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Erros de português: e você com isso


Do Diário do Grande ABC

31/03/2019 | 10:10


Artigo

Pesquisa recente realizada pela empresa de recrutamento on-line Catho é taxativa: erros de português pesam mais que falta de experiência na eliminação do candidato a emprego. Segundo dados levantados pela Catho, 34% são eliminados por erros de gramática, 25% por falta de experiência e 10% por falta de objetivos profissionais. Ou seja, erros de português constituem o principal fator para eliminação de candidatos.
Ainda conforme a pesquisa, erros de português no currículo podem representar falta de domínio do idioma, falta de atenção e displicência. Qualquer que seja o motivo, tal falha na revisão do principal documento entre candidato e entrevistador tem alto poder de combustão, pois queima todas as chances de o postulante ser contratado.

É interessante mencionar os outros fatores que fazem com que o currículo seja descartado imediatamente: 25% por falta de experiência; 10% por ausência de objetivos profissionais; 9% porque os candidatos moram longe da empresa; 9% por falta de apresentação visual; 9% por outros motivos; 3% por não ter formação superior ou cursos complementares; 1% pelo currículo ter mais de uma página.

Ainda segundo o levantamento da Catho, um recrutador recebe em média de 30 a 50 currículos por vaga; desses, de cinco a dez candidatos chegam a participar de entrevista com o recrutador. Outro dado interessante da pesquisa se refere ao fato de o currículo ainda ser instrumento essencial para procurar emprego, apesar dos avanços tecnológicos.

Ou seja, o formato do currículo não entrou em desuso, uma vez que, segundo os recrutadores, 75% afirmam que o material é muito importante para o processo seletivo.

Diante dos dados apontados acima, é lícito supor que a educação linguística de nossa gente ainda carece de utilidade, pois os conteúdos gramaticais devem ser significativos ao aprendiz, ou seja, aquilo que ele estuda em aula deve ser capaz de usar em seu dia a dia. Em vista disso, aquelas tediosas análises sintáticas do período composto poderiam ser abolidas em proveito de pontos gramaticais que os estudantes vão usar na vida profissional. Se o educando, a título de exemplo, aprende que antes de nomes de cidades não se usa o acento indicativo de crase, vai questionar o porquê de a placa de trânsito ‘Bem-vindo à Santo André’, na divisa com Mauá, receber o bendito acento. Simples assim.

Em verdade, o que nos falta é comprometimento seriíssimo com a leitura, com o nosso desenvolvimento intelectual, mesmo que ninguém – de pessoas a instâncias públicas – se preocupe ou dê valor.

Sérgio Simka e Cida Simka são professores, escritores e autores de livros 

Palavra do Leitor


Metrô
Em relação à campanha deste Diário que defende o Metrô na ligação do Grande ABC com a Capital, nota-se que essa é a vontade da maioria. E se associações comerciais, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), os usuários – que vão ser os maiores beneficiados – e até os inoperantes deputados que deveriam representar a região são defensores dessa ideia, por que o governador João Doria ainda quer 90 dias para decidir? É o Metrô e pronto! Vamos ver se Doria está realmente interessado em tentar proporcionar o bem-estar à população ou se só veio ao Grande ABC para pedir votos!
Alaor Mustafa Amin

De 5 metros
O prefeito de Santo André, Paulo Serra, se não sabe, precisa ficar sabendo sobre o péssimo atendimento no setor de tributos. Uma má vontade dos funcionários! Tenho projeto de construção, de 5 m x 40 m, o mesmo com quatro anos de validade, que venceria agora dia 30. Só que a fundação do solo venceu no dia 10 deste mês. Passamos dias no setor, e ninguém nos explicou nada. Agora quero saber quando voltará a lei de aprovação de construção na metragem de 5 metros de frente em terrenos no Grande ABC? Porque a lei diz que não tem como mais construir na metragem que tínhamos. Precisamos do retorno urgente.
Marcelo Moraes Alvares
Santo André

Incompetente
O presidente trapalhão apronta mais uma. Desta vez pede comemoração ao golpe de 1964, que derrubou João Goulart e iniciou a ditadura militar, que durou mais de 20 anos (Política, dia 26). Quer celebrar 1964 porque não tem competência para construir 2019. Quem, em sã consciência, pode fazer um pedido esdrúxulo como esse? Esse golpe deu início à instauração de regime cuja marca era o autoritarismo. Essa comemoração seria para celebrar a morte, o extermínio de pessoas, a tortura de crianças e mulheres, o suplício? Até militares da reserva ficaram com vergonha da solicitação e o presidente trapalhão – que infelizmente ajudei a pôr lá porque não sabia nem pesquisei de quem se tratava – teve de, mais uma vez, recuar. Votei nele? Sim! Estou arrependida? Sim, muito! Onde vamos parar até alguém tirá-lo de lá?

Maiara Regina Magalhães
São Bernardo

Cigarro mais barato
Tantos produtos básicos à rotina do brasileiro precisando ser desonerados e o superministro inteligentão, paladinão da Justiça, Sérgio Moro propõe tirar o imposto do cigarro. Sabe de nada. Volta para Curitiba para continuar a perseguição a Lula porque é a única coisa que mostrou saber até agora.
Samanta Santos
Mauá

O básico
Mais uma vez peço à Prefeitura de Santo André que faça os serviços básicos de manutenção no Parque Ana Brandão, ou da Juventude, na Jardim Ipanema. A pista de corrida e caminhada está esburacada, sem os pedriscos e mal sinalizada. A quadra de esportes tem as marcações apagadas. Os banheiros são imundos por dentro e pichados por fora. Há uma montanha de entulho atrás de uma das traves do campo, próximo aos banheiros. O gramado do próprio campo é totalmente desnivelado e sem cuidados. E os aparelhos da academia ao ar livre estão velhos e enferrujados. Não bastassem esses probleminhas, ainda falta segurança, pois os ‘noias’ usam drogas no local sem serem incomodados.
Mário Campos
Santo André



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Erros de português: e você com isso

Do Diário do Grande ABC

31/03/2019 | 10:10


Artigo

Pesquisa recente realizada pela empresa de recrutamento on-line Catho é taxativa: erros de português pesam mais que falta de experiência na eliminação do candidato a emprego. Segundo dados levantados pela Catho, 34% são eliminados por erros de gramática, 25% por falta de experiência e 10% por falta de objetivos profissionais. Ou seja, erros de português constituem o principal fator para eliminação de candidatos.
Ainda conforme a pesquisa, erros de português no currículo podem representar falta de domínio do idioma, falta de atenção e displicência. Qualquer que seja o motivo, tal falha na revisão do principal documento entre candidato e entrevistador tem alto poder de combustão, pois queima todas as chances de o postulante ser contratado.

É interessante mencionar os outros fatores que fazem com que o currículo seja descartado imediatamente: 25% por falta de experiência; 10% por ausência de objetivos profissionais; 9% porque os candidatos moram longe da empresa; 9% por falta de apresentação visual; 9% por outros motivos; 3% por não ter formação superior ou cursos complementares; 1% pelo currículo ter mais de uma página.

Ainda segundo o levantamento da Catho, um recrutador recebe em média de 30 a 50 currículos por vaga; desses, de cinco a dez candidatos chegam a participar de entrevista com o recrutador. Outro dado interessante da pesquisa se refere ao fato de o currículo ainda ser instrumento essencial para procurar emprego, apesar dos avanços tecnológicos.

Ou seja, o formato do currículo não entrou em desuso, uma vez que, segundo os recrutadores, 75% afirmam que o material é muito importante para o processo seletivo.

Diante dos dados apontados acima, é lícito supor que a educação linguística de nossa gente ainda carece de utilidade, pois os conteúdos gramaticais devem ser significativos ao aprendiz, ou seja, aquilo que ele estuda em aula deve ser capaz de usar em seu dia a dia. Em vista disso, aquelas tediosas análises sintáticas do período composto poderiam ser abolidas em proveito de pontos gramaticais que os estudantes vão usar na vida profissional. Se o educando, a título de exemplo, aprende que antes de nomes de cidades não se usa o acento indicativo de crase, vai questionar o porquê de a placa de trânsito ‘Bem-vindo à Santo André’, na divisa com Mauá, receber o bendito acento. Simples assim.

Em verdade, o que nos falta é comprometimento seriíssimo com a leitura, com o nosso desenvolvimento intelectual, mesmo que ninguém – de pessoas a instâncias públicas – se preocupe ou dê valor.

Sérgio Simka e Cida Simka são professores, escritores e autores de livros 

Palavra do Leitor


Metrô
Em relação à campanha deste Diário que defende o Metrô na ligação do Grande ABC com a Capital, nota-se que essa é a vontade da maioria. E se associações comerciais, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), os usuários – que vão ser os maiores beneficiados – e até os inoperantes deputados que deveriam representar a região são defensores dessa ideia, por que o governador João Doria ainda quer 90 dias para decidir? É o Metrô e pronto! Vamos ver se Doria está realmente interessado em tentar proporcionar o bem-estar à população ou se só veio ao Grande ABC para pedir votos!
Alaor Mustafa Amin

De 5 metros
O prefeito de Santo André, Paulo Serra, se não sabe, precisa ficar sabendo sobre o péssimo atendimento no setor de tributos. Uma má vontade dos funcionários! Tenho projeto de construção, de 5 m x 40 m, o mesmo com quatro anos de validade, que venceria agora dia 30. Só que a fundação do solo venceu no dia 10 deste mês. Passamos dias no setor, e ninguém nos explicou nada. Agora quero saber quando voltará a lei de aprovação de construção na metragem de 5 metros de frente em terrenos no Grande ABC? Porque a lei diz que não tem como mais construir na metragem que tínhamos. Precisamos do retorno urgente.
Marcelo Moraes Alvares
Santo André

Incompetente
O presidente trapalhão apronta mais uma. Desta vez pede comemoração ao golpe de 1964, que derrubou João Goulart e iniciou a ditadura militar, que durou mais de 20 anos (Política, dia 26). Quer celebrar 1964 porque não tem competência para construir 2019. Quem, em sã consciência, pode fazer um pedido esdrúxulo como esse? Esse golpe deu início à instauração de regime cuja marca era o autoritarismo. Essa comemoração seria para celebrar a morte, o extermínio de pessoas, a tortura de crianças e mulheres, o suplício? Até militares da reserva ficaram com vergonha da solicitação e o presidente trapalhão – que infelizmente ajudei a pôr lá porque não sabia nem pesquisei de quem se tratava – teve de, mais uma vez, recuar. Votei nele? Sim! Estou arrependida? Sim, muito! Onde vamos parar até alguém tirá-lo de lá?

Maiara Regina Magalhães
São Bernardo

Cigarro mais barato
Tantos produtos básicos à rotina do brasileiro precisando ser desonerados e o superministro inteligentão, paladinão da Justiça, Sérgio Moro propõe tirar o imposto do cigarro. Sabe de nada. Volta para Curitiba para continuar a perseguição a Lula porque é a única coisa que mostrou saber até agora.
Samanta Santos
Mauá

O básico
Mais uma vez peço à Prefeitura de Santo André que faça os serviços básicos de manutenção no Parque Ana Brandão, ou da Juventude, na Jardim Ipanema. A pista de corrida e caminhada está esburacada, sem os pedriscos e mal sinalizada. A quadra de esportes tem as marcações apagadas. Os banheiros são imundos por dentro e pichados por fora. Há uma montanha de entulho atrás de uma das traves do campo, próximo aos banheiros. O gramado do próprio campo é totalmente desnivelado e sem cuidados. E os aparelhos da academia ao ar livre estão velhos e enferrujados. Não bastassem esses probleminhas, ainda falta segurança, pois os ‘noias’ usam drogas no local sem serem incomodados.
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