado, tiveram acesso a áudios do Hernani o ameaçando, coisas que a gente nem imaginava”, afirmou Andrea.

No último mês, Silva e seu primo, Jonathas Mota Pires, 23, foram presos temporariamente, por 30 dias. A tese da polícia é a de que Silva foi o mandante do homicídio e Pires teve atuação no planejamento e execução do atentado. O depoimento de uma testemunha, que está sendo mantida sob proteção, coloca os dois perto da cena do crime. Os dois homens que simularam o assalto e atiraram contra o jovem ainda estão sendo procurados.

“O que a gente teme hoje é que as pessoas não sejam presas ou que quem está preso seja solto. A gente quer justiça”, declarou Andrea, sem conter o choro. “Ele era um ótimo filho. Só estudava e trabalhava, não bebia, ia casar”, completou. Os pais do jovem elogiaram a atuação da investigação policial. “Foram incansáveis e dedicados”, concluíram.

A equipe do Diário não conseguiu contato com a defesa de Silva e Pires até o fechamento desta edição. 

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