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Uma rota em qual direção?


Do Diário do Grande ABC

28/03/2019 | 08:35


Artigo

Ao fim do governo Michel Temer foi sancionado o programa Rota 2030. Promete direcionamento para a política industrial do setor automobilístico pelos próximos 15 anos. Na prática, trata-se de conjunto de incentivos para o setor que já é bastante beneficiado. Nos últimos dez anos, foram mais de R$ 20 bilhões e, em 2019, já incluindo o programa, são previstos em torno de R$ 7,2 bilhões. Recursos que poderiam muito bem ser aplicados em outras áreas. Há exigências: as montadoras devem investir em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, melhorar a eficiência energética de seus veículos até 2022; estimular o desenvolvimento de várias tecnologias, como veículos híbridos. Além disso, se a redução no consumo de combustíveis e emissões em cinco anos for maior que 11%, haverá benefícios adicionais e mais metas para os anos seguintes.

Por outro lado, investir em pesquisa e desenvolvimento ou tecnologia não deveria ser responsabilidade do governo e, sim, interesse da própria montadora. Recurso investido em pesquisa retorna na forma de melhoria do produto e lucro para a montadora. Assim, qual a razão de investimentos do governo em pesquisa e desenvolvimento de montadoras? As mesmas doarão seus lucros para o País?

Essas montadoras são multinacionais e, costumeiramente, não fazem pesquisas no Brasil e, sim, em seus países de origem, como Estados Unidos e França. No Brasil, o projeto de novo veículo muitas vezes vem completamente pronto ou apenas para ser adaptado à legislação. Isso implica no óbvio: dificilmente essas montadoras farão, de fato, pesquisa relevante no País destino que a está financiando – o Brasil. Há de se ouvir o argumento que a indústria automotiva e sua cadeia produtiva geram empregos. É verdade. Mas também o é que essa indústria pode sobreviver sem subsídios, como sobrevive em vários países. Outro argumento menos empoeirado é que agora o setor tem previsibilidade pelos próximos anos. Poderia ter previsibilidade sem incentivos fiscais.

Por fim, não se deve entender que investimento em pesquisa e desenvolvimento é desnecessário. É exatamente o oposto. Todo investimento em desenvolvimento de tecnologia nacional não é somente bem-vindo, é necessário. Por outro lado, em vez de ceder recursos para montadoras que invistam em pesquisa própria, critério muito mais coerente seria investir nas montadoras que desenvolvessem centros de pesquisa em conjunto com universidades públicas ou privadas. Aí, sim, talvez o País pudesse colher o retorno de uma pesquisa de ponta, tanto em pessoal quanto em tecnologia.

Alysson Nunes Diógenes é doutor em engenharia mecânica e professor dos cursos de engenharia da Universidade Positivo.

Palavra do leitor

Ouça o povo!
Com referência à dúvida sobre a Linha 18-Bronze se será monotrilho ou BRT, está na hora de o governo acatar a decisão da população, que prefere o monotrilho, pois é ela a verdadeira usuária e beneficiária. Portanto, já passou da hora de os governantes pararem de procurar ‘pelo em ovo’ e dar ouvido ao clamor popular, porque, como prega o velho ditado, ‘a voz do povo é a voz de Deus’.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Patrimônios
Estou cá a refletir se as cidades do Grande ABC têm políticas públicas, nos seus planos de governo, que priorizem dotações orçamentárias para a preservação de bens patrimoniais tombados, como, por exemplo, o interditado Museu Barão de Mauá, que está à beira de colocar em risco seu rico acervo, devido à incúria na sua manutenção. Já não basta o Centro de Memória de São Bernardo, que não falta muito tempo para também ser interditado.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Arquivado
Somos informados de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquiva pela segunda vez a CPI da Lava Toga. Ora, está na cara que ele não irá se indispor com aqueles que em futuro não muito distante poderão estar debruçados sobre o processo que leva seu nome. É sintomático!
Luís Fernando Amaral Santos
Rio de Janeiro

Motoqueiros
Dia 22, às 15h, andava com meu carro pela Avenida Kennedy, bairro Assunção, em São Bernardo, a uns 50 km/h, 60 km/h, quando passou por mim motoqueiro muito mais rápido do que o permitido e o vento levantou a camiseta dele. Vi claramente revólver em sua cintura. Não é a primeira vez que vejo isso. Em cada esquina São Bernardo tem um radar, mas a maioria dos motoqueiros não respeita lei nenhuma. Passam buzinando, com altíssima velocidade, e em semáforos fechados. E boa parte armada para assaltar. Onde estão as blitze? E quando tem blitz não passa nenhum motoqueiro, porque eles avisam. Não adianta fazer uma blitz por horas no mesmo lugar. Faz por alguns minutos e muda de lugar. Quantos inocentes devem ser assaltados ainda e mortos antes que os ‘inteligentes’ tomem medidas? Não adianta divulgar estatísticas dizendo que o número de acidentes com motoqueiros aumentou e fazer como de costume, ou seja, nada!
Serge R. Vandevelde
São Bernardo

Dois pesos e duas medidas
As gravíssimas denúncias atribuídas a Michel Temer não ficam atrás em nada se comparadas com aquelas que levaram Luiz Inácio Lula da Silva para atrás das grades. Dessa forma, não tem o menor sentido manter o ex-presidente preso em Curitiba. Questão de justiça!
Eleonora Samara
Capital

Três bombas
Era cidade onde tinha piscinão com seis bombas. Em um certo dia, não se sabe exatamente quando, três bombas pararam de funcionar. A ciência descobre e desenvolve coisas maravilhosas. Porém, na cidade as três bombas continuaram quebradas. Em uma certa noite, dia 10, começou a chover. Tanto, mas tanto, mas tanto que o piscinão não funcionou, a água sobrou, invadiu casas, causou perdas e danos e o rio não encheu, por causa das três bombas. Caro Morando, perdi móveis e eletrodomésticos e talvez meu carro. Porém, perdi caixa de fotos onde ali revíamos nossos filhos, momentos em família, álbum de formatura etc. No verão costuma chover muito forte, viu? Ah, quem conserta bomba é o eletricista! Na terça-feira, após a enchente, o prefeito de São Bernardo deu entrevista. Falou que choveu muito e tinha três bombas quebradas! Se ele não fala...
Geraldino Augusto de Oliveira
São Bernardo 



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Uma rota em qual direção?

Do Diário do Grande ABC

28/03/2019 | 08:35


Artigo

Ao fim do governo Michel Temer foi sancionado o programa Rota 2030. Promete direcionamento para a política industrial do setor automobilístico pelos próximos 15 anos. Na prática, trata-se de conjunto de incentivos para o setor que já é bastante beneficiado. Nos últimos dez anos, foram mais de R$ 20 bilhões e, em 2019, já incluindo o programa, são previstos em torno de R$ 7,2 bilhões. Recursos que poderiam muito bem ser aplicados em outras áreas. Há exigências: as montadoras devem investir em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, melhorar a eficiência energética de seus veículos até 2022; estimular o desenvolvimento de várias tecnologias, como veículos híbridos. Além disso, se a redução no consumo de combustíveis e emissões em cinco anos for maior que 11%, haverá benefícios adicionais e mais metas para os anos seguintes.

Por outro lado, investir em pesquisa e desenvolvimento ou tecnologia não deveria ser responsabilidade do governo e, sim, interesse da própria montadora. Recurso investido em pesquisa retorna na forma de melhoria do produto e lucro para a montadora. Assim, qual a razão de investimentos do governo em pesquisa e desenvolvimento de montadoras? As mesmas doarão seus lucros para o País?

Essas montadoras são multinacionais e, costumeiramente, não fazem pesquisas no Brasil e, sim, em seus países de origem, como Estados Unidos e França. No Brasil, o projeto de novo veículo muitas vezes vem completamente pronto ou apenas para ser adaptado à legislação. Isso implica no óbvio: dificilmente essas montadoras farão, de fato, pesquisa relevante no País destino que a está financiando – o Brasil. Há de se ouvir o argumento que a indústria automotiva e sua cadeia produtiva geram empregos. É verdade. Mas também o é que essa indústria pode sobreviver sem subsídios, como sobrevive em vários países. Outro argumento menos empoeirado é que agora o setor tem previsibilidade pelos próximos anos. Poderia ter previsibilidade sem incentivos fiscais.

Por fim, não se deve entender que investimento em pesquisa e desenvolvimento é desnecessário. É exatamente o oposto. Todo investimento em desenvolvimento de tecnologia nacional não é somente bem-vindo, é necessário. Por outro lado, em vez de ceder recursos para montadoras que invistam em pesquisa própria, critério muito mais coerente seria investir nas montadoras que desenvolvessem centros de pesquisa em conjunto com universidades públicas ou privadas. Aí, sim, talvez o País pudesse colher o retorno de uma pesquisa de ponta, tanto em pessoal quanto em tecnologia.

Alysson Nunes Diógenes é doutor em engenharia mecânica e professor dos cursos de engenharia da Universidade Positivo.

Palavra do leitor

Ouça o povo!
Com referência à dúvida sobre a Linha 18-Bronze se será monotrilho ou BRT, está na hora de o governo acatar a decisão da população, que prefere o monotrilho, pois é ela a verdadeira usuária e beneficiária. Portanto, já passou da hora de os governantes pararem de procurar ‘pelo em ovo’ e dar ouvido ao clamor popular, porque, como prega o velho ditado, ‘a voz do povo é a voz de Deus’.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Patrimônios
Estou cá a refletir se as cidades do Grande ABC têm políticas públicas, nos seus planos de governo, que priorizem dotações orçamentárias para a preservação de bens patrimoniais tombados, como, por exemplo, o interditado Museu Barão de Mauá, que está à beira de colocar em risco seu rico acervo, devido à incúria na sua manutenção. Já não basta o Centro de Memória de São Bernardo, que não falta muito tempo para também ser interditado.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Arquivado
Somos informados de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquiva pela segunda vez a CPI da Lava Toga. Ora, está na cara que ele não irá se indispor com aqueles que em futuro não muito distante poderão estar debruçados sobre o processo que leva seu nome. É sintomático!
Luís Fernando Amaral Santos
Rio de Janeiro

Motoqueiros
Dia 22, às 15h, andava com meu carro pela Avenida Kennedy, bairro Assunção, em São Bernardo, a uns 50 km/h, 60 km/h, quando passou por mim motoqueiro muito mais rápido do que o permitido e o vento levantou a camiseta dele. Vi claramente revólver em sua cintura. Não é a primeira vez que vejo isso. Em cada esquina São Bernardo tem um radar, mas a maioria dos motoqueiros não respeita lei nenhuma. Passam buzinando, com altíssima velocidade, e em semáforos fechados. E boa parte armada para assaltar. Onde estão as blitze? E quando tem blitz não passa nenhum motoqueiro, porque eles avisam. Não adianta fazer uma blitz por horas no mesmo lugar. Faz por alguns minutos e muda de lugar. Quantos inocentes devem ser assaltados ainda e mortos antes que os ‘inteligentes’ tomem medidas? Não adianta divulgar estatísticas dizendo que o número de acidentes com motoqueiros aumentou e fazer como de costume, ou seja, nada!
Serge R. Vandevelde
São Bernardo

Dois pesos e duas medidas
As gravíssimas denúncias atribuídas a Michel Temer não ficam atrás em nada se comparadas com aquelas que levaram Luiz Inácio Lula da Silva para atrás das grades. Dessa forma, não tem o menor sentido manter o ex-presidente preso em Curitiba. Questão de justiça!
Eleonora Samara
Capital

Três bombas
Era cidade onde tinha piscinão com seis bombas. Em um certo dia, não se sabe exatamente quando, três bombas pararam de funcionar. A ciência descobre e desenvolve coisas maravilhosas. Porém, na cidade as três bombas continuaram quebradas. Em uma certa noite, dia 10, começou a chover. Tanto, mas tanto, mas tanto que o piscinão não funcionou, a água sobrou, invadiu casas, causou perdas e danos e o rio não encheu, por causa das três bombas. Caro Morando, perdi móveis e eletrodomésticos e talvez meu carro. Porém, perdi caixa de fotos onde ali revíamos nossos filhos, momentos em família, álbum de formatura etc. No verão costuma chover muito forte, viu? Ah, quem conserta bomba é o eletricista! Na terça-feira, após a enchente, o prefeito de São Bernardo deu entrevista. Falou que choveu muito e tinha três bombas quebradas! Se ele não fala...
Geraldino Augusto de Oliveira
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