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Colgate enfrenta 'paralisação pipoca'


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

15/07/2010 | 07:12


Depois de recusar o valor proposto pela Colgate como PLR (Participação nos Lucros e Resultados), os trabalhadores da empresa iniciaram ontem "paralisações pipoca" , - mobilizações surpresa que ocorrem durante a troca de turnos -, com o objetivo de pressionar a fábrica a receber representantes de classe e acelerar as negociações.

A Colgate, que possui cerca de 1.500 funcionários, ofereceu R$ 1.850 de PLR para quem ganha piso de até R$ 2.324 ou 74% do salário para os que têm honorários maiores, mas o sindicato exige mais. No ano passado, os trabalhadores receberam R$ 1.720. Para o sindicato, a proposta deste ano não representa ganho para a categoria.

"O valor da diferença oferecido foi pouco, não dá nem para conversar. Queremos R$ 2.000", atesta o diretor do sindicato dos químicos do ABC, Wanderley Salatiel.

Ainda segundo o sindicalista, a mobilização ganhou força após a decisão da empresa de adiar para o dia 21 a próxima reunião sobre o tema. "Está muito longe para aguardarmos. Começamos essa negociação fazem dois meses. Queremos ser ouvidos antes e vamos fazer essa mobilizações surpresas em turnos alternados todos os dias até sermos recebidos.".

A ideia da categoria é fazer atos diários em um dos três turnos da fábrica. O primeiro ocorreu ontem, às 21h30. "São cerca de 400 funcionários por período e esse primeiro foi apenas um encontro, um aviso. A empresa, sabendo do que ia acontecer, ligou para que alguns trabalhadores entrassem mais cedo, mas mesmo assim conseguimos conversar e explicar tudo", diz Salatiel.

O diretor alerta que a partir das 10h de hoje, a categoria volta a reunir-se para outra paralisação, desta vez, às 14h. "Essa será maior, porque hoje (ontem), com a chuva não pudemos fazer exatamente o que queríamos", completa.

Os encontros para negociar valores tiveram início há dois meses, no entanto, o diretor reclama da demora na oferta de propostas para a classe. "Se não houver acordo, poderemos decretar greve geral", argumenta. Procurada, a Colgate não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Funcionários da Metasa aprovam acordo de R$ 1.600
Enquanto a Colgate ainda negocia o pagamento do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), os 320 funcionários da Metalúrgica Metasa, de Santo André, aprovaram acordo que garante R$ 1.200 para a categoria. A primeira parcela, de R$ 400, será paga ainda neste mês e a segunda, de R$ 800, será liberada em janeiro, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.

O diretor executivo da sindicato, Jose Braz, o Fofão, afirma que o valor acertado garante aumento de 10% no montante recebido pelos trabalhadores quando comparado ao conquistado no ano passado. "Eles (a empresa) não queriam pagar nada, mas fizemos assembleia e decretamos estado de greve desde quinta-feira. Depois disso fomos recebidos e acertamos o valor."



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