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Religiosos consideram que Metrô ampliaria a participação de fiéis

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Representantes acreditam que modal facilita acesso de moradores da Capital à região


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


O projeto da Linha 18-Bronze do Metrô, que prevê ligação entre o Grande ABC e a Capital pelo sistema de monotrilho, é considerado a melhor opção para atender os fiéis de religiões como o islamismo, judaísmo, umbanda e cristianismo evangélico. Conforme os líderes das diferentes doutrinas, o modal ampliaria a participação das pessoas, principalmente as que residem fora da região, nas celebrações e eventos.

Co-pastor da Igreja Evangélica Por Amor, Paulo Kagawa observa que o culto realizado aos domingos em São Caetano recebe cerca de 1.400 pessoas entre moradores da região, Capital, Guarulhos e Mairiporã, no Interior. “Nossa Igreja vai mudar para o bairro Cerâmica e o projeto prevê que o monotrilho passe pela Avenida Guido Aliberti, o que beneficiaria, e muito, o acesso de nossos fiéis, que se deslocam de locais distintos.”

O posicionamento do rabino da Associação Religiosa Israelita de Santo André, Josef Tawil, não é diferente. “Sem dúvida nenhuma o Metrô iria facilitar muito mais o transporte. É muito bom que tenhamos monotrilho, que é melhor também para as pessoas virem à nossa região, sejam às suas entidades religiosas ou a passeio.”

Tawil considera que o acesso fácil às cidades do Grande ABC é necessário, tendo em vista os crescimentos econômico, populacional e social. “O mínimo é ter linha de Metrô que venha até a região e não depender só de trens e de ônibus. Hoje, as pessoas que moram na Capital pensam duas vezes antes de vir para cá, já que, além do problema do trânsito, o transporte público está sempre lotado.”

Para o sheikh Jihad Hammadeh, vice-presidente da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas), com sede em São Bernardo, os governantes deveriam abrir diálogo com líderes, não só religiosos, mas representantes de todas as frentes, para que possam contribuir no entendimento do que é melhor para a população, além de dar “voz ao povo”. “Qualquer meio de transporte de qualidade que ligue a região à Capital é importante, em especial, se for rápido e facilitar o ir e vir, proposta do Metrô.” Hammadeh observa ainda que a modernização do sistema de transporte da região não pode ser protelada. “Não vejo outra alternativa para alavancar o transporte público regional que não seja o Metrô.”

Embora afirme ser cético em relação ao projeto, tendo em vista a demora para que saia do papel, o presidente da Federação de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros de Diadema, Cássio Ribeiro, ressalta que o Metrô seria o modelo de transporte ideal à região. “As cidades crescem, e foi o que aconteceu aqui no Grande ABC. A instalação do Metrô é o programa completo que a população precisa.”

Anunciada em 2014, a da Linha 18 – que seria feita via PPP (Parceria Público-Privada) – previa monotrilho saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. No entanto, com a dificuldade de executar a obra, alternativas como BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) estão sendo consideradas pelo governo do Estado. A decisão será anunciada em junho, conforme o governador João Doria (PSDB). 

Modal também é defendido pelo bispo de Santo André

A campanha pelo Metrô no Grande ABC vem ganhando cada vez mais adeptos. O bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini também já declarou ao Diário que é a favor do projeto.

O líder da Igreja Católica foi enfático ao destacar os benefícios do modal em comparação ao BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus), uma das alternativas ventiladas pelo governo do Estado.

Vice-presidente em ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) considera que a possível troca do modal pelo BRT representa retrocesso financeiro e de tempo à região.

A manutenção do projeto que prevê a Linha 18 é defendida também pelos deputados estaduais com base nas sete cidades, Teonilio Barba (PT), Luiz Fernando Teixeira (PT), ambos de São Bernardo, e Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, bem como pelas subsecções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santo André e São Caetano, e pelas associações comerciais, industriais e empresariais do Grande ABC.

Dirigentes das regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) nas sete cidades, líderes do movimento sindical da região e representantes de clubes de futebol da região também apoiam o Metrô.



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Religiosos consideram que Metrô ampliaria a participação de fiéis

Representantes acreditam que modal facilita acesso de moradores da Capital à região

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


O projeto da Linha 18-Bronze do Metrô, que prevê ligação entre o Grande ABC e a Capital pelo sistema de monotrilho, é considerado a melhor opção para atender os fiéis de religiões como o islamismo, judaísmo, umbanda e cristianismo evangélico. Conforme os líderes das diferentes doutrinas, o modal ampliaria a participação das pessoas, principalmente as que residem fora da região, nas celebrações e eventos.

Co-pastor da Igreja Evangélica Por Amor, Paulo Kagawa observa que o culto realizado aos domingos em São Caetano recebe cerca de 1.400 pessoas entre moradores da região, Capital, Guarulhos e Mairiporã, no Interior. “Nossa Igreja vai mudar para o bairro Cerâmica e o projeto prevê que o monotrilho passe pela Avenida Guido Aliberti, o que beneficiaria, e muito, o acesso de nossos fiéis, que se deslocam de locais distintos.”

O posicionamento do rabino da Associação Religiosa Israelita de Santo André, Josef Tawil, não é diferente. “Sem dúvida nenhuma o Metrô iria facilitar muito mais o transporte. É muito bom que tenhamos monotrilho, que é melhor também para as pessoas virem à nossa região, sejam às suas entidades religiosas ou a passeio.”

Tawil considera que o acesso fácil às cidades do Grande ABC é necessário, tendo em vista os crescimentos econômico, populacional e social. “O mínimo é ter linha de Metrô que venha até a região e não depender só de trens e de ônibus. Hoje, as pessoas que moram na Capital pensam duas vezes antes de vir para cá, já que, além do problema do trânsito, o transporte público está sempre lotado.”

Para o sheikh Jihad Hammadeh, vice-presidente da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas), com sede em São Bernardo, os governantes deveriam abrir diálogo com líderes, não só religiosos, mas representantes de todas as frentes, para que possam contribuir no entendimento do que é melhor para a população, além de dar “voz ao povo”. “Qualquer meio de transporte de qualidade que ligue a região à Capital é importante, em especial, se for rápido e facilitar o ir e vir, proposta do Metrô.” Hammadeh observa ainda que a modernização do sistema de transporte da região não pode ser protelada. “Não vejo outra alternativa para alavancar o transporte público regional que não seja o Metrô.”

Embora afirme ser cético em relação ao projeto, tendo em vista a demora para que saia do papel, o presidente da Federação de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros de Diadema, Cássio Ribeiro, ressalta que o Metrô seria o modelo de transporte ideal à região. “As cidades crescem, e foi o que aconteceu aqui no Grande ABC. A instalação do Metrô é o programa completo que a população precisa.”

Anunciada em 2014, a da Linha 18 – que seria feita via PPP (Parceria Público-Privada) – previa monotrilho saindo de Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André. No entanto, com a dificuldade de executar a obra, alternativas como BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) estão sendo consideradas pelo governo do Estado. A decisão será anunciada em junho, conforme o governador João Doria (PSDB). 

Modal também é defendido pelo bispo de Santo André

A campanha pelo Metrô no Grande ABC vem ganhando cada vez mais adeptos. O bispo da Diocese de Santo André – responsável pelas sete cidades –, dom Pedro Carlos Cipollini também já declarou ao Diário que é a favor do projeto.

O líder da Igreja Católica foi enfático ao destacar os benefícios do modal em comparação ao BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus), uma das alternativas ventiladas pelo governo do Estado.

Vice-presidente em ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) considera que a possível troca do modal pelo BRT representa retrocesso financeiro e de tempo à região.

A manutenção do projeto que prevê a Linha 18 é defendida também pelos deputados estaduais com base nas sete cidades, Teonilio Barba (PT), Luiz Fernando Teixeira (PT), ambos de São Bernardo, e Thiago Auricchio (PR), de São Caetano, bem como pelas subsecções da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santo André e São Caetano, e pelas associações comerciais, industriais e empresariais do Grande ABC.

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