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Consórcio aguarda Estado para indicar nomes a grupo da Linha 18

Helber Aggio/ Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitos do Grande ABC decidem esperar reunião com Alexandre Baldy para definir selecionados à comissão do projeto


Daniel Tossato
Vanessa Soares
do dgabc.com.br

10/04/2019 | 07:00


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC aguarda concretizar agenda com o secretário paulista de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para indicar nomes que irão participar do grupo de trabalho, criado pelo governo do Estado, e que analisa as alternativas possíveis para a viabilidade da Linha 18- Bronze do Metrô, que deve ligar a região à Capital. A afirmação foi feita durante coletiva ontem de manhã, após reunião dos prefeitos na sede da entidade.

O colegiado acredita que esse encontro com Baldy deve acontecer dentro do prazo de 15 dias. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estabeleceu período até junho para definir o modal que vai operar no projeto, que tem contrato assinado desde 2014, mas sem avanço concreto. As desapropriações continuam sendo entrave para início das obras.

O presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou que a decisão partiu de deliberação entre os colegas que compõem o colegiado e seria um resguardo para “respeitar” o diálogo – a reunião não tem data para ocorrer, mas foi protocolado ontem um pedido. “A gente deliberou (sobre a seleção dos nomes) que, antes da escolha, para entender o funcionamento deste grupo (estadual) que foi criado no governo, o diálogo inicial, até por uma questão de hierarquia e respeito, (seria) com o secretário Baldy”, pontuou Paulo Serra.

O prefeito andreense alegou, na semana passada, que colocaria em votação na assembleia de ontem o pleito da indicação de dois nomes ao comitê. Apesar de o governador, inicialmente, formatar a composição da comissão apenas por técnicos da gestão paulista, recentemente, o mandatário do Palácio dos Bandeirantes admitiu que o grupo de estudo poderá contar com apoio de outras instituições. “Nesta primeira reunião os prefeitos de Santo André, São Bernardo e São Caetano vão com certeza. As outras cidades foram convidadas a participar, porém iremos aguardar um retorno do secretário Baldy para nós falarmos deste tema”, discorreu o tucano.

A intenção é que o secretário de Transportes Metropolitanos receba os prefeitos para oficializar as recentes declarações de João Doria. Anteontem, enquanto realizava inauguração de uma estação da Linha 5 – Lilás do Metrô, o governador sinalizou que poderá modificar o formato da Linha 18, alegando que o modelo pensado pelas gestões passadas era um equívoco, mas não deixou claro qual seria modal viável.

O Consórcio deve selecionar ao comitê o nome de um dos prefeitos e outro do GT (Grupo de Trabalho) de Mobilidade. Doria deu 90 dias para definir o modal a ser utilizado.

A assembleia do Consórcio voltou a contabilizar a presença de todas as cidades. O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), participou da reunião após quase um ano sem ir às reuniões do colegiado. Auricchio é justamente um dos únicos prefeitos a defender abertamente o monotrilho, declarando que a escolha pelo BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) seria retrocesso. “Estamos na expectativa de que o projeto original seja confirmado, no sentido de proporcionar, inclusive, investimento capaz de fazer alavancar o desenvolvimento e a valorização do Grande ABC como um todo. É projeto fundamental, pilar de crescimento para São Caetano e região.”

Entidade trabalha com três possibilidades para o projeto

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, pontuou que a entidade não tem preferência por nenhum modelo e trabalha com três opções para a Linha 18-Bronze, que ligará municípios da região à Capital. Entre as alternativas está o monotrilho, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e o BRT. “Os prefeitos têm a preferência que a Linha 18 saia do papel.”

O tucano alegou que não vê outra saída além das opções defendidas pelo Consórcio. “É em cima dessas propostas que a gente vai entender viabilidade, prazos, tempo de execução, potencial de capacidade e qualidade e velocidade de viagem”, ponderou.

Os demais prefeitos da região concordam que, independentemente do modal, os munícipes só têm a ganhar com a Linha 18. Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) citou a importância em esperar o posicionamento oficial do governador sobre o assunto. “O que não vou permitir é que a população do Grande ABC fique desconectado da Capital. Para Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, a ligação direta com a Capital é necessidade. “O importante é o que o Grande ABC tem a ganhar com isso. Principalmente recuperar a questão da industrialização, que é tema muito debatido. Vamos poder atrair as indústrias novamente e impulsionar a economia.”

Gabriel Maranhão (PPS), de Rio Grande da Serra, alegou que é preciso encontrar meio-termo que atenda à população e caiba nos recursos do Estado. “Tem que ser eficiente para quem mora no Grande ABC.” Adler Kiko Teixeira (PSB), de Ribeirão Pires, acredita que o Grande ABC comporta bem a opção de BRT. “Não seria retrocesso (escolher o BRT), mas não posso ser leviano nessa afirmação, já que não tenho números para defender meu ponto de vista. Se o governador está acenando possível mudança no formato é porque ele deve ter feito muito estudo técnico.”

Dissidentes acertam pagamento de dívida

Diante de dívidas acumuladas junto à entidade, o Consórcio aprovou o parcelamento dos débitos municipais em até 200 prestações, com atualização monetária, e encaminhamento desse acordo para apreciação das câmaras.

O número beneficiou, principalmente, Diadema, com caso mais simbólico, que assinou o termo se comprometendo a saldar o passivo, em torno de R$ 10 milhões, em 200 parcelas, sem multas ou juros. A maior parte dos municípios tem pendência, mas de valor bem inferior.

Diadema estava fora desde julho de 2017 e era a única cidade a ter saído efetivamente do colegiado. O passivo foi parar, à época, na Justiça, por isso, o caso é tratado de forma especial. Entre as cidades que ensaiaram a retirada do Consórcio, Rio Grande da Serra formalizou retorno e São Caetano aguarda lei ser aprovada pelo Legislativo para concretizar a volta.

A aprovação do índice de 0,15% do rateio dos Executivos junto ao Consórcio também está prestes a ser votado. A fatia faz parte da nova estrutura da entidade e ajudaria a reagrupar as cidades que acabaram se desligando do colegiado. Esse repasse, até o ano passado, era 0,17%.

Um dos principais itens da retomada do diálogo regional, a construção do Piscinão Jaboticabal voltou a ser tema de discussão. A assembleia deliberou que será enviado ofício ao Estado para ter acesso ao cronograma de ações em relação ao andamento do projeto. 



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Consórcio aguarda Estado para indicar nomes a grupo da Linha 18

Prefeitos do Grande ABC decidem esperar reunião com Alexandre Baldy para definir selecionados à comissão do projeto

Daniel Tossato
Vanessa Soares
do dgabc.com.br

10/04/2019 | 07:00


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC aguarda concretizar agenda com o secretário paulista de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para indicar nomes que irão participar do grupo de trabalho, criado pelo governo do Estado, e que analisa as alternativas possíveis para a viabilidade da Linha 18- Bronze do Metrô, que deve ligar a região à Capital. A afirmação foi feita durante coletiva ontem de manhã, após reunião dos prefeitos na sede da entidade.

O colegiado acredita que esse encontro com Baldy deve acontecer dentro do prazo de 15 dias. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estabeleceu período até junho para definir o modal que vai operar no projeto, que tem contrato assinado desde 2014, mas sem avanço concreto. As desapropriações continuam sendo entrave para início das obras.

O presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou que a decisão partiu de deliberação entre os colegas que compõem o colegiado e seria um resguardo para “respeitar” o diálogo – a reunião não tem data para ocorrer, mas foi protocolado ontem um pedido. “A gente deliberou (sobre a seleção dos nomes) que, antes da escolha, para entender o funcionamento deste grupo (estadual) que foi criado no governo, o diálogo inicial, até por uma questão de hierarquia e respeito, (seria) com o secretário Baldy”, pontuou Paulo Serra.

O prefeito andreense alegou, na semana passada, que colocaria em votação na assembleia de ontem o pleito da indicação de dois nomes ao comitê. Apesar de o governador, inicialmente, formatar a composição da comissão apenas por técnicos da gestão paulista, recentemente, o mandatário do Palácio dos Bandeirantes admitiu que o grupo de estudo poderá contar com apoio de outras instituições. “Nesta primeira reunião os prefeitos de Santo André, São Bernardo e São Caetano vão com certeza. As outras cidades foram convidadas a participar, porém iremos aguardar um retorno do secretário Baldy para nós falarmos deste tema”, discorreu o tucano.

A intenção é que o secretário de Transportes Metropolitanos receba os prefeitos para oficializar as recentes declarações de João Doria. Anteontem, enquanto realizava inauguração de uma estação da Linha 5 – Lilás do Metrô, o governador sinalizou que poderá modificar o formato da Linha 18, alegando que o modelo pensado pelas gestões passadas era um equívoco, mas não deixou claro qual seria modal viável.

O Consórcio deve selecionar ao comitê o nome de um dos prefeitos e outro do GT (Grupo de Trabalho) de Mobilidade. Doria deu 90 dias para definir o modal a ser utilizado.

A assembleia do Consórcio voltou a contabilizar a presença de todas as cidades. O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), participou da reunião após quase um ano sem ir às reuniões do colegiado. Auricchio é justamente um dos únicos prefeitos a defender abertamente o monotrilho, declarando que a escolha pelo BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) seria retrocesso. “Estamos na expectativa de que o projeto original seja confirmado, no sentido de proporcionar, inclusive, investimento capaz de fazer alavancar o desenvolvimento e a valorização do Grande ABC como um todo. É projeto fundamental, pilar de crescimento para São Caetano e região.”

Entidade trabalha com três possibilidades para o projeto

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, pontuou que a entidade não tem preferência por nenhum modelo e trabalha com três opções para a Linha 18-Bronze, que ligará municípios da região à Capital. Entre as alternativas está o monotrilho, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e o BRT. “Os prefeitos têm a preferência que a Linha 18 saia do papel.”

O tucano alegou que não vê outra saída além das opções defendidas pelo Consórcio. “É em cima dessas propostas que a gente vai entender viabilidade, prazos, tempo de execução, potencial de capacidade e qualidade e velocidade de viagem”, ponderou.

Os demais prefeitos da região concordam que, independentemente do modal, os munícipes só têm a ganhar com a Linha 18. Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) citou a importância em esperar o posicionamento oficial do governador sobre o assunto. “O que não vou permitir é que a população do Grande ABC fique desconectado da Capital. Para Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, a ligação direta com a Capital é necessidade. “O importante é o que o Grande ABC tem a ganhar com isso. Principalmente recuperar a questão da industrialização, que é tema muito debatido. Vamos poder atrair as indústrias novamente e impulsionar a economia.”

Gabriel Maranhão (PPS), de Rio Grande da Serra, alegou que é preciso encontrar meio-termo que atenda à população e caiba nos recursos do Estado. “Tem que ser eficiente para quem mora no Grande ABC.” Adler Kiko Teixeira (PSB), de Ribeirão Pires, acredita que o Grande ABC comporta bem a opção de BRT. “Não seria retrocesso (escolher o BRT), mas não posso ser leviano nessa afirmação, já que não tenho números para defender meu ponto de vista. Se o governador está acenando possível mudança no formato é porque ele deve ter feito muito estudo técnico.”

Dissidentes acertam pagamento de dívida

Diante de dívidas acumuladas junto à entidade, o Consórcio aprovou o parcelamento dos débitos municipais em até 200 prestações, com atualização monetária, e encaminhamento desse acordo para apreciação das câmaras.

O número beneficiou, principalmente, Diadema, com caso mais simbólico, que assinou o termo se comprometendo a saldar o passivo, em torno de R$ 10 milhões, em 200 parcelas, sem multas ou juros. A maior parte dos municípios tem pendência, mas de valor bem inferior.

Diadema estava fora desde julho de 2017 e era a única cidade a ter saído efetivamente do colegiado. O passivo foi parar, à época, na Justiça, por isso, o caso é tratado de forma especial. Entre as cidades que ensaiaram a retirada do Consórcio, Rio Grande da Serra formalizou retorno e São Caetano aguarda lei ser aprovada pelo Legislativo para concretizar a volta.

A aprovação do índice de 0,15% do rateio dos Executivos junto ao Consórcio também está prestes a ser votado. A fatia faz parte da nova estrutura da entidade e ajudaria a reagrupar as cidades que acabaram se desligando do colegiado. Esse repasse, até o ano passado, era 0,17%.

Um dos principais itens da retomada do diálogo regional, a construção do Piscinão Jaboticabal voltou a ser tema de discussão. A assembleia deliberou que será enviado ofício ao Estado para ter acesso ao cronograma de ações em relação ao andamento do projeto. 

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