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Paulo Serra irá pleitear à Sabesp até R$ 700 mi

Ricardo Trida/20/1/17 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em acordo, montante será utilizado para investimento na rede de distribuição; perda chega a 42%


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


Depois de concretizar termo de protocolo de intenções, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), admitiu que irá propor à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) investimento da ordem até R$ 700 milhões para modernizar a rede de distribuição de água da cidade. Segundo o tucano, o equipamento antigo atual é o principal gerador de perda de água, com vazamentos que desperdiçam cerca de 42% do volume adquirido por metro cúbico no atacado da própria empresa estatal.

O governo, por meio do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), avalia que o montante necessário para realizar a reforma da rede deve variar de R$ 500 a R$ 700 milhões. Esse item tende a integrar a lista de pleitos do Paço para encaminhar acordo com a Sabesp, que cobra dívida de R$ 3,4 bilhões do munícipio – quantia referente à diferença do valor da tarifa em relação ao que foi efetivamente quitado.

Paulo Serra pontuou que há necessidade de investimento na tubulação da cidade para que se possa garantir a qualidade do abastecimento. Santo André tem sofrido com períodos de falta d’água. O problema havia diminuído, mas voltou à tona no início do verão deste ano. Por isso, a ideia do prefeito é a de incluir esse debate nas tratativas com a Sabesp. “A falta de água está ligada a perdas e nós perdemos 42% da água (na rede). E não se pode aumentar a pressão, pois a água vaza. Nossa rede é antiga”, alegou o tucano.

O passivo contraído, que se arrasta desde a década de 1990, é um dos principais fatores que influenciam a falta de investimentos nas tubulações. “Essa dívida inviabilizou os investimentos nos últimos 20 anos, então não se investiu na rede. Temos um plano de investimento pronto e essa parceria vai, se consolidada, sem dúvida, materializar isso.”

No mês passado, a administração tucana assinou um protocolo de intenções com a Sabesp. Foi o primeiro passo para tentar elaborar proposta que possa equacionar esse impasse no que tange a dívida bilionária da autarquia municipal com a entidade estatal. Uma das opções estudadas seria realizar gestão compartilhada junto à Sabesp. Segundo o prefeito, todos os empregos do Semasa – cerca de 1.000 – estariam garantidos, independentemente, do modelo adotado. O Paço pretende finalizar as negociações com a companhia neste primeiro semestre.

A proposta para a utilização dos recursos é a troca de tubulações e a ligação de mais ramais que possam alcançar as comunidades mais afastadas. Paulo Serra reconheceu que ainda existem pontos que recebem água por meio de caminhões-pipa, como no Parque Andreense e o Recreio da Borda do Campo. “Não vou deixar, na minha gestão, que famílias dependam de caminhões-pipa. Não tem sentido as famílias dependerem disso. Essa melhoria para a gente levar água para áreas específicas depende de capacidade maior de vazão, que não se pode realizar devido a rede antiga.”



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Paulo Serra irá pleitear à Sabesp até R$ 700 mi

Em acordo, montante será utilizado para investimento na rede de distribuição; perda chega a 42%

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

08/04/2019 | 07:00


Depois de concretizar termo de protocolo de intenções, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), admitiu que irá propor à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) investimento da ordem até R$ 700 milhões para modernizar a rede de distribuição de água da cidade. Segundo o tucano, o equipamento antigo atual é o principal gerador de perda de água, com vazamentos que desperdiçam cerca de 42% do volume adquirido por metro cúbico no atacado da própria empresa estatal.

O governo, por meio do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), avalia que o montante necessário para realizar a reforma da rede deve variar de R$ 500 a R$ 700 milhões. Esse item tende a integrar a lista de pleitos do Paço para encaminhar acordo com a Sabesp, que cobra dívida de R$ 3,4 bilhões do munícipio – quantia referente à diferença do valor da tarifa em relação ao que foi efetivamente quitado.

Paulo Serra pontuou que há necessidade de investimento na tubulação da cidade para que se possa garantir a qualidade do abastecimento. Santo André tem sofrido com períodos de falta d’água. O problema havia diminuído, mas voltou à tona no início do verão deste ano. Por isso, a ideia do prefeito é a de incluir esse debate nas tratativas com a Sabesp. “A falta de água está ligada a perdas e nós perdemos 42% da água (na rede). E não se pode aumentar a pressão, pois a água vaza. Nossa rede é antiga”, alegou o tucano.

O passivo contraído, que se arrasta desde a década de 1990, é um dos principais fatores que influenciam a falta de investimentos nas tubulações. “Essa dívida inviabilizou os investimentos nos últimos 20 anos, então não se investiu na rede. Temos um plano de investimento pronto e essa parceria vai, se consolidada, sem dúvida, materializar isso.”

No mês passado, a administração tucana assinou um protocolo de intenções com a Sabesp. Foi o primeiro passo para tentar elaborar proposta que possa equacionar esse impasse no que tange a dívida bilionária da autarquia municipal com a entidade estatal. Uma das opções estudadas seria realizar gestão compartilhada junto à Sabesp. Segundo o prefeito, todos os empregos do Semasa – cerca de 1.000 – estariam garantidos, independentemente, do modelo adotado. O Paço pretende finalizar as negociações com a companhia neste primeiro semestre.

A proposta para a utilização dos recursos é a troca de tubulações e a ligação de mais ramais que possam alcançar as comunidades mais afastadas. Paulo Serra reconheceu que ainda existem pontos que recebem água por meio de caminhões-pipa, como no Parque Andreense e o Recreio da Borda do Campo. “Não vou deixar, na minha gestão, que famílias dependam de caminhões-pipa. Não tem sentido as famílias dependerem disso. Essa melhoria para a gente levar água para áreas específicas depende de capacidade maior de vazão, que não se pode realizar devido a rede antiga.”

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