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Licitações privilegiam ônibus elétricos no transporte municipal

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Única companhia nacional a fabricar modelos é de empresários que atuam no setor da região


Daniel Macário
do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


A Eletra, que pertence aos irmãos são-bernardenses Maria Beatriz e João Antônio Setti Braga, pode ser beneficiada pelos resultados de licitações do transporte público em Santo André e São Bernardo. A empresa é a única com capital 100% nacional especializada na produção de ônibus elétricos, veículos exigidos nos certames que estão em andamento nos dois municípios.

Com sede em São Bernardo, onde o grupo empresarial a que pertence opera o transporte público municipal em lote único, exceção entre as grandes cidades, como o Diário mostrou no sábado, a Eletra disputa mercado com empresas multinacionais, como a chinesa BYD, a sueca Volvo e a alemã Mercedes-Benz.

Pioneira na fabricação de ônibus elétricos no Brasil – desde 1988 –, a Eletra tinha, até o início de março, apenas 400 veículos em operação, a maioria deles rodando na cidade de São Paulo e região, além de ter emplacado exportação para Argentina e Nova Zelândia. A companhia também fabrica os trólebus que circulam no Corredor ABD, serviço explorado pela Metra, outra empresa da família Setti Braga.

Os municípios argumentam que a exigência por veículos híbridos integram as políticas públicas para redução da poluição do ar. Em Santo André, porém, a preocupação só foi tomada depois que o Ministério Público fez recomendação à SATrans, autarquia responsável pelo transporte municipal.

Em 23 de julho, quatro dias antes da data marcada para a abertura das propostas, o promotor Marcelo Nunes solicitou ao governo andreense que realizasse adequações no edital de subconcessão do sistema de transporte da Vila Luzita com o objetivo de ampliar as medidas de responsabilidade ambiental.

Em São Bernardo, onde o serviço de transporte público é atualmente explorado pela SBCTrans, mais uma empresa do grupo que controla a Eletra, a obrigação do vencedor em colocar ônibus elétricos para transportar passageiros consta desde o início no edital.

Em Santo André, a expectativa é a de que a mudança dos ônibus com motor a diesel para coletivos híbridos ocorra gradativamente até que, em 2039, o índice seja zero no lote de veículos que circulam na região da Vila Luzita. Na vizinha São Bernardo, a substituição gradativa dos modelos atuais deverá ser concluída em prazo de até 20 anos.

Estudo feito, no ano passado, pelo Instituto de Saúde e Sustentabilidade em parceria com a Escola Paulista de Medicina. mostra que se os níveis de poluição urbana no Estado permanecerem os mesmos, até 2025 é estimada a morte de 18 pessoas por dia na Região Metropolitana em razão de complicações provocadas pela inalação de substâncias nocivas à saúde. 

Processos licitatórios devem ser encerrados no 2º semestre

Apresentadas à população nos últimos meses, as duas concorrências que irão definir as empresas responsáveis pelo transporte público da Vila Luzita, em Santo André, e do lote único de São Bernardo, devem conhecer seus vencedores ainda no segundo semestre deste ano. 

Em Santo André, onde o edital deve ser republicado neste mês após ter sido paralisado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo, a expectativa é a de que o certame seja finalizado até dezembro. Exigência administrativa após a Prefeitura contratar, em caráter emergencial, em outubro de 2016, a Suzantur para operar coletivos no município em substituição à Expresso Guarará, que entrou com processo de falência, a licitação para subconcessão de linhas de ônibus da Vila Luzita se arrasta há quase dois anos.

Em São Bernardo, a previsão é a de que o Paço faça abertura das propostas dos interessados no dia 9 de maio. A conclusão do certame ocorrerá no prazo de 45 dias, com início de operação prevista entre o segundo semestre de 2019 e começo de 2020.



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Licitações privilegiam ônibus elétricos no transporte municipal

Única companhia nacional a fabricar modelos é de empresários que atuam no setor da região

Daniel Macário
do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


A Eletra, que pertence aos irmãos são-bernardenses Maria Beatriz e João Antônio Setti Braga, pode ser beneficiada pelos resultados de licitações do transporte público em Santo André e São Bernardo. A empresa é a única com capital 100% nacional especializada na produção de ônibus elétricos, veículos exigidos nos certames que estão em andamento nos dois municípios.

Com sede em São Bernardo, onde o grupo empresarial a que pertence opera o transporte público municipal em lote único, exceção entre as grandes cidades, como o Diário mostrou no sábado, a Eletra disputa mercado com empresas multinacionais, como a chinesa BYD, a sueca Volvo e a alemã Mercedes-Benz.

Pioneira na fabricação de ônibus elétricos no Brasil – desde 1988 –, a Eletra tinha, até o início de março, apenas 400 veículos em operação, a maioria deles rodando na cidade de São Paulo e região, além de ter emplacado exportação para Argentina e Nova Zelândia. A companhia também fabrica os trólebus que circulam no Corredor ABD, serviço explorado pela Metra, outra empresa da família Setti Braga.

Os municípios argumentam que a exigência por veículos híbridos integram as políticas públicas para redução da poluição do ar. Em Santo André, porém, a preocupação só foi tomada depois que o Ministério Público fez recomendação à SATrans, autarquia responsável pelo transporte municipal.

Em 23 de julho, quatro dias antes da data marcada para a abertura das propostas, o promotor Marcelo Nunes solicitou ao governo andreense que realizasse adequações no edital de subconcessão do sistema de transporte da Vila Luzita com o objetivo de ampliar as medidas de responsabilidade ambiental.

Em São Bernardo, onde o serviço de transporte público é atualmente explorado pela SBCTrans, mais uma empresa do grupo que controla a Eletra, a obrigação do vencedor em colocar ônibus elétricos para transportar passageiros consta desde o início no edital.

Em Santo André, a expectativa é a de que a mudança dos ônibus com motor a diesel para coletivos híbridos ocorra gradativamente até que, em 2039, o índice seja zero no lote de veículos que circulam na região da Vila Luzita. Na vizinha São Bernardo, a substituição gradativa dos modelos atuais deverá ser concluída em prazo de até 20 anos.

Estudo feito, no ano passado, pelo Instituto de Saúde e Sustentabilidade em parceria com a Escola Paulista de Medicina. mostra que se os níveis de poluição urbana no Estado permanecerem os mesmos, até 2025 é estimada a morte de 18 pessoas por dia na Região Metropolitana em razão de complicações provocadas pela inalação de substâncias nocivas à saúde. 

Processos licitatórios devem ser encerrados no 2º semestre

Apresentadas à população nos últimos meses, as duas concorrências que irão definir as empresas responsáveis pelo transporte público da Vila Luzita, em Santo André, e do lote único de São Bernardo, devem conhecer seus vencedores ainda no segundo semestre deste ano. 

Em Santo André, onde o edital deve ser republicado neste mês após ter sido paralisado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo, a expectativa é a de que o certame seja finalizado até dezembro. Exigência administrativa após a Prefeitura contratar, em caráter emergencial, em outubro de 2016, a Suzantur para operar coletivos no município em substituição à Expresso Guarará, que entrou com processo de falência, a licitação para subconcessão de linhas de ônibus da Vila Luzita se arrasta há quase dois anos.

Em São Bernardo, a previsão é a de que o Paço faça abertura das propostas dos interessados no dia 9 de maio. A conclusão do certame ocorrerá no prazo de 45 dias, com início de operação prevista entre o segundo semestre de 2019 e começo de 2020.

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