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Revivendo baú de clássicos

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Ex-Legião Urbana, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá tocam hoje em Santo André


Miriam Gimenes

12/04/2019 | 07:56


Canções que marcaram gerações e que mesmo depois de pouco mais de três décadas de seus lançamentos seguem nos alto-falantes, conversam com a população e falam da realidade do País. É isso o que apresentam hoje Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), ambos ex-Legião Urbana, em Santo André, no palco do Clube Atlético Aramaçan, a partir das 23h30.

Há quatro anos a dupla retornou aos palcos para reviver temas da Legião Urbana, que era formada também pelo cantor e compositor Renato Russo (1960-1996). E no show atual eles apostam em canções de dois discos da antiga banda que se tornaram referências no rock nacional: Dois, lançado em 1986, e Que País é Este, de 1987. É deles que saltam temas como Faroeste Caboclo, Tempo Perdido, Quase Sem Querer e Que País é Este.

“Estas músicas têm uma força positiva muito grande e eu sinto que elas nos movem sempre na mesma direção, desde que as criamos. É uma mistura de sensações e emoções muito gratificante quando as tocamos. Poder dividir isso com o público vai a esferas inimagináveis”, diz Bonfá. “Foi uma grata surpresa ver as dimensões que isso tomou desde que iniciamos essa tour com as comemorações dos 30 anos do primeiro disco (Legião Urbana), que se confunde com o início da nossa carreira”, explica o baterista.

Para completar o time e celebrar esse cancioneiro se unem aos dois em cima do palco os músicos André Frateschi (voz), Lucas Vasconcellos (guitarra), Mauro Berman (contrabaixo) e Roberto Pollo (teclado).

Bonfá conta que, mesmo após a dissolução da Legião, não colocou as músicas do grupo de lado. “Nunca deixei de tocá-las nos shows onde interpreto meus discos solo também. A diferença está em dividir o palco com meu amigo-irmão Dado e com esses músicos novos que se tornaram parte da minha família”, diz.

O artista confessa que não tem um disco preferido, quando o assunto é a discografia da extinta banda. “Minha visão destas obras é bem diferente da do público, já que eu ajudei a criá-las. São carregadas de memórias pessoais que me fazem gostar de todas elas.”

Mas sobre os dois álbuns retratados no espetáculo, em particular, o artista explica que cada título pertence a uma fase muito significativa da banda e de seus integrantes, fases de transformações pessoais, do grupo e do País também. “Não tem como eu não considerar a relevância destas obras em um contexto universal”, afirma.

Quando questionado se acha que o álbum Que País É Este segue atual, Bonfá diz que as músicas da Legião são como oráculos e nunca vão deixar de ser contemporâneas. “Acredito que as únicas transformações possíveis e positivas para a nossa sociedade devem vir de uma profunda compreensão interior de si mesmo como indivíduo”, reflete.

Sobre o Grande ABC, ele diz que a região sempre esteve bastante ligada ao lado punk da Legião, ao seu contexto político, que está intrínseco no rock desde o início. “Mas o legal é que nunca fomos estigmatizados por isso, uma vez que a maioria das músicas da Legião fala de amor. Amor também é política”, encerra.

Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá –
Música. No Clube Atlético Aramaçan – Rua São Pedro, 345, em Santo André. Hoje, a partir das 23h30.<EM>Ingressos: R$ 60 a 180 (pelo site www.ticket360.com.br e bilheterias do espaço). 



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Ex-Legião Urbana, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá tocam hoje em Santo André

Miriam Gimenes

12/04/2019 | 07:56


Canções que marcaram gerações e que mesmo depois de pouco mais de três décadas de seus lançamentos seguem nos alto-falantes, conversam com a população e falam da realidade do País. É isso o que apresentam hoje Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), ambos ex-Legião Urbana, em Santo André, no palco do Clube Atlético Aramaçan, a partir das 23h30.

Há quatro anos a dupla retornou aos palcos para reviver temas da Legião Urbana, que era formada também pelo cantor e compositor Renato Russo (1960-1996). E no show atual eles apostam em canções de dois discos da antiga banda que se tornaram referências no rock nacional: Dois, lançado em 1986, e Que País é Este, de 1987. É deles que saltam temas como Faroeste Caboclo, Tempo Perdido, Quase Sem Querer e Que País é Este.

“Estas músicas têm uma força positiva muito grande e eu sinto que elas nos movem sempre na mesma direção, desde que as criamos. É uma mistura de sensações e emoções muito gratificante quando as tocamos. Poder dividir isso com o público vai a esferas inimagináveis”, diz Bonfá. “Foi uma grata surpresa ver as dimensões que isso tomou desde que iniciamos essa tour com as comemorações dos 30 anos do primeiro disco (Legião Urbana), que se confunde com o início da nossa carreira”, explica o baterista.

Para completar o time e celebrar esse cancioneiro se unem aos dois em cima do palco os músicos André Frateschi (voz), Lucas Vasconcellos (guitarra), Mauro Berman (contrabaixo) e Roberto Pollo (teclado).

Bonfá conta que, mesmo após a dissolução da Legião, não colocou as músicas do grupo de lado. “Nunca deixei de tocá-las nos shows onde interpreto meus discos solo também. A diferença está em dividir o palco com meu amigo-irmão Dado e com esses músicos novos que se tornaram parte da minha família”, diz.

O artista confessa que não tem um disco preferido, quando o assunto é a discografia da extinta banda. “Minha visão destas obras é bem diferente da do público, já que eu ajudei a criá-las. São carregadas de memórias pessoais que me fazem gostar de todas elas.”

Mas sobre os dois álbuns retratados no espetáculo, em particular, o artista explica que cada título pertence a uma fase muito significativa da banda e de seus integrantes, fases de transformações pessoais, do grupo e do País também. “Não tem como eu não considerar a relevância destas obras em um contexto universal”, afirma.

Quando questionado se acha que o álbum Que País É Este segue atual, Bonfá diz que as músicas da Legião são como oráculos e nunca vão deixar de ser contemporâneas. “Acredito que as únicas transformações possíveis e positivas para a nossa sociedade devem vir de uma profunda compreensão interior de si mesmo como indivíduo”, reflete.

Sobre o Grande ABC, ele diz que a região sempre esteve bastante ligada ao lado punk da Legião, ao seu contexto político, que está intrínseco no rock desde o início. “Mas o legal é que nunca fomos estigmatizados por isso, uma vez que a maioria das músicas da Legião fala de amor. Amor também é política”, encerra.

Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá –
Música. No Clube Atlético Aramaçan – Rua São Pedro, 345, em Santo André. Hoje, a partir das 23h30.<EM>Ingressos: R$ 60 a 180 (pelo site www.ticket360.com.br e bilheterias do espaço). 

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