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Sem pressa para o casamento

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Jovens acreditam que idade ideal para o matrimônio começa a partir dos 25 anos


Luís Felipe Soares

14/04/2019 | 07:05


Os apaixonados não perdem a oportunidade de tentar encontrar a pessoa ‘certa’, aquela que preenche todos os anseios amorosos e com quem essas pessoas querem passar o máximo de tempo juntas. As diferentes etapas da relação, como flerte, ‘rolo’, namoro e noivado, ficam para trás no objetivo de sacramentar esse amor entre os indivíduos envolvidos. Dados obtidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2017 – os mais recentes sobre o tema –, mostram que o País registrou cerca de 1.070.376 casamentos na temporada. A idade média dos participantes é de 30 anos para homens e 28 anos para mulheres. 

Esse ideal de relacionamento ainda serve como base de futuros casamentos, cujas certezas, incertezas, altos e baixos tendem a deixar esse tipo de decisão longe dos planos dos casais adolescentes. Parece que a realidade nacional está de acordo com o pensamento do que seria o cenário ideal imaginado pelos jovens. Na primeira quinzena do mês de março, o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) realizou enquete sobre assunto, na qual os 56.095 entrevistados, com idade de 15 a 26 anos, tiveram que responder à pergunta ‘Qual a idade ideal para se casar?’. A maioria (62,68%) escolheu a opção entre 25 e 35 anos, seguida de entre 21 e 24 anos (13,90%) e depois dos 35 anos (7,65%). Apenas 1,98% do público apontou que seria interessante sacramentar o matrimônio antes dos 20 anos.

“Ainda encontramos muitos jovens que veem no casamento a independência em relação aos pais. Sair de casa ainda é um tabu, mas sair do lar para casar quando se esta apaixonado é mais aceito. Existem também casais que iniciaram o namoro ainda adolescentes e, quando chegam aos 20 e poucos anos, já consideram que estão juntos o tempo suficiente para ter uma vida a dois”, explica Karina Louzado, psicóloga clínica e jurídica de São Caetano. Algumas pessoas têm visão distorcida sobre a vida de casado, sendo que a etapa está longe de ser um conto de fadas e que vai muito além de ter suas coisas, ser independente e não dar satisfação aos patriarcas. A franquia de animações Shrek, da DreamWorks, foi utilizada como exemplo pela especialista como uma das poucas produções que tentam retratar a vida conjugal depois de toda a felicidade inicial do matrimônio.

Karina aponta certos problemas que esse tipo de realidade amorosa antecipada pode apresentar, casos de diferentes tipos de criação para cada um, comparações constantes com a antiga rotina, participação intrometida dos pais e adaptação de gostos individuais no convívio diário. “O ideal seria que estas questões que atrapalham uma vida a dois fossem claramente conversadas antes deste ritual. Embora casados, cada um é um indivíduo único, que tem particularidades, desejos, medos, família. Acho que, assim, mais da metade dos meus pacientes de terapia de casal não teriam necessidade de me procurar.”

Pauta sobre o tema movimentou o Senado em fevereiro. Foi aprovada lei que proíbe o casamento a indivíduos menores de 16 anos, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sancionando a mudança em 13 de março, deixando de existir ‘brechas’ quando da existência de gravidez na adolescência e para se evitar imposição ou cumprimento de pena criminal. Apesar da mudança, o Código Civil ainda conta com a possibilidade de união conjugal oficial dessas pessoas desde que tenham autorização de pais ou responsáveis legais. 


DRAMA FEMININO

Levantamento internacional do Banco Mundial, agência especializada independente do Sistema das Nações Unidas e a maior fonte global de assistência para o desenvolvimento, aponta que 15 milhões de meninas se casam todas as temporadas antes de atingirem 18 anos. Sobre o Brasil, 36% da população feminina menor de idade costuma se casar, colocando o País na liderança no setor na América Latina e como a quarta nação no ranking geral. Questões como evasão escolar, menor renda quando adultas e risco de violência doméstica acabam vindo à tona em torno desses casos.



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Sem pressa para o casamento

Jovens acreditam que idade ideal para o matrimônio começa a partir dos 25 anos

Luís Felipe Soares

14/04/2019 | 07:05


Os apaixonados não perdem a oportunidade de tentar encontrar a pessoa ‘certa’, aquela que preenche todos os anseios amorosos e com quem essas pessoas querem passar o máximo de tempo juntas. As diferentes etapas da relação, como flerte, ‘rolo’, namoro e noivado, ficam para trás no objetivo de sacramentar esse amor entre os indivíduos envolvidos. Dados obtidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2017 – os mais recentes sobre o tema –, mostram que o País registrou cerca de 1.070.376 casamentos na temporada. A idade média dos participantes é de 30 anos para homens e 28 anos para mulheres. 

Esse ideal de relacionamento ainda serve como base de futuros casamentos, cujas certezas, incertezas, altos e baixos tendem a deixar esse tipo de decisão longe dos planos dos casais adolescentes. Parece que a realidade nacional está de acordo com o pensamento do que seria o cenário ideal imaginado pelos jovens. Na primeira quinzena do mês de março, o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) realizou enquete sobre assunto, na qual os 56.095 entrevistados, com idade de 15 a 26 anos, tiveram que responder à pergunta ‘Qual a idade ideal para se casar?’. A maioria (62,68%) escolheu a opção entre 25 e 35 anos, seguida de entre 21 e 24 anos (13,90%) e depois dos 35 anos (7,65%). Apenas 1,98% do público apontou que seria interessante sacramentar o matrimônio antes dos 20 anos.

“Ainda encontramos muitos jovens que veem no casamento a independência em relação aos pais. Sair de casa ainda é um tabu, mas sair do lar para casar quando se esta apaixonado é mais aceito. Existem também casais que iniciaram o namoro ainda adolescentes e, quando chegam aos 20 e poucos anos, já consideram que estão juntos o tempo suficiente para ter uma vida a dois”, explica Karina Louzado, psicóloga clínica e jurídica de São Caetano. Algumas pessoas têm visão distorcida sobre a vida de casado, sendo que a etapa está longe de ser um conto de fadas e que vai muito além de ter suas coisas, ser independente e não dar satisfação aos patriarcas. A franquia de animações Shrek, da DreamWorks, foi utilizada como exemplo pela especialista como uma das poucas produções que tentam retratar a vida conjugal depois de toda a felicidade inicial do matrimônio.

Karina aponta certos problemas que esse tipo de realidade amorosa antecipada pode apresentar, casos de diferentes tipos de criação para cada um, comparações constantes com a antiga rotina, participação intrometida dos pais e adaptação de gostos individuais no convívio diário. “O ideal seria que estas questões que atrapalham uma vida a dois fossem claramente conversadas antes deste ritual. Embora casados, cada um é um indivíduo único, que tem particularidades, desejos, medos, família. Acho que, assim, mais da metade dos meus pacientes de terapia de casal não teriam necessidade de me procurar.”

Pauta sobre o tema movimentou o Senado em fevereiro. Foi aprovada lei que proíbe o casamento a indivíduos menores de 16 anos, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sancionando a mudança em 13 de março, deixando de existir ‘brechas’ quando da existência de gravidez na adolescência e para se evitar imposição ou cumprimento de pena criminal. Apesar da mudança, o Código Civil ainda conta com a possibilidade de união conjugal oficial dessas pessoas desde que tenham autorização de pais ou responsáveis legais. 


DRAMA FEMININO

Levantamento internacional do Banco Mundial, agência especializada independente do Sistema das Nações Unidas e a maior fonte global de assistência para o desenvolvimento, aponta que 15 milhões de meninas se casam todas as temporadas antes de atingirem 18 anos. Sobre o Brasil, 36% da população feminina menor de idade costuma se casar, colocando o País na liderança no setor na América Latina e como a quarta nação no ranking geral. Questões como evasão escolar, menor renda quando adultas e risco de violência doméstica acabam vindo à tona em torno desses casos.

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