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Neto do ex-presidente Lula não morreu de meningite

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Laudo do Adolfo Lutz afasta doença como causa da morte; Prefeitura confirma mudança no resultado


Júnior Carvalho
Fábio Martins

01/04/2019 | 15:51


Atualizada às 18h45

Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não morreu em decorrência de meningite meningocócica, como divulgado pelo Hospital Bartira, da Rede D´Or em Santo André, onde o garoto faleceu há exato um mês. Laudo do Instituto Adolfo Lutz acusou que a morte da criança foi provocada por outra bactéria. Não há informações oficiais sobre qual, mas a suspeita é staphylococcus aureus. Os resultados dos exames do menino junto ao maior laboratório de saúde pública do País afastaram o diagnóstico de que Arthur foi vítima de meningite. Ainda segundo apurou o Diário, os pais do menino, Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia (que morreu em 2017), foram comunicados na semana seguinte à morte do garoto.

Em nota divulgada no começo de noite desta segunda-feira (1º), a Prefeitura de Santo André confirmou que Arthur não morreu de meningite. Apesar da notificação repassada pelo Hospital Bartira, na qual dizia que o neto de Lula tinha sido acometido pela doença, o resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio hospital, acusou bacterioscopia negativa. "Em face dessa constatação, na mesma data, a Secretaria de Saúde de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, encaminhou as amostras de sangue e líquor coletadas no hospital para análise e confirmação do Instituto Adolfo Lutz, que normalmente emite os resultados no prazo de 15 a 30 dias."

Imediatamente, ainda segundo o Paço, "todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde". Poucas horas depois do anúncio da morte de Arthur, às 17h, estudantes da manhã e da tarde (34 ao todo) do 2º ano A do Colégio Darwin Central School, de São Bernardo, onde a criança estudava no período integral, estavam no colégio para profilaxia da meningite bacteriana.

Ainda, segundo o texto enviado pela Prefeitura de Santo André, "as investigações foram finalizadas pela Secretaria de Saúde, por intermédio do Departamento de Vigilância à Saúde, e segundo os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococcemia".

Confrontado, o próprio Hospital Bartira evitou admitir erros, mas mudou sua versão sobre a causa da morte de Arthur. Segundo a unidade, em nota enviada ao Diário, Arthur faleceu “devido ao agravamento de quadro infeccioso”. O comunicado enviado pelo hospital, agora, é semelhante ao boletim médico divulgado no dia da morte do menino. A diferença entre um e outro é que, neste novo informativo, não consta o termo “meningite meningocócica”. O hospital, inclusive, sustentou que reiterava as informações, mas não citou mais a meningite no boletim. A assessoria de imprensa do Bartira foi novamente contestada se haveria, então, equívoco na nota enviada mais recente, já que a doença foi retirada do texto. A resposta foi não.



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Neto do ex-presidente Lula não morreu de meningite

Laudo do Adolfo Lutz afasta doença como causa da morte; Prefeitura confirma mudança no resultado

Júnior Carvalho
Fábio Martins

01/04/2019 | 15:51


Atualizada às 18h45

Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não morreu em decorrência de meningite meningocócica, como divulgado pelo Hospital Bartira, da Rede D´Or em Santo André, onde o garoto faleceu há exato um mês. Laudo do Instituto Adolfo Lutz acusou que a morte da criança foi provocada por outra bactéria. Não há informações oficiais sobre qual, mas a suspeita é staphylococcus aureus. Os resultados dos exames do menino junto ao maior laboratório de saúde pública do País afastaram o diagnóstico de que Arthur foi vítima de meningite. Ainda segundo apurou o Diário, os pais do menino, Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente com a ex-primeira-dama Marisa Letícia (que morreu em 2017), foram comunicados na semana seguinte à morte do garoto.

Em nota divulgada no começo de noite desta segunda-feira (1º), a Prefeitura de Santo André confirmou que Arthur não morreu de meningite. Apesar da notificação repassada pelo Hospital Bartira, na qual dizia que o neto de Lula tinha sido acometido pela doença, o resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio hospital, acusou bacterioscopia negativa. "Em face dessa constatação, na mesma data, a Secretaria de Saúde de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, encaminhou as amostras de sangue e líquor coletadas no hospital para análise e confirmação do Instituto Adolfo Lutz, que normalmente emite os resultados no prazo de 15 a 30 dias."

Imediatamente, ainda segundo o Paço, "todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde". Poucas horas depois do anúncio da morte de Arthur, às 17h, estudantes da manhã e da tarde (34 ao todo) do 2º ano A do Colégio Darwin Central School, de São Bernardo, onde a criança estudava no período integral, estavam no colégio para profilaxia da meningite bacteriana.

Ainda, segundo o texto enviado pela Prefeitura de Santo André, "as investigações foram finalizadas pela Secretaria de Saúde, por intermédio do Departamento de Vigilância à Saúde, e segundo os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococcemia".

Confrontado, o próprio Hospital Bartira evitou admitir erros, mas mudou sua versão sobre a causa da morte de Arthur. Segundo a unidade, em nota enviada ao Diário, Arthur faleceu “devido ao agravamento de quadro infeccioso”. O comunicado enviado pelo hospital, agora, é semelhante ao boletim médico divulgado no dia da morte do menino. A diferença entre um e outro é que, neste novo informativo, não consta o termo “meningite meningocócica”. O hospital, inclusive, sustentou que reiterava as informações, mas não citou mais a meningite no boletim. A assessoria de imprensa do Bartira foi novamente contestada se haveria, então, equívoco na nota enviada mais recente, já que a doença foi retirada do texto. A resposta foi não.

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