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Bancada de deputados estaduais na Alesp se divide sobre auxílio-veículo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Proposta da mesa diretora já tramita no Parlamento estadual; hoje apenas Carla Morando é contrária ao texto


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

14/04/2019 | 07:00


Em processo inicial de tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto de resolução, protocolado pela mesa diretora, que prevê ‘auxílio-veículo’ no valor de R$ 4.244 mensais aos parlamentares, já divide a bancada de deputados estaduais que representam o Grande ABC. A proposta apresentada cita que a quantia seja somada aos R$ 33,1 mil a que cada parlamentar já tem direito por mês a título de verba de gabinete. Com 94 deputados na Assembleia, o custo anual seria de R$ 5 milhões por ano.

O valor seria destinado àqueles que abrirem mão do carro da frota e optarem por aluguel. A bancada regional contabiliza seis cadeiras. A deputada Carla Morando (PSDB) é hoje a única contrária ao texto, dentro da ótica regional. Líder do PSDB na casa, a tucana não utiliza os dois carros a que tem direito desde o primeiro dia de mandato. Para a parlamentar, o mais correto seria acabar com a frota de veículos, já que isso poderia trazer economia de R$ 20 milhões por mandato.

Debutante no Parlamento, o deputado Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, declarou que a discussão ainda é embrionária e que adotará cautela para debater esse tipo de questão. “A Assembleia conta com frota de veículos que apresenta diversos problemas devido ao tempo de uso e representa gasto considerável em manutenção”, pontuou o republicano.

A intenção da direção da Assembleia é se desfazer dos automóveis, que poderiam ser doados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Somente no ano passado a casa teria gasto quase R$ 2 milhões na manutenção dos veículos.

Reeleitos e pertencentes à ala oposicionista na casa, os deputados Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba, ambos do PT, sustentam que são favoráveis ao auxílio e que não veem problemas com a medida. Ambos afirmaram que aprovariam o projeto, caso haja avanço e entre para apreciação dos parlamentares.

“Eu entendo que o automóvel da Assembleia é um instrumento de trabalho. Eu rodo muito pelo Estado de São Paulo e não teria como fazer isso com meu carro. Tive votos em mais de 300 municípios e preciso visitar meus eleitores”, alegou Luiz Fernando.

Barba defendeu também a utilização do carro da casa e o uso da verba auxiliar. Contudo, o entendimento do petista é que a quantia corresponde a um limite. “Apesar do valor ser de R$ 4.244, esse montante seria apenas o teto. Caso eu alugue um carro por R$ 1.000 durante um mês, eu só teria direito a receber R$ 1.000”, pontuou Barba. Já Coronel Nishikawa (PSL) afirmou que defende a manutenção da locação, mas sem que fosse preciso aumentar a verba de gabinete. “Hoje estou em Campos do Jordão, amanhã estarei em Caçapava. Não é justo ter que rodar com nosso carro particular”, justificou.

Márcio da Farmácia (Pode), não retornou aos contatos da equipe do Diário.



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Bancada de deputados estaduais na Alesp se divide sobre auxílio-veículo

Proposta da mesa diretora já tramita no Parlamento estadual; hoje apenas Carla Morando é contrária ao texto

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

14/04/2019 | 07:00


Em processo inicial de tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto de resolução, protocolado pela mesa diretora, que prevê ‘auxílio-veículo’ no valor de R$ 4.244 mensais aos parlamentares, já divide a bancada de deputados estaduais que representam o Grande ABC. A proposta apresentada cita que a quantia seja somada aos R$ 33,1 mil a que cada parlamentar já tem direito por mês a título de verba de gabinete. Com 94 deputados na Assembleia, o custo anual seria de R$ 5 milhões por ano.

O valor seria destinado àqueles que abrirem mão do carro da frota e optarem por aluguel. A bancada regional contabiliza seis cadeiras. A deputada Carla Morando (PSDB) é hoje a única contrária ao texto, dentro da ótica regional. Líder do PSDB na casa, a tucana não utiliza os dois carros a que tem direito desde o primeiro dia de mandato. Para a parlamentar, o mais correto seria acabar com a frota de veículos, já que isso poderia trazer economia de R$ 20 milhões por mandato.

Debutante no Parlamento, o deputado Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, declarou que a discussão ainda é embrionária e que adotará cautela para debater esse tipo de questão. “A Assembleia conta com frota de veículos que apresenta diversos problemas devido ao tempo de uso e representa gasto considerável em manutenção”, pontuou o republicano.

A intenção da direção da Assembleia é se desfazer dos automóveis, que poderiam ser doados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Somente no ano passado a casa teria gasto quase R$ 2 milhões na manutenção dos veículos.

Reeleitos e pertencentes à ala oposicionista na casa, os deputados Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba, ambos do PT, sustentam que são favoráveis ao auxílio e que não veem problemas com a medida. Ambos afirmaram que aprovariam o projeto, caso haja avanço e entre para apreciação dos parlamentares.

“Eu entendo que o automóvel da Assembleia é um instrumento de trabalho. Eu rodo muito pelo Estado de São Paulo e não teria como fazer isso com meu carro. Tive votos em mais de 300 municípios e preciso visitar meus eleitores”, alegou Luiz Fernando.

Barba defendeu também a utilização do carro da casa e o uso da verba auxiliar. Contudo, o entendimento do petista é que a quantia corresponde a um limite. “Apesar do valor ser de R$ 4.244, esse montante seria apenas o teto. Caso eu alugue um carro por R$ 1.000 durante um mês, eu só teria direito a receber R$ 1.000”, pontuou Barba. Já Coronel Nishikawa (PSL) afirmou que defende a manutenção da locação, mas sem que fosse preciso aumentar a verba de gabinete. “Hoje estou em Campos do Jordão, amanhã estarei em Caçapava. Não é justo ter que rodar com nosso carro particular”, justificou.

Márcio da Farmácia (Pode), não retornou aos contatos da equipe do Diário.

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