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Posse de Pellegrino completa 70 anos

Roberto Almeida/Arquivo  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após emancipação de São Caetano, líder autonomista foi primeiro prefeito da cidade


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

07/04/2019 | 07:00


Um dos movimentos políticos mais importantes do Grande ABC, o dos autonomistas de São Caetano, liderou a emancipação e a criação da cidade e de onde se originou o primeiro prefeito do município: Ângelo Raphael Pellegrino. A data de posse de Pellegrino – morto em 1990 – à frente do Paço completou 70 anos no dia 3.

Considerado um dos principais líderes do movimento, Pellegrino, engenheiro de formação, foi pego de surpresa, até pelo seu perfil, ao ser escolhido para ser o primeiro chefe do Executivo municipal, logo após se separar de Santo André, como informou a historiadora da Fundação Pró-Memória de São Caetano, Cristina Toledo. Até 1948 São Caetano era um dos subdistritos que pertenciam a Santo André.

Um plebiscito, endossado por Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo à época, decretou de vez o desligamento das amarras políticas entre Santo André e São Caetano. Na apuração dos votos, 8.463 pessoas decidiram que a separação era o melhor caminho da cidade, enquanto 1.029 moradores acreditavam que a permanência como subdistrito era a decisão mais correta. A lei que decretava São Caetano como cidade autônoma foi promulgada em 24 de dezembro de 1948.

Diante do cenário de mudança, em 1949, a cidade pôde assistir sua primeira eleição municipal. De um lado estava o autonomista Pellegrino e do outro estava José Luiz Fláquer Neto, que pertencia à oligarquia dos Flaquer, família tradicional andreense. Segundo a historiadora Cristina, o autonomista obteve 4.094 votos, enquanto o candidato que representava Santo André recebeu apenas 1.017 sufrágios. “Vale lembrar que o movimento teve muito apelo junto aos moradores de São Caetano. Somente no movimento autonomista havia mais de 90 lideranças dos mais diversos segmentos da cidade”, pontuou Cristina. Curiosamente, o segundo prefeito eleito no município, Oswaldo Samuel Massei pertencia à ala que fazia oposição a Pellegrino.

Com o êxito das urnas, ele exerceu seu mandato entre 1949 e 1953. Sua gestão foi considerada séria, na ocasião, e com realizações. É lembrado como o administrador que implantou o abastecimento de água na cidade e um dos responsáveis pela criação da CTBC (Companhia Telefônica da Borda do Campo). Não buscou, no entanto, novos mandatos e nem se manteve na vida pública em outros cargos. Ganhou título da Câmara de patriarca do município.

Pellegrino nasceu em Jaqueira (Pernambuco). O prefeito autonomista morreu em 1º de maio de 1990 e foi sepultado ao lado de sua mulher, Nelly Pellegrino, no cemitério do bairro Santa Paula, em São Caetano.  



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Posse de Pellegrino completa 70 anos

Após emancipação de São Caetano, líder autonomista foi primeiro prefeito da cidade

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

07/04/2019 | 07:00


Um dos movimentos políticos mais importantes do Grande ABC, o dos autonomistas de São Caetano, liderou a emancipação e a criação da cidade e de onde se originou o primeiro prefeito do município: Ângelo Raphael Pellegrino. A data de posse de Pellegrino – morto em 1990 – à frente do Paço completou 70 anos no dia 3.

Considerado um dos principais líderes do movimento, Pellegrino, engenheiro de formação, foi pego de surpresa, até pelo seu perfil, ao ser escolhido para ser o primeiro chefe do Executivo municipal, logo após se separar de Santo André, como informou a historiadora da Fundação Pró-Memória de São Caetano, Cristina Toledo. Até 1948 São Caetano era um dos subdistritos que pertenciam a Santo André.

Um plebiscito, endossado por Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo à época, decretou de vez o desligamento das amarras políticas entre Santo André e São Caetano. Na apuração dos votos, 8.463 pessoas decidiram que a separação era o melhor caminho da cidade, enquanto 1.029 moradores acreditavam que a permanência como subdistrito era a decisão mais correta. A lei que decretava São Caetano como cidade autônoma foi promulgada em 24 de dezembro de 1948.

Diante do cenário de mudança, em 1949, a cidade pôde assistir sua primeira eleição municipal. De um lado estava o autonomista Pellegrino e do outro estava José Luiz Fláquer Neto, que pertencia à oligarquia dos Flaquer, família tradicional andreense. Segundo a historiadora Cristina, o autonomista obteve 4.094 votos, enquanto o candidato que representava Santo André recebeu apenas 1.017 sufrágios. “Vale lembrar que o movimento teve muito apelo junto aos moradores de São Caetano. Somente no movimento autonomista havia mais de 90 lideranças dos mais diversos segmentos da cidade”, pontuou Cristina. Curiosamente, o segundo prefeito eleito no município, Oswaldo Samuel Massei pertencia à ala que fazia oposição a Pellegrino.

Com o êxito das urnas, ele exerceu seu mandato entre 1949 e 1953. Sua gestão foi considerada séria, na ocasião, e com realizações. É lembrado como o administrador que implantou o abastecimento de água na cidade e um dos responsáveis pela criação da CTBC (Companhia Telefônica da Borda do Campo). Não buscou, no entanto, novos mandatos e nem se manteve na vida pública em outros cargos. Ganhou título da Câmara de patriarca do município.

Pellegrino nasceu em Jaqueira (Pernambuco). O prefeito autonomista morreu em 1º de maio de 1990 e foi sepultado ao lado de sua mulher, Nelly Pellegrino, no cemitério do bairro Santa Paula, em São Caetano.  

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