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Câmara deixa pareceres do impeachment de Atila para segunda

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo alegando não conseguir encontrar prefeito, comissões marcam reunião definitiva


Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

13/04/2019 | 07:00


As comissões do impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), acusaram a defesa do socialista de driblar para evitar ser notificada da reunião que faria ontem para anunciar o teor dos pareceres. Mesmo assim, os grupos decidiram agendar encontro para segunda-feira para anunciar a conclusão dos documentos, que opinarão pela cassação ou absolvição de Atila.

Como mostrou o Diário na quinta-feira, as comissões alegaram dificuldades para encontrar a defesa do prefeito em seu escritório, o que teria comprometido a notificação.

A reunião com os advogados do socialista é um passo protocolar, mas necessário para que a sessão de julgamento seja marcada. “As comissões empreenderam enorme esforço para notificar a defesa do prefeito, bem como o próprio chefe do Executivo, no sentido de cientificá-los do agendamento das reuniões que seriam realizadas hoje (ontem). Não houve, contudo, êxito nessa tentativa devido a seguidos atos de esquivamento por parte da defesa e do prefeito”, diz nota das comissões.

Tanto na quinta quanto ontem, o advogado do prefeito no processo, Leandro Petrin, negou ter sido procurado. “Fomos pegos de surpresa com a informação que a reunião será na segunda, até porque estamos aguardando a notificação. Não acredito que eles façam isso sem nos intimar. Se fizerem, será uma ilegalidade patente, porque nós devemos ser informados, com 24 horas de antecedência, de todos os atos das comissões”, contestou. O Diário apurou que as declarações da defesa de Atila – afirmou que buscaria pessoalmente a notificação, se fosse o caso – não foram bem digeridas na Câmara e que a fala contribuiu na decisão de marcar reunião mesmo sem conseguir contato com a defesa até ontem.

Embora tenham decidido se reunir na segunda, o cronograma desenhado pelos vereadores acabou atrasando. As comissões desejavam superar essa fase de notificação ainda ontem para, no início da semana que vem, solicitar ao presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), o agendamento da sessão de julgamento. O receio das comissões é de estourar o prazo de três meses estipulado pela legislação para que o processo se encerre, o que deve ocorrer na penúltima semana de abril.

OS PROCESSOS
Atila é alvo de dois pedidos de cassação. Em um deles, o prefeito é acusado de abandonar o cargo porque ficou mais de duas semanas afastado – estava preso em Tremembé – e não pediu autorização legislativa para se licenciar do posto.Já outra denúncia alega que Atila quebrou o decoro do cargo ao, segundo a PF (Polícia Federal), receber propinas de empresas prestadoras de serviços em troca de favorecimento em contratos, o que ele nega.

Os próprios vereadores também são acusados pela PF de receber Mensalinho do prefeito em troca de apoio político na Câmara, mas esse fato não é tratado oficialmente na denúncia. 



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Câmara deixa pareceres do impeachment de Atila para segunda

Mesmo alegando não conseguir encontrar prefeito, comissões marcam reunião definitiva

Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

13/04/2019 | 07:00


As comissões do impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), acusaram a defesa do socialista de driblar para evitar ser notificada da reunião que faria ontem para anunciar o teor dos pareceres. Mesmo assim, os grupos decidiram agendar encontro para segunda-feira para anunciar a conclusão dos documentos, que opinarão pela cassação ou absolvição de Atila.

Como mostrou o Diário na quinta-feira, as comissões alegaram dificuldades para encontrar a defesa do prefeito em seu escritório, o que teria comprometido a notificação.

A reunião com os advogados do socialista é um passo protocolar, mas necessário para que a sessão de julgamento seja marcada. “As comissões empreenderam enorme esforço para notificar a defesa do prefeito, bem como o próprio chefe do Executivo, no sentido de cientificá-los do agendamento das reuniões que seriam realizadas hoje (ontem). Não houve, contudo, êxito nessa tentativa devido a seguidos atos de esquivamento por parte da defesa e do prefeito”, diz nota das comissões.

Tanto na quinta quanto ontem, o advogado do prefeito no processo, Leandro Petrin, negou ter sido procurado. “Fomos pegos de surpresa com a informação que a reunião será na segunda, até porque estamos aguardando a notificação. Não acredito que eles façam isso sem nos intimar. Se fizerem, será uma ilegalidade patente, porque nós devemos ser informados, com 24 horas de antecedência, de todos os atos das comissões”, contestou. O Diário apurou que as declarações da defesa de Atila – afirmou que buscaria pessoalmente a notificação, se fosse o caso – não foram bem digeridas na Câmara e que a fala contribuiu na decisão de marcar reunião mesmo sem conseguir contato com a defesa até ontem.

Embora tenham decidido se reunir na segunda, o cronograma desenhado pelos vereadores acabou atrasando. As comissões desejavam superar essa fase de notificação ainda ontem para, no início da semana que vem, solicitar ao presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), o agendamento da sessão de julgamento. O receio das comissões é de estourar o prazo de três meses estipulado pela legislação para que o processo se encerre, o que deve ocorrer na penúltima semana de abril.

OS PROCESSOS
Atila é alvo de dois pedidos de cassação. Em um deles, o prefeito é acusado de abandonar o cargo porque ficou mais de duas semanas afastado – estava preso em Tremembé – e não pediu autorização legislativa para se licenciar do posto.Já outra denúncia alega que Atila quebrou o decoro do cargo ao, segundo a PF (Polícia Federal), receber propinas de empresas prestadoras de serviços em troca de favorecimento em contratos, o que ele nega.

Os próprios vereadores também são acusados pela PF de receber Mensalinho do prefeito em troca de apoio político na Câmara, mas esse fato não é tratado oficialmente na denúncia. 

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