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A Firestone, história escondida

Por anos um cineasta registrou os principais momentos do cotidiano de uma indústria que completa 80 anos de Santo André e quase 100 anos de Brasil. Onde está tudo isso?


Ademir Medici

14/04/2019 | 07:00


Fernando Villafranca, colaborador assíduo desta página Memória, é paulistano, mas possuí raízes fincadas em Santo André. Ele teve entre os seus clientes a Firestone. Tornou-se amigo dos diretores e presidentes. Por isso, reúne um material maravilhoso da história da empresa. E revela um fato incrível: ele sabe onde está a iconografia da Firestone, fato que talvez passe despercebido pelas novas direções.

Villafranca tanto frequentou a unidade andreense da Firestone, que se tornou um colaborador sem registro em carteira, mas atento a tudo o que focaliza a empresa. Segundo ele, fotos e outros materiais encontram-se numa estante ou armário de um prédio quase reserva técnica num dos cantos da fábrica em Santo André. “Se houver interesse da Firestone, eu vou lá e mostro onde é.”

Enquanto esta tabelinha cineasta-fábrica não acontece, ficamos com as três imagens de hoje, devidamente identificadas por Fernando Villafranca, verdadeiro construtor da história da Firestone e de tantas outras instituições dentro e fora do Grande ABC.

A caminho do centenário: 1923-2023

Condensação de um histórico feito pela Firestone Comercial

Harvey S. Firestone deixou a fazenda em que nasceu, na pequena cidade de Columbiana, Ohio (Estados Unidos), para empreender em sua maior paixão: as corridas automobilísticas. No dia 3 de agosto de 1900, fundou a Firestone, atualmente, uma multinacional com produção anual superior a 100 milhões de pneus e parte de um dos maiores conglomerados do mundo.

A chegada ao Brasil ocorreu em 1923. A Firestone veio para investir em um país que já estava apaixonado pela novidade do setor automotivo. Os cerca de 30 mil carros que já circulavam aqui confirmavam o fenômeno em que a empresa se transformara nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro escritório foi inaugurado em São Paulo.

Em 1939, ano em que se iniciou a Segunda Guerra Mundial, foi decidido que o País precisaria implantar uma unidade nacional. A fábrica em Santo André foi construída em uma área coberta de 11.720 metros quadrados, com 333 funcionários e capacidade de produção de 12,3 mil pneus por mês. 

Em abril de 1967, foi vulcanizado o primeiro pneu na unidade número dois da Firestone brasileira, no Estado do Rio de Janeiro. O Brasil era, então, o único País fora dos Estados Unidos que recebia uma segunda unidade fabril – desativada em 1982, para que a produção se concentrasse em Santo André.

A Bridgestone comprou a Firestone em 1988 e manteve importantes investimentos na empresa, que crescia exponencialmente. Hoje, quase um século de Firestone no Brasil, a fábrica continua instalada no mesmo endereço.

NOTA DA MEMÓRIA 

E ali mesmo, no Vale de Capuava, há um cantinho da fábrica que guarda a sua memória. Fernando Villafranca se propõe a revelar este verdadeiro tesouro.

Interação com Facebook

‘Foto autêntica de um político brasileiro’

Nuvens tempestuosas passam em direção a um estranho e caótico país, encobre as poucas estrelas que teimam em aparecer.

Da crônica de Guido Fidelis publicada pelo Diário em 14 de abril de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 14 de abril de 1989 – ano 31, edição 7039


Manchete – PM lança ofensiva contra a violência. Folgas estão canceladas para agir em ações especiais à noite

Santo André – Câmara Municipal aprova reajuste escalonado aos servidores municipais entre 25% e 52%, mais abono e reajustes mensais.

n Na Garagem Municipal, 3.000 servidores ainda parados.

Mauá – Biblioteca Municipal Cecília Meireles vai para o subsolo do Paço Municipal.

Campeonato Paulista – Na abertura do segundo turno, o Santo André vence a Portuguesa na cobrança de pênaltis: 4 a 1.


Em 14 de abril de...

1919 – As eleições presidenciais decorrem sem atropelos e desde as primeiras apurações Epitácio Pessoa dispara sobre Ruy Barbosa.

No município de São Bernardo, hoje Grande ABC, deu Epitácio Pessoa: 301 votos contra 34 de Ruy Barbosa.

Internacional

Do noticiário do Correio Paulistano: Paris, 13 (Agência Havas) – A comissão da Liga das Nações rejeitou a emenda japonesa que estabelecia a igualdade de raças, em virtude de não ter sido obtida a unanimidade de votos para a sua adoção.

Do noticiário do Estadão: o ‘Popolo Romano’, referindo-se às últimas tentativas de caráter revolucionário, diz ser necessário que os aliados auxiliem a Itália, para que esta possa, com firmeza, pôr um dique às ameaças do marxismo. 

1984 – Realizado ato contra a poluição da Represa Billings. 

1989 – Aberto, em São Caetano, o IV ciclo de palestras sobre os 100 anos do Grande ABC

Municípios Brasileiros

Em São Paulo, Botucatu, Caçapava, Catanduva e Gália

No Ceará, Baturité

No Rio Grande do Sul, Constantina e Coronel Bicaco

No Mato Grosso, Dom Aquino e Nova Xavantina

No Paraná, Palmas

Fonte: IBGE

Hoje

Dia do Desenhista

Dia do Pan-americanismo

Dia Mundial do Café

Santos do Dia

Beata Helena Guerra

Helena Guerra

Ludovina (Lidvina) de Schiedam



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A Firestone, história escondida

Por anos um cineasta registrou os principais momentos do cotidiano de uma indústria que completa 80 anos de Santo André e quase 100 anos de Brasil. Onde está tudo isso?

Ademir Medici

14/04/2019 | 07:00


Fernando Villafranca, colaborador assíduo desta página Memória, é paulistano, mas possuí raízes fincadas em Santo André. Ele teve entre os seus clientes a Firestone. Tornou-se amigo dos diretores e presidentes. Por isso, reúne um material maravilhoso da história da empresa. E revela um fato incrível: ele sabe onde está a iconografia da Firestone, fato que talvez passe despercebido pelas novas direções.

Villafranca tanto frequentou a unidade andreense da Firestone, que se tornou um colaborador sem registro em carteira, mas atento a tudo o que focaliza a empresa. Segundo ele, fotos e outros materiais encontram-se numa estante ou armário de um prédio quase reserva técnica num dos cantos da fábrica em Santo André. “Se houver interesse da Firestone, eu vou lá e mostro onde é.”

Enquanto esta tabelinha cineasta-fábrica não acontece, ficamos com as três imagens de hoje, devidamente identificadas por Fernando Villafranca, verdadeiro construtor da história da Firestone e de tantas outras instituições dentro e fora do Grande ABC.

A caminho do centenário: 1923-2023

Condensação de um histórico feito pela Firestone Comercial

Harvey S. Firestone deixou a fazenda em que nasceu, na pequena cidade de Columbiana, Ohio (Estados Unidos), para empreender em sua maior paixão: as corridas automobilísticas. No dia 3 de agosto de 1900, fundou a Firestone, atualmente, uma multinacional com produção anual superior a 100 milhões de pneus e parte de um dos maiores conglomerados do mundo.

A chegada ao Brasil ocorreu em 1923. A Firestone veio para investir em um país que já estava apaixonado pela novidade do setor automotivo. Os cerca de 30 mil carros que já circulavam aqui confirmavam o fenômeno em que a empresa se transformara nos Estados Unidos e também na Europa. O primeiro escritório foi inaugurado em São Paulo.

Em 1939, ano em que se iniciou a Segunda Guerra Mundial, foi decidido que o País precisaria implantar uma unidade nacional. A fábrica em Santo André foi construída em uma área coberta de 11.720 metros quadrados, com 333 funcionários e capacidade de produção de 12,3 mil pneus por mês. 

Em abril de 1967, foi vulcanizado o primeiro pneu na unidade número dois da Firestone brasileira, no Estado do Rio de Janeiro. O Brasil era, então, o único País fora dos Estados Unidos que recebia uma segunda unidade fabril – desativada em 1982, para que a produção se concentrasse em Santo André.

A Bridgestone comprou a Firestone em 1988 e manteve importantes investimentos na empresa, que crescia exponencialmente. Hoje, quase um século de Firestone no Brasil, a fábrica continua instalada no mesmo endereço.

NOTA DA MEMÓRIA 

E ali mesmo, no Vale de Capuava, há um cantinho da fábrica que guarda a sua memória. Fernando Villafranca se propõe a revelar este verdadeiro tesouro.

Interação com Facebook

‘Foto autêntica de um político brasileiro’

Nuvens tempestuosas passam em direção a um estranho e caótico país, encobre as poucas estrelas que teimam em aparecer.

Da crônica de Guido Fidelis publicada pelo Diário em 14 de abril de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 14 de abril de 1989 – ano 31, edição 7039


Manchete – PM lança ofensiva contra a violência. Folgas estão canceladas para agir em ações especiais à noite

Santo André – Câmara Municipal aprova reajuste escalonado aos servidores municipais entre 25% e 52%, mais abono e reajustes mensais.

n Na Garagem Municipal, 3.000 servidores ainda parados.

Mauá – Biblioteca Municipal Cecília Meireles vai para o subsolo do Paço Municipal.

Campeonato Paulista – Na abertura do segundo turno, o Santo André vence a Portuguesa na cobrança de pênaltis: 4 a 1.


Em 14 de abril de...

1919 – As eleições presidenciais decorrem sem atropelos e desde as primeiras apurações Epitácio Pessoa dispara sobre Ruy Barbosa.

No município de São Bernardo, hoje Grande ABC, deu Epitácio Pessoa: 301 votos contra 34 de Ruy Barbosa.

Internacional

Do noticiário do Correio Paulistano: Paris, 13 (Agência Havas) – A comissão da Liga das Nações rejeitou a emenda japonesa que estabelecia a igualdade de raças, em virtude de não ter sido obtida a unanimidade de votos para a sua adoção.

Do noticiário do Estadão: o ‘Popolo Romano’, referindo-se às últimas tentativas de caráter revolucionário, diz ser necessário que os aliados auxiliem a Itália, para que esta possa, com firmeza, pôr um dique às ameaças do marxismo. 

1984 – Realizado ato contra a poluição da Represa Billings. 

1989 – Aberto, em São Caetano, o IV ciclo de palestras sobre os 100 anos do Grande ABC

Municípios Brasileiros

Em São Paulo, Botucatu, Caçapava, Catanduva e Gália

No Ceará, Baturité

No Rio Grande do Sul, Constantina e Coronel Bicaco

No Mato Grosso, Dom Aquino e Nova Xavantina

No Paraná, Palmas

Fonte: IBGE

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