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Roger Gobeth investe no drama

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gabriela Germano
Da TV Press

09/11/2008 | 07:04


Chamas da Vida tem sugado as energias de Roger Gobeth. O ator, que interpreta o bombeiro Guilherme na novela da Record, já suou a camisa em cenas de salvamento, sempre com muita ação. E agora tem feito um esforço psicológico para dar vida a um personagem que se descobriu soropositivo na história. "Não é fácil gravar algumas cenas. Mas nunca achei que meu trabalho ia ser mole. Investiguei pouco sobre os portadores para seguir menos pela razão e ir mais pela emoção", explica o intérprete.

Quando estreou na tevê em Malhação, da Globo, em 2000, Roger já falou de Aids ao interpretar o namorado da personagem Sabrina, de Samara Felippo, que tinha a doença na novela. "Brinco que peguei Aids naquela época e estou desenvolvendo agora", diz Roger. Mas ele rapidamente se corrige pela descontração ligada a um assunto que considera tão sério e destaca as dificuldades que sente em fazer drama. "A gente mergulha em um tema pesado e vive isso no dia-a-dia, o que exige muita concentração. Para mim, comédia é mais fácil", diz.

Mas é justamente a dificuldade que sente ao defender o atual personagem que anima o ator de 35 anos. "Se não tomamos cuidado, caímos na armadilha de trabalhar na nossa zona de conforto", defende Roger, ao enfatizar que sempre buscou a diversidade na carreira.

Para ele, a indústria da TV realmente não está muito disposta a arriscar. Mas também não impõe que os profissionais repitam sempre o mesmo papel. Tudo depende das escolhas do ator. "Nós é que temos de arriscar dentro daquilo que nos é dado. Assim mostramos que podem nos confiar um outro tipo de trabalho", acredita Roger, dizendo que a vida dos atores é um jogo de acertos e erros.

Roger prefere enfatizar o que deu certo e não destacar os enganos, mas admite que já viveu momentos de desânimo na carreira. "Nesses oito anos de TV, não passei o tempo todo trabalhando", ressalta.

Na transição da Globo para a Band, onde viveu o galã Frederico de Floribella, Roger chegou a ficar um ano sem atuar. "Você escolhe uma carreira que é instável, mas as contas a pagar são estáveis", enfatiza o ator que, antes de entrar na Record, nunca tinha assinado um contrato de longo prazo.

Assumidamente inseguro, Roger adora receber um elogio do diretor ao final de uma cena, o que tem acontecido com uma boa freqüência em Chamas da Vida.

"Por mais que uma novela faça sucesso, você está inserido em um grupo e não sabe medir o quanto o seu trabalho é importante ali", justifica. Seis quilos mais magro para dar veracidade ao drama de Guilherme - ele pretende perder mais três - o ator acredita ter conquistado a confiança dos diretores da Record por todo o empenho que procurou manter ao longo da carreira.

E aí, ele faz duras críticas àqueles que são impiedosos com o seu início em Malhação, quando interpretou o bronco Touro. "De lá saem alguns profissionais super talentosos, outros bons e algumas pessoas que não acontecem. Quem tem só carinha bonita não permanece. Mas eu estou aqui, trabalhando."

Chamas da Vida não marca apenas um bom momento na vida profissional do ator. Ele também vive um namoro longo com a atriz Juliana Silveira, a protagonista da trama. E como um bom trabalho está acima de tudo, Roger afirma que as cenas mais sensuais que ela faz ao lado de Leonardo Brício não o incomodam.

"Torço por ela. E a história de um personagem só funciona quando há entrosamento com o par romântico. Não é legal ver quem a gente ama nos braços de outra pessoa, mas eu entendo", afirma.



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