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Marcio Scavone/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

‘O Livro ao Vivo’, em cartaz no Teatro Faap, em São Paulo, conta a vida de Jô Soares


Richard Molina/Especial para o Diário

13/04/2019 | 07:05


“Querem tomar um tombo? Não deixa virem puxar você do chão. Porque aí é que te arrebentam.” É assim que Jô Soares, 81 anos – e mais de 60 de carreira – iniciou uma conversa com jornalistas, dos quais arrancou risos, para apresentar o seu novo espetáculo teatral, O Livro Ao Vivo, que acaba de entrar em cartaz no Teatro Faap, em São Paulo.

O ex-apresentador brincava com o fato de ter levado um tombo em casa pouco antes da entrevista coletiva, o que lhe deixou com um pequeno hematoma na testa. Para evitar perguntas sobre o machucado, tratou de falar logo de início o que ocorrera.

E é sentado, com a velha xícara sempre ao lado, que Jô ainda mostra o talento de texto e o carisma que conquistaram milhões de brasileiros desde a década de 1960. O espetáculo em questão é uma adaptação dos dois volumes do Livro de Jô (Companhia das Letras), autobiografia escrita em parceria com o jornalista Matinas Suzuki Jr., composto de histórias e casos antológicos da vida do artista contados no palco pelos dois, em modelo stand-up.

E Jô é nostálgico. Relembra com carinho dos tempos de office-boy, que o levaram a conhecer pessoas importante, entre elas Paulo Autran, que o influenciaram a seguir a carreira de humorista. E agradece muito aos fãs e ao público, que o permitiram estar no patamar que alcançou hoje. “Tudo o que eu tenho na vida quem me deu foi uma entidade chamada plateia”, analisa.

A peça não vai se limitar apenas a histórias descritas no livros. Durante o processo, Jô e Matinas lembraram de novos casos, e colocaram no espetáculo para deleite do público. Para definir quais entrariam na peça. Matinas expôs alguns critérios que utilizou, junto com Jô e o assistente de direção Maurício Guilherme. “Acho fundamental que as pessoas relembrem que o Jô é um comediante por essência. As pessoas têm a memória mais recente dele num talk show, mas ele veio da melhor escola que o Brasil teve do humorismo. Então, primeiro, resgatar o Jô comediante, segundo, resgatar o Jô ator. Sempre tem um caso em que ele imita alguém ou que tem um gestual, procuramos os casos em que o lado ator do Jô pudesse transparecer muito.”

Durante a entrevista, Jô também passou por assuntos polêmicos como o politicamente correto, o qual critica alguns pontos. “Descobri uma coisa terrível: que hoje em dia se você for tirar identidade, te registram como pardo. Quer dizer, inventaram uma raça. A pessoa não é envelope.” E declarou ainda ser avesso a postagens na internet. “Eu não tenho rede social nenhuma, não teria tempo. Não sou influenciador digital, sou analógico.”

Por fim, Jô também falou do seu sentimento durante o espetáculo. “Nos meus ensaios eu me emociono sempre. Sou um bobo de choro. Tem um filme chamado Rudy (de 1993), sobre um moleque baixinho que quer entrar para um time de futebol americano. Ele acha que vai jogar um dia pelo time e todo mundo vê que não. Aparentemente boboca, mas de uma intensidade humana…(se emociona). Eu me comovo com muita facilidade.” E faz rir também.

O Livro Ao Vivo – Stand-up. No Teatro Faap – Rua Alagoas, 903. Àté 29 de junho, às quintas, sextas e sábados, às 21h. Ingressos: R$ 80, à venda em faap.com/teatro. 



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‘O Livro ao Vivo’, em cartaz no Teatro Faap, em São Paulo, conta a vida de Jô Soares

Richard Molina/Especial para o Diário

13/04/2019 | 07:05


“Querem tomar um tombo? Não deixa virem puxar você do chão. Porque aí é que te arrebentam.” É assim que Jô Soares, 81 anos – e mais de 60 de carreira – iniciou uma conversa com jornalistas, dos quais arrancou risos, para apresentar o seu novo espetáculo teatral, O Livro Ao Vivo, que acaba de entrar em cartaz no Teatro Faap, em São Paulo.

O ex-apresentador brincava com o fato de ter levado um tombo em casa pouco antes da entrevista coletiva, o que lhe deixou com um pequeno hematoma na testa. Para evitar perguntas sobre o machucado, tratou de falar logo de início o que ocorrera.

E é sentado, com a velha xícara sempre ao lado, que Jô ainda mostra o talento de texto e o carisma que conquistaram milhões de brasileiros desde a década de 1960. O espetáculo em questão é uma adaptação dos dois volumes do Livro de Jô (Companhia das Letras), autobiografia escrita em parceria com o jornalista Matinas Suzuki Jr., composto de histórias e casos antológicos da vida do artista contados no palco pelos dois, em modelo stand-up.

E Jô é nostálgico. Relembra com carinho dos tempos de office-boy, que o levaram a conhecer pessoas importante, entre elas Paulo Autran, que o influenciaram a seguir a carreira de humorista. E agradece muito aos fãs e ao público, que o permitiram estar no patamar que alcançou hoje. “Tudo o que eu tenho na vida quem me deu foi uma entidade chamada plateia”, analisa.

A peça não vai se limitar apenas a histórias descritas no livros. Durante o processo, Jô e Matinas lembraram de novos casos, e colocaram no espetáculo para deleite do público. Para definir quais entrariam na peça. Matinas expôs alguns critérios que utilizou, junto com Jô e o assistente de direção Maurício Guilherme. “Acho fundamental que as pessoas relembrem que o Jô é um comediante por essência. As pessoas têm a memória mais recente dele num talk show, mas ele veio da melhor escola que o Brasil teve do humorismo. Então, primeiro, resgatar o Jô comediante, segundo, resgatar o Jô ator. Sempre tem um caso em que ele imita alguém ou que tem um gestual, procuramos os casos em que o lado ator do Jô pudesse transparecer muito.”

Durante a entrevista, Jô também passou por assuntos polêmicos como o politicamente correto, o qual critica alguns pontos. “Descobri uma coisa terrível: que hoje em dia se você for tirar identidade, te registram como pardo. Quer dizer, inventaram uma raça. A pessoa não é envelope.” E declarou ainda ser avesso a postagens na internet. “Eu não tenho rede social nenhuma, não teria tempo. Não sou influenciador digital, sou analógico.”

Por fim, Jô também falou do seu sentimento durante o espetáculo. “Nos meus ensaios eu me emociono sempre. Sou um bobo de choro. Tem um filme chamado Rudy (de 1993), sobre um moleque baixinho que quer entrar para um time de futebol americano. Ele acha que vai jogar um dia pelo time e todo mundo vê que não. Aparentemente boboca, mas de uma intensidade humana…(se emociona). Eu me comovo com muita facilidade.” E faz rir também.

O Livro Ao Vivo – Stand-up. No Teatro Faap – Rua Alagoas, 903. Àté 29 de junho, às quintas, sextas e sábados, às 21h. Ingressos: R$ 80, à venda em faap.com/teatro. 

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