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Novo folhetim da Globo, ‘Orfãos da Terra’ vai ao ar hoje e aposta em mensagem de compreensão


Vinícius Castelli

02/04/2019 | 07:00


Uma história como a de muitas famílias. De pessoas que deixam seus países de origem em busca de uma vida longe das atrocidades da guerra, ou que buscam um local no mundo em que não sofram perseguição política ou religiosa, e chegam ao Brasil para um recomeço.

Esse é o pano de fundo da nova novela da Globo, Órfãos da Terra, com direção artística de Gustavo Fernandéz e com estreia marcada para hoje, na grade das 18h. O folhetim narra a trajetória de Laila (Julia Dalavia), uma refugiada síria, e do libanês Jamil (Renato Góes). Ambos chegam ao Brasil para tentar viver o amor que os uniu ainda no Oriente Médio.

A história começa em Fardús, cidade fictícia do Interior da Síria, onde vive a família do engenheiro Elias Faiek (Marco Ricca) e da cozinheira Missade (Ana Cecília Costa). Eles são pais de Laila e Khaléd (Rodrigo Vidal), que está prestes a completar 5 anos. Mas a região é invadida por rebeldes e bombas aéreas tomam conta de tudo, causando enorme destruição, o que faz com que eles atravessem a fronteira da Síria a pé em direção ao Líbano, em busca de abrigo antes de juntar dinheiro para tentar a vida em São Paulo.

Também no Líbano se radicou o poderoso sheik árabe Aziz Abdallah. Machista, totalitário e obcecado por poder, mora em uma mansão com suas três mulheres, Soraia (Letícia Sabatella) – mãe de Dalila –, (Alice Wegmann) Fairouz (Yasmin Garcez) e Áida (Darília Oliveira), além das filhas e de diversos empregados. Entre os que trabalham na casa estão Fauze (Kaysar Dadour) – ex-BBB e refugiado sírio – e Jamil Zariff (Renato Góes), afilhado de Aziz, por quem foi resgatado em orfanato e escolhido para se casar com Dalila.

A vida das duas famílias se cruza quando o sheik vai ao local onde ficam os refugiados e se encanta por Laila, com quem quer se casar também.

De acordo com Fernandéz, dirigir uma novela com tantas culturas diferentes é desafiador. “O principal é dar credibilidade a esses núcleos, que precisam realmente representar cada uma das culturas”, diz. “É muito bom fazer um projeto que é dramaturgicamente consistente, e ainda se propõe a levar uma mensagem para as pessoas de compreensão, de fraternidade, de respeito ao que nos é diferente, que nos é desconhecido”, frisa.

Thelma Guedes, que assina a autoria da obra junto de Duca Rachid, conta que houve um período em que, a todo momento, chegava uma notícia, uma imagem, uma reportagem nova sobre o conflito no Oriente Médio, e isso as tocou bastante. “Sou filha de nordestinos. Meus pais vieram para o Sudeste para fugir da seca do Nordeste. Eles também se sentiam como refugiados. Estamos fazendo uma novela amorosa, humana”, diz.

Segundo Duca, a dramaturgia apresenta essa mensagem, de que não existem fronteiras geográficas que limitem a nossa empatia com o próximo. “Além de brasileiros, congoleses, sírios ou libaneses, somos cidadãos deste planeta. Na trama, vamos trazer o que o nosso povo tem de melhor, que é o carinho em acolher, nossa vocação para tirar das adversidades lições de vida e de superação, além, é claro, do nosso reconhecido bom humor”, explica. 



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Novo folhetim da Globo, ‘Orfãos da Terra’ vai ao ar hoje e aposta em mensagem de compreensão

Vinícius Castelli

02/04/2019 | 07:00


Uma história como a de muitas famílias. De pessoas que deixam seus países de origem em busca de uma vida longe das atrocidades da guerra, ou que buscam um local no mundo em que não sofram perseguição política ou religiosa, e chegam ao Brasil para um recomeço.

Esse é o pano de fundo da nova novela da Globo, Órfãos da Terra, com direção artística de Gustavo Fernandéz e com estreia marcada para hoje, na grade das 18h. O folhetim narra a trajetória de Laila (Julia Dalavia), uma refugiada síria, e do libanês Jamil (Renato Góes). Ambos chegam ao Brasil para tentar viver o amor que os uniu ainda no Oriente Médio.

A história começa em Fardús, cidade fictícia do Interior da Síria, onde vive a família do engenheiro Elias Faiek (Marco Ricca) e da cozinheira Missade (Ana Cecília Costa). Eles são pais de Laila e Khaléd (Rodrigo Vidal), que está prestes a completar 5 anos. Mas a região é invadida por rebeldes e bombas aéreas tomam conta de tudo, causando enorme destruição, o que faz com que eles atravessem a fronteira da Síria a pé em direção ao Líbano, em busca de abrigo antes de juntar dinheiro para tentar a vida em São Paulo.

Também no Líbano se radicou o poderoso sheik árabe Aziz Abdallah. Machista, totalitário e obcecado por poder, mora em uma mansão com suas três mulheres, Soraia (Letícia Sabatella) – mãe de Dalila –, (Alice Wegmann) Fairouz (Yasmin Garcez) e Áida (Darília Oliveira), além das filhas e de diversos empregados. Entre os que trabalham na casa estão Fauze (Kaysar Dadour) – ex-BBB e refugiado sírio – e Jamil Zariff (Renato Góes), afilhado de Aziz, por quem foi resgatado em orfanato e escolhido para se casar com Dalila.

A vida das duas famílias se cruza quando o sheik vai ao local onde ficam os refugiados e se encanta por Laila, com quem quer se casar também.

De acordo com Fernandéz, dirigir uma novela com tantas culturas diferentes é desafiador. “O principal é dar credibilidade a esses núcleos, que precisam realmente representar cada uma das culturas”, diz. “É muito bom fazer um projeto que é dramaturgicamente consistente, e ainda se propõe a levar uma mensagem para as pessoas de compreensão, de fraternidade, de respeito ao que nos é diferente, que nos é desconhecido”, frisa.

Thelma Guedes, que assina a autoria da obra junto de Duca Rachid, conta que houve um período em que, a todo momento, chegava uma notícia, uma imagem, uma reportagem nova sobre o conflito no Oriente Médio, e isso as tocou bastante. “Sou filha de nordestinos. Meus pais vieram para o Sudeste para fugir da seca do Nordeste. Eles também se sentiam como refugiados. Estamos fazendo uma novela amorosa, humana”, diz.

Segundo Duca, a dramaturgia apresenta essa mensagem, de que não existem fronteiras geográficas que limitem a nossa empatia com o próximo. “Além de brasileiros, congoleses, sírios ou libaneses, somos cidadãos deste planeta. Na trama, vamos trazer o que o nosso povo tem de melhor, que é o carinho em acolher, nossa vocação para tirar das adversidades lições de vida e de superação, além, é claro, do nosso reconhecido bom humor”, explica. 

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