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Sobra aço no mundo: e agora?


Do Diário do Grande ABC

25/03/2019 | 08:41


Artigo

O ano de 2019 começou com desafios ainda maiores para exportadores brasileiros de aço. A UE (União Europeia), seguindo o que fez Donald Trump ano passado, o qual sobretaxou importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, aprovou, no dia 16 de janeiro, a imposição de barreiras à importação desse produto. A proposta precisa ser aprovada pela Comissão Europeia, mas parte dos países europeus já concordou para que entre em vigor a partir de fevereiro.

Isso porque, com diminuição do volume importado pelos Estados Unidos, os exportadores de aço destinaram sua produção para outros mercados, principalmente o europeu. O aumento das exportações para a UE fez com que os países desse bloco aprovassem a imposição de barreiras contra a importação do aço, sob a justificativa de ‘blindar os produtores de aço da Europa’ e ‘preservar os fluxos de comércio tradicionais’. Pela proposta, 26 produtos ficariam sujeitos a uma cota até julho de 2021 e o volume excedente ao teto estipulado será sobretaxado. Dentre os produtos encontram-se chapas, lâminas e certos tubos, que são produtos exportados pelo Brasil. Os importadores europeus que desejarem importar laminados e/ou folhas metálicas do Brasil, por exemplo, terão cota inicial de 168 mil toneladas e de 50 mil toneladas, respectivamente; o volume excedente será sobretaxado em 25%.

Mas quais os impactos dessa medida para o Brasil? Em 2018, cerca de 18% das exportações de aço do Brasil destinaram-se à Europa, o que representa a exportação de 2,1 milhões de toneladas, cerca de US$ 1,4 bilhão. Com as barreiras, o impacto imediato seria a redução do volume comercializado com o mercado europeu. Assim, o Brasil deverá buscar outros mercados para a comercialização de sua produção para que a indústria nacional, que reduziu sua capacidade instalada para 70%, não sofra mais retração. Caso contrário, a consequência, em médio prazo, seria o aumento da vulnerabilidade, a perda da competitividade da indústria e o agravamento da crise econômica interna. Entretanto, a onda protecionista restringe mercados disponíveis para a livre comercialização, fazendo com que países exportadores de aço busquem mercados que não possuem barreiras, aumentando a concorrência. Independentemente do mercado, está sobrando aço no mundo. E quanto maior a quantidade de produto ofertado, mais o mercado força preços para baixo, desvalorizando, assim, o produto.

Enquanto a medida não entra em vigor, o Brasil pretende recorrer a mecanismos multilaterais, como a OMC (Organização Mundial do Comércio), e negocia com a UE possível flexibilização aos produtos brasileiros. Apesar dos esforços, o futuro ainda é incerto.

Renata Fragoso Maria Sobrinho é doutora em administração e professora dos cursos de administração e comércio exterior da Universidade Positivo.

Palavra do leitor

Só agora?
Michel Temer foi preso e uma das acusações é a de que comandava organização criminosa já há 40 anos (Política, dia 22). E só agora notaram isso? Ou será que foi para desviar o foco da entrega da Base de Alcântara e visto livre aos norte-americanos? Ou para esconder a reforma da Previdência aos militares, que terão benefícios que nenhuma outra categoria tem ou terá? Como gostamos e aceitamos ser enganados!
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Bolsonaro – 1
Tenho notado, por várias vezes, cartas nesta Palavra do Leitor em que a pessoa diz ter votado em Bolsonaro e estar decepcionada com atuação dele. É óbvio que as pessoas que fazem tal afirmação não votaram nele. É julgamento precipitado, visto que não chega ainda a 90 dias de governo. Muito ao contrário dos 16 anos de gestão do PT, que, este sim, tem condições de ser avaliado com toda segurança sem deixar dúvida. Essa estratégia dos petistas, de alegar ter votado no adversário do PT e ter se arrependido, é tática velha, inventada já há alguns anos, para tentar dar certa veracidade às próprias afirmações. Tentam enganar pessoas ingênuas. Para ‘viúvas’ e ‘viúvos’ de Lula, gostaria de informar que essa estratégia não cola mais. Têm que inventar outra para continuar tentando desacreditar governos de outras ideologias que não as suas. Seria bem melhor usar suas inteligências e contribuir para que o Brasil saia dessa crise em que foi levado. O ‘quanto pior, melhor’ não é bom para ninguém. Afinal, estamos no mesmo barco.
Donaldo Dagnone
Santo André

Bolsonaro – 2
O presidente Jair ‘lambe-botas’ Bolsonaro acha que fez acordo com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, quando, na verdade, só o Brasil cedeu. Entregou a Base de Alcântara, no Maranhão, aos norte-americanos, que, agora, também não precisarão mais de visto para entrar no País. Não teve contrapartida, porque brasileiros continuarão necessitando do documento para adentrar à terra de Tio Sam. Bolsonaro ofereceu auxílio para deportar brasileiros e acesso a informações de nossos conterrâneos em redes sociais. E o que Trump disponibizou ao Brasil? Nada. Nem o trapalhão do Fernando Collor foi tão omisso! Alguns conformados que defendem Bolsonaro disseram nesta Palavra do Leitor que Lula se aproximava de Chaves, Maduro, Evo Morales e outros. Então por isso, para contra-atacar erros do PT, Bolsonaro tem de piorar a situação, entregando o País? Como assim? Que conta é essa?
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)

Bolsonaro – 3
O presidente Bolsonaro levou pessoalmente ao Congresso proposta de Previdência aos militares (Economia, dia 21). Nela, ele concede aumento de salário mesmo após a aposentadoria dessa categoria. Pior: majoração igual ao reajuste de quem ainda está trabalhando. Nenhuma outra categoria tem esse privilégio. E quem terá de trabalhar mais para bancar esses aumentos? Nós, que não somos militares. Tudo isso porque ele se aposentou do Exército com 33 anos, tem salário de marajá de R$ 9.135 por mês e foi militar, para agradar a classe. Ou seja, presidente que não está nem um pouco preocupado com a população. E tem quem ainda veja esperança de alguma coisa boa vinda desse sujeito! Precisa ser tirado de lá antes que faça coisas piores.
Samir Godoy Haddade
Diadema

Acervo
A viúva e os filhos do saudoso historiador Wanderley dos Santos (1951-1996) nomearam-me depositário legal do acervo documental, que era dele, com a incumbência de separar os documentos de interesse público, do pessoal, deixando-me também responsável com o escopo de doar a documentação pública para órgão afeito à memória de uma das cidades do nosso pujante Grande ABC. Decidi doar a São Bernardo, em dezembro de 2016, devido ao livro Antecedentes Históricos do ABC Paulista: 1550-1892, da lavra do finado historiador, que foi publicado pela municipalidade são-bernardense, com a intercessão e copidesque do historiador Ademir Medici. Isto posto, estou em uma inquietação exacerbada, porque, como pode documentos e objetos estarem sob a guarda de próprio municipal, que padece de crônica incúria de manutenção preventiva? Se eu tivesse doado a documentação pública – do inesquecível historiador – à Fundação Pró-Memória, do pujante município de São Caetano, jamais teria essa preocupação. Valha-nos Mnemosyne. A manutenção preventiva acima de tudo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Mário Covas
A farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, ataca de novo! Não bastam seis (sim, seis!) horas de fila. Na folha a ser preenchida pelo médico, bastam letra mal formada e uma rasura e os remédios não são entregues! Houve caso em que o médico colocou o nome do remédio e o peso, 1 ‘ng’, ao invés de 1 ‘mg’, e nada feito, o paciente ficou sem o medicamento, teve de remarcar e começar tudo de novo. Tanto tempo para marcar (que pode durar meses) e depois ficar sem remédio. A explicação do atendente é que é exigência do Ministério da Saúde! A cada três meses entrega-se formulário para o médico preencher, basta que ele erre uma letra para nada ser feito! Por que não entregar três folhas? Não seria mais fácil? A descentralização será para quando? Dizem que em São Bernardo está tudo pronto. É verdade? A cidade é campeã mundial em obras não ou mal acabadas!
Serge R. Vandevelde
São Bernardo 



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Sobra aço no mundo: e agora?

Do Diário do Grande ABC

25/03/2019 | 08:41


Artigo

O ano de 2019 começou com desafios ainda maiores para exportadores brasileiros de aço. A UE (União Europeia), seguindo o que fez Donald Trump ano passado, o qual sobretaxou importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, aprovou, no dia 16 de janeiro, a imposição de barreiras à importação desse produto. A proposta precisa ser aprovada pela Comissão Europeia, mas parte dos países europeus já concordou para que entre em vigor a partir de fevereiro.

Isso porque, com diminuição do volume importado pelos Estados Unidos, os exportadores de aço destinaram sua produção para outros mercados, principalmente o europeu. O aumento das exportações para a UE fez com que os países desse bloco aprovassem a imposição de barreiras contra a importação do aço, sob a justificativa de ‘blindar os produtores de aço da Europa’ e ‘preservar os fluxos de comércio tradicionais’. Pela proposta, 26 produtos ficariam sujeitos a uma cota até julho de 2021 e o volume excedente ao teto estipulado será sobretaxado. Dentre os produtos encontram-se chapas, lâminas e certos tubos, que são produtos exportados pelo Brasil. Os importadores europeus que desejarem importar laminados e/ou folhas metálicas do Brasil, por exemplo, terão cota inicial de 168 mil toneladas e de 50 mil toneladas, respectivamente; o volume excedente será sobretaxado em 25%.

Mas quais os impactos dessa medida para o Brasil? Em 2018, cerca de 18% das exportações de aço do Brasil destinaram-se à Europa, o que representa a exportação de 2,1 milhões de toneladas, cerca de US$ 1,4 bilhão. Com as barreiras, o impacto imediato seria a redução do volume comercializado com o mercado europeu. Assim, o Brasil deverá buscar outros mercados para a comercialização de sua produção para que a indústria nacional, que reduziu sua capacidade instalada para 70%, não sofra mais retração. Caso contrário, a consequência, em médio prazo, seria o aumento da vulnerabilidade, a perda da competitividade da indústria e o agravamento da crise econômica interna. Entretanto, a onda protecionista restringe mercados disponíveis para a livre comercialização, fazendo com que países exportadores de aço busquem mercados que não possuem barreiras, aumentando a concorrência. Independentemente do mercado, está sobrando aço no mundo. E quanto maior a quantidade de produto ofertado, mais o mercado força preços para baixo, desvalorizando, assim, o produto.

Enquanto a medida não entra em vigor, o Brasil pretende recorrer a mecanismos multilaterais, como a OMC (Organização Mundial do Comércio), e negocia com a UE possível flexibilização aos produtos brasileiros. Apesar dos esforços, o futuro ainda é incerto.

Renata Fragoso Maria Sobrinho é doutora em administração e professora dos cursos de administração e comércio exterior da Universidade Positivo.

Palavra do leitor

Só agora?
Michel Temer foi preso e uma das acusações é a de que comandava organização criminosa já há 40 anos (Política, dia 22). E só agora notaram isso? Ou será que foi para desviar o foco da entrega da Base de Alcântara e visto livre aos norte-americanos? Ou para esconder a reforma da Previdência aos militares, que terão benefícios que nenhuma outra categoria tem ou terá? Como gostamos e aceitamos ser enganados!
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Bolsonaro – 1
Tenho notado, por várias vezes, cartas nesta Palavra do Leitor em que a pessoa diz ter votado em Bolsonaro e estar decepcionada com atuação dele. É óbvio que as pessoas que fazem tal afirmação não votaram nele. É julgamento precipitado, visto que não chega ainda a 90 dias de governo. Muito ao contrário dos 16 anos de gestão do PT, que, este sim, tem condições de ser avaliado com toda segurança sem deixar dúvida. Essa estratégia dos petistas, de alegar ter votado no adversário do PT e ter se arrependido, é tática velha, inventada já há alguns anos, para tentar dar certa veracidade às próprias afirmações. Tentam enganar pessoas ingênuas. Para ‘viúvas’ e ‘viúvos’ de Lula, gostaria de informar que essa estratégia não cola mais. Têm que inventar outra para continuar tentando desacreditar governos de outras ideologias que não as suas. Seria bem melhor usar suas inteligências e contribuir para que o Brasil saia dessa crise em que foi levado. O ‘quanto pior, melhor’ não é bom para ninguém. Afinal, estamos no mesmo barco.
Donaldo Dagnone
Santo André

Bolsonaro – 2
O presidente Jair ‘lambe-botas’ Bolsonaro acha que fez acordo com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, quando, na verdade, só o Brasil cedeu. Entregou a Base de Alcântara, no Maranhão, aos norte-americanos, que, agora, também não precisarão mais de visto para entrar no País. Não teve contrapartida, porque brasileiros continuarão necessitando do documento para adentrar à terra de Tio Sam. Bolsonaro ofereceu auxílio para deportar brasileiros e acesso a informações de nossos conterrâneos em redes sociais. E o que Trump disponibizou ao Brasil? Nada. Nem o trapalhão do Fernando Collor foi tão omisso! Alguns conformados que defendem Bolsonaro disseram nesta Palavra do Leitor que Lula se aproximava de Chaves, Maduro, Evo Morales e outros. Então por isso, para contra-atacar erros do PT, Bolsonaro tem de piorar a situação, entregando o País? Como assim? Que conta é essa?
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)

Bolsonaro – 3
O presidente Bolsonaro levou pessoalmente ao Congresso proposta de Previdência aos militares (Economia, dia 21). Nela, ele concede aumento de salário mesmo após a aposentadoria dessa categoria. Pior: majoração igual ao reajuste de quem ainda está trabalhando. Nenhuma outra categoria tem esse privilégio. E quem terá de trabalhar mais para bancar esses aumentos? Nós, que não somos militares. Tudo isso porque ele se aposentou do Exército com 33 anos, tem salário de marajá de R$ 9.135 por mês e foi militar, para agradar a classe. Ou seja, presidente que não está nem um pouco preocupado com a população. E tem quem ainda veja esperança de alguma coisa boa vinda desse sujeito! Precisa ser tirado de lá antes que faça coisas piores.
Samir Godoy Haddade
Diadema

Acervo
A viúva e os filhos do saudoso historiador Wanderley dos Santos (1951-1996) nomearam-me depositário legal do acervo documental, que era dele, com a incumbência de separar os documentos de interesse público, do pessoal, deixando-me também responsável com o escopo de doar a documentação pública para órgão afeito à memória de uma das cidades do nosso pujante Grande ABC. Decidi doar a São Bernardo, em dezembro de 2016, devido ao livro Antecedentes Históricos do ABC Paulista: 1550-1892, da lavra do finado historiador, que foi publicado pela municipalidade são-bernardense, com a intercessão e copidesque do historiador Ademir Medici. Isto posto, estou em uma inquietação exacerbada, porque, como pode documentos e objetos estarem sob a guarda de próprio municipal, que padece de crônica incúria de manutenção preventiva? Se eu tivesse doado a documentação pública – do inesquecível historiador – à Fundação Pró-Memória, do pujante município de São Caetano, jamais teria essa preocupação. Valha-nos Mnemosyne. A manutenção preventiva acima de tudo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Mário Covas
A farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, ataca de novo! Não bastam seis (sim, seis!) horas de fila. Na folha a ser preenchida pelo médico, bastam letra mal formada e uma rasura e os remédios não são entregues! Houve caso em que o médico colocou o nome do remédio e o peso, 1 ‘ng’, ao invés de 1 ‘mg’, e nada feito, o paciente ficou sem o medicamento, teve de remarcar e começar tudo de novo. Tanto tempo para marcar (que pode durar meses) e depois ficar sem remédio. A explicação do atendente é que é exigência do Ministério da Saúde! A cada três meses entrega-se formulário para o médico preencher, basta que ele erre uma letra para nada ser feito! Por que não entregar três folhas? Não seria mais fácil? A descentralização será para quando? Dizem que em São Bernardo está tudo pronto. É verdade? A cidade é campeã mundial em obras não ou mal acabadas!
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