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Bolsas da Europa fecham sem sinal único após BCE e com comércio no radar



10/04/2019 | 14:33


As principais bolsas da Europa fecharam sem sentido único nessa quarta-feira, 10, após o Banco Central Europeu (BCE) reiterar, em sua reunião de política monetária, que irá manter as principais taxas de juros inalteradas ao menos até o fim de 2019. Dados da indústria e do comércio no Reino Unido e as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia também tiveram impacto nos negócios. Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,26%, em 386,68 pontos.

A autoridade monetária da zona do euro manteve a taxa de refinanciamento em 0% e a de depósitos em -0,40%. No entanto, foi o tom dovish do presidente do BCE, Mario Draghi, que direcionou os negócios. De acordo com ele, ameaças protecionistas tendem a minar a confiança "de forma geral". Esses comentários foram feitos após Draghi ser questionado sobre a tentativa dos Estados Unidos de impor tarifas sobre US$ 11 bilhões em produtos da União Europeia.

A ampliação das tensões comerciais entre os EUA e a UE na terça, a partir da proposta do representante comercial americano, Robert Lighthizer, de impor tarifas a produtos europeus ainda mantém os investidores cautelosos diante do possível conflito comercial. A imprensa internacional noticiou que a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, disse, em evento em Tóquio, que a adoção das tarifas "seria a lei da selva, onde só os mais fortes sobreviveriam e, talvez, nem eles".

O tom cauteloso de Draghi e as tensões comerciais afetaram, principalmente, ações de instituições financeiras. O subíndice de bancos do Stoxx 600 fechou em queda de 0,30%, com perdas em importantes bancos, como o alemão Deutsche Bank (-0,73%), o italiano UniCredit (-0,92%) e os espanhóis Bankia (-1,90%) e BBVA (-0,97%). Na bolsa de Milão, o índice FTSE MIB fechou estável com 21.671,76 pontos e, na bolsa de Madri, o Ibex 35 terminou em queda de 0,01%, em 9.406,50.

No Reino Unido, os dados de indústria surpreenderam positivamente, após a produção superar a projeção de alta de 0,1% ao avançar 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro. Por outro lado, o déficit da balança comercial de bens foi de 14,1 bilhões de libras em fevereiro, mais acentuado do que o previsto pelo mercado (12,7 bilhões de libras). Na bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,05%, em 7.421,91 pontos. Por lá, ações ligadas a commodities exerceram pressão altista, enquanto os bancos, reagindo ao BCE, reforçaram o viés de queda. As mineradoras BHP e Rio Tinto subiram 0,22% e 0,98%, respectivamente, enquanto os bancos Barclays e HSBC terminaram o dia com perdas de 0,19% e 0,40%, também respectivamente.

Na bolsa de Paris, o índice CAC 40 fechou em alta de 0,25%, em 5.449,88 pontos e, na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 encerrou o pregão com a alta mais expressiva do dia, de 0,94%, em 5.325,09 pontos. Já em Frankfurt, o DAX subiu 0,47%, para 11.905,91 pontos.



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Bolsas da Europa fecham sem sinal único após BCE e com comércio no radar


10/04/2019 | 14:33


As principais bolsas da Europa fecharam sem sentido único nessa quarta-feira, 10, após o Banco Central Europeu (BCE) reiterar, em sua reunião de política monetária, que irá manter as principais taxas de juros inalteradas ao menos até o fim de 2019. Dados da indústria e do comércio no Reino Unido e as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia também tiveram impacto nos negócios. Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,26%, em 386,68 pontos.

A autoridade monetária da zona do euro manteve a taxa de refinanciamento em 0% e a de depósitos em -0,40%. No entanto, foi o tom dovish do presidente do BCE, Mario Draghi, que direcionou os negócios. De acordo com ele, ameaças protecionistas tendem a minar a confiança "de forma geral". Esses comentários foram feitos após Draghi ser questionado sobre a tentativa dos Estados Unidos de impor tarifas sobre US$ 11 bilhões em produtos da União Europeia.

A ampliação das tensões comerciais entre os EUA e a UE na terça, a partir da proposta do representante comercial americano, Robert Lighthizer, de impor tarifas a produtos europeus ainda mantém os investidores cautelosos diante do possível conflito comercial. A imprensa internacional noticiou que a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, disse, em evento em Tóquio, que a adoção das tarifas "seria a lei da selva, onde só os mais fortes sobreviveriam e, talvez, nem eles".

O tom cauteloso de Draghi e as tensões comerciais afetaram, principalmente, ações de instituições financeiras. O subíndice de bancos do Stoxx 600 fechou em queda de 0,30%, com perdas em importantes bancos, como o alemão Deutsche Bank (-0,73%), o italiano UniCredit (-0,92%) e os espanhóis Bankia (-1,90%) e BBVA (-0,97%). Na bolsa de Milão, o índice FTSE MIB fechou estável com 21.671,76 pontos e, na bolsa de Madri, o Ibex 35 terminou em queda de 0,01%, em 9.406,50.

No Reino Unido, os dados de indústria surpreenderam positivamente, após a produção superar a projeção de alta de 0,1% ao avançar 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro. Por outro lado, o déficit da balança comercial de bens foi de 14,1 bilhões de libras em fevereiro, mais acentuado do que o previsto pelo mercado (12,7 bilhões de libras). Na bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,05%, em 7.421,91 pontos. Por lá, ações ligadas a commodities exerceram pressão altista, enquanto os bancos, reagindo ao BCE, reforçaram o viés de queda. As mineradoras BHP e Rio Tinto subiram 0,22% e 0,98%, respectivamente, enquanto os bancos Barclays e HSBC terminaram o dia com perdas de 0,19% e 0,40%, também respectivamente.

Na bolsa de Paris, o índice CAC 40 fechou em alta de 0,25%, em 5.449,88 pontos e, na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 encerrou o pregão com a alta mais expressiva do dia, de 0,94%, em 5.325,09 pontos. Já em Frankfurt, o DAX subiu 0,47%, para 11.905,91 pontos.

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