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Bolsas de NY fecham em baixa com projeções do FMI e de olho em comércio EUA-UE



09/04/2019 | 18:27


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 9, pressionadas pela publicação do relatório Perspectiva Econômica Mundial, elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), apresentado em Washington, e também pelo agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,72%, aos 26.150,58 pontos, assim como o S&P 500, que perdeu 0,61%, aos 2.787,20 pontos. O índice eletrônico Nasdaq também fechou o pregão em território negativo, em queda de 0,56%, aos 7.909,28 pontos.

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, afirmou que a economia dos Estados Unidos vai desacelerar em 2019 por conta da perda de força do estímulo fiscal adotado no governo do presidente americano, Donald Trump. O Fundo reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA este ano de 2,5% para 2,3%, mas elevou a estimativa de expansão da economia americana em 2020 de 1,8% para 1,9%.

A instituição também diminuiu a projeção do crescimento global este ano, de 3,5% previstos em janeiro para 3,3%. De acordo com Gita, os países que apresentarão desaceleração neste ano correspondem a 70% do PIB mundial, com dois terços da redução da velocidade do crescimento vindo do menor vigor de países avançados, com destaque para os EUA e a UE.

Além da cautela com o desaquecimento econômico mundial, os agentes também monitoraram a possibilidade de tarifas americanas serem impostas sobre produtos europeus. Nesta terça-feira, Trump disse que a Organização Mundial do Comércio (OMC) constatou que os subsídios da UE à empresa francesa Airbus "impactaram negativamente" os EUA, que agora pretendem aplicar tarifas sobre US$ 11 bilhões em bens do bloco comum. Segundo Trump, que comentou o caso no Twitter, a UE se aproveita dos EUA no comércio há anos. "Isso em breve vai acabar!", acrescentou, na rede social. O ADR da Airbus negociado na Bolsa de Nova York fechou em queda de 1,82%.

Setor mais prejudicado por ambientes comerciais adversos que envolvem os EUA, o subíndice industrial do S&P 500 fechou em queda de 1,40%, afetado, principalmente, pela baixa de 2,48% dos papéis da Caterpillar. Boeing (-1,46%), 3M (-1,42%) e Lockheed Martin (-0,97%) também contribuíram para as perdas.

Para a estrategista-sênior de mercado da Voya Investment Management, Karen Cavanaugh, "essa ameaça de tarifa foi o que pressionou os mercados, pois nesse período pré-balanços sem grandes informações sobre as companhias, qualquer notícia pode movimentar as ações até termos algo mais substancial para nos guiar". Nesse contexto, os investidores ficaram menos atraídos por ações, tendo em vista que os mercados acionários europeus fecharam em queda à medida que houve busca por menor risco. (Com informações da Dow Jones Newswires)



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Bolsas de NY fecham em baixa com projeções do FMI e de olho em comércio EUA-UE


09/04/2019 | 18:27


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 9, pressionadas pela publicação do relatório Perspectiva Econômica Mundial, elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), apresentado em Washington, e também pelo agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,72%, aos 26.150,58 pontos, assim como o S&P 500, que perdeu 0,61%, aos 2.787,20 pontos. O índice eletrônico Nasdaq também fechou o pregão em território negativo, em queda de 0,56%, aos 7.909,28 pontos.

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, afirmou que a economia dos Estados Unidos vai desacelerar em 2019 por conta da perda de força do estímulo fiscal adotado no governo do presidente americano, Donald Trump. O Fundo reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA este ano de 2,5% para 2,3%, mas elevou a estimativa de expansão da economia americana em 2020 de 1,8% para 1,9%.

A instituição também diminuiu a projeção do crescimento global este ano, de 3,5% previstos em janeiro para 3,3%. De acordo com Gita, os países que apresentarão desaceleração neste ano correspondem a 70% do PIB mundial, com dois terços da redução da velocidade do crescimento vindo do menor vigor de países avançados, com destaque para os EUA e a UE.

Além da cautela com o desaquecimento econômico mundial, os agentes também monitoraram a possibilidade de tarifas americanas serem impostas sobre produtos europeus. Nesta terça-feira, Trump disse que a Organização Mundial do Comércio (OMC) constatou que os subsídios da UE à empresa francesa Airbus "impactaram negativamente" os EUA, que agora pretendem aplicar tarifas sobre US$ 11 bilhões em bens do bloco comum. Segundo Trump, que comentou o caso no Twitter, a UE se aproveita dos EUA no comércio há anos. "Isso em breve vai acabar!", acrescentou, na rede social. O ADR da Airbus negociado na Bolsa de Nova York fechou em queda de 1,82%.

Setor mais prejudicado por ambientes comerciais adversos que envolvem os EUA, o subíndice industrial do S&P 500 fechou em queda de 1,40%, afetado, principalmente, pela baixa de 2,48% dos papéis da Caterpillar. Boeing (-1,46%), 3M (-1,42%) e Lockheed Martin (-0,97%) também contribuíram para as perdas.

Para a estrategista-sênior de mercado da Voya Investment Management, Karen Cavanaugh, "essa ameaça de tarifa foi o que pressionou os mercados, pois nesse período pré-balanços sem grandes informações sobre as companhias, qualquer notícia pode movimentar as ações até termos algo mais substancial para nos guiar". Nesse contexto, os investidores ficaram menos atraídos por ações, tendo em vista que os mercados acionários europeus fecharam em queda à medida que houve busca por menor risco. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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