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Magalhães destaca dados do Caged que indicariam recuperação do consumo



25/03/2019 | 15:14


O coordenador geral de estatísticas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Mário Magalhães, destacou nesta segunda-feira, 25, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que indicariam a recuperação do poder de consumo da população. O mercado de trabalho brasileiro criou 173.139 empregos com carteira assinada em fevereiro.

O setor de serviços de alojamento, alimentação e reparação registrou a abertura líquida de 23.120 vagas em fevereiro deste ano, ante 3,1 mil em fevereiro do ano passado. Já o segmento de comércio e administração de imóveis abriu 22.454 vagas em fevereiro, ante 12,7 mil em fevereiro de 2018.

O transporte de cargas também registrou aumento em fevereiro em linha com o crescimento do comércio atacadista. "Isso mostra que os brasileiros consumiram mais no mês passado. Os dados mostram um aquecimento da atividade econômica", avaliou Magalhães. Para ele, a maior abertura de vagas com carteira também na indústria e na construção civil podem sinalizar uma retomada mais robusta do emprego em 2019.

Entre os melhores resultados da indústria em fevereiro destacam-se calçados (6.819 postos), têxteis (5.965 postos), borracha/fumo/couros (5.444 postos), metalurgia (4.402 postos), farmacêuticos (3.961 postos) e mecânica (3.631 postos). Já a indústria de alimentos fechou 4.841 vagas no mês, puxada pelo encerramento de 15 mil vagas na indústria da cana de açúcar em fevereiro.

Na construção civil, a maior abertura de vagas ocorreu no segmento de construção de residências, com 5.894 postos. "Isso mostra uma retomada do crédito para a população", comentou Magalhães. "Já as obras de infraestrutura continuam em ritmo mais lento", ponderou.

No comércio, o destaque foi para o comércio atacadista, que gerou 8.706 vagas em fevereiro, ante 3,5 mil no mês do ano passado. Já o comércio varejista fechou 2.716 vagas em fevereiro, ante um corte de mais de 20 mil vagas no mesmo mês de 2018.

Magalhães detalhou ainda a entressafra da agricultura em fevereiro, com criação de 5.898 vagas na produção de frutas (exceto laranja e uva), mas o fechamento de 6.270 vagas apenas no cultivo da laranja. "As demais culturas ficaram praticamente estáveis no mês. A partir de março e abril devem retornar as contratações no campo até junho", concluiu.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, avaliou que a forte criação de empregos em fevereiro demonstra uma clara tendência de melhora do ambiente econômico, com a expectativa da aprovação de reformas como a da Previdência.

"Esse foi o sexto melhor resultado para meses de fevereiro na história do indicador e o melhor desempenho para o mês desde 2014", reforçou. "Olhando para esse começo de ano, o saldo de 211.474 empregos no 1º bimestre é 50% maior do que o registrado nos primeiros dois meses de 2018. Houve crescimento do emprego em sete dos oito setores acompanhados pelo Caged", acrescentou.



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Magalhães destaca dados do Caged que indicariam recuperação do consumo


25/03/2019 | 15:14


O coordenador geral de estatísticas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Mário Magalhães, destacou nesta segunda-feira, 25, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que indicariam a recuperação do poder de consumo da população. O mercado de trabalho brasileiro criou 173.139 empregos com carteira assinada em fevereiro.

O setor de serviços de alojamento, alimentação e reparação registrou a abertura líquida de 23.120 vagas em fevereiro deste ano, ante 3,1 mil em fevereiro do ano passado. Já o segmento de comércio e administração de imóveis abriu 22.454 vagas em fevereiro, ante 12,7 mil em fevereiro de 2018.

O transporte de cargas também registrou aumento em fevereiro em linha com o crescimento do comércio atacadista. "Isso mostra que os brasileiros consumiram mais no mês passado. Os dados mostram um aquecimento da atividade econômica", avaliou Magalhães. Para ele, a maior abertura de vagas com carteira também na indústria e na construção civil podem sinalizar uma retomada mais robusta do emprego em 2019.

Entre os melhores resultados da indústria em fevereiro destacam-se calçados (6.819 postos), têxteis (5.965 postos), borracha/fumo/couros (5.444 postos), metalurgia (4.402 postos), farmacêuticos (3.961 postos) e mecânica (3.631 postos). Já a indústria de alimentos fechou 4.841 vagas no mês, puxada pelo encerramento de 15 mil vagas na indústria da cana de açúcar em fevereiro.

Na construção civil, a maior abertura de vagas ocorreu no segmento de construção de residências, com 5.894 postos. "Isso mostra uma retomada do crédito para a população", comentou Magalhães. "Já as obras de infraestrutura continuam em ritmo mais lento", ponderou.

No comércio, o destaque foi para o comércio atacadista, que gerou 8.706 vagas em fevereiro, ante 3,5 mil no mês do ano passado. Já o comércio varejista fechou 2.716 vagas em fevereiro, ante um corte de mais de 20 mil vagas no mesmo mês de 2018.

Magalhães detalhou ainda a entressafra da agricultura em fevereiro, com criação de 5.898 vagas na produção de frutas (exceto laranja e uva), mas o fechamento de 6.270 vagas apenas no cultivo da laranja. "As demais culturas ficaram praticamente estáveis no mês. A partir de março e abril devem retornar as contratações no campo até junho", concluiu.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, avaliou que a forte criação de empregos em fevereiro demonstra uma clara tendência de melhora do ambiente econômico, com a expectativa da aprovação de reformas como a da Previdência.

"Esse foi o sexto melhor resultado para meses de fevereiro na história do indicador e o melhor desempenho para o mês desde 2014", reforçou. "Olhando para esse começo de ano, o saldo de 211.474 empregos no 1º bimestre é 50% maior do que o registrado nos primeiros dois meses de 2018. Houve crescimento do emprego em sete dos oito setores acompanhados pelo Caged", acrescentou.

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