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May desafia pressão para deixar cargo e tenta salvar Brexit

KIRSTY WIGGLESWORTH_ASSOCIATED PRESS_ESTADÃO CONTEÚDO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jornal The Sunday Times publicou que 11 ministros estão conspirando para derrubar primeira-ministra



25/03/2019 | 07:01


A primeira-ministra Theresa May vem sendo pressionada a renunciar ou estabelecer uma data para deixar o cargo. Membros do Partido Conservador sinalizaram ontem que a saída da premiê poderia destravar a negociação para aprovar o Brexit no Parlamento. Ontem, o jornal The Sunday Times publicou que 11 ministros estão conspirando para derrubá-la.

Os boatos obrigaram os dois políticos conservadores mais cotados para o cargo de May a tentarem apagar o incêndio. "Mudar a primeira-ministra não vai ajudar. Mudar o partido no governo não vai ajudar", disse o ministro da Economia, Philip Hammond. "Eu estou 100% ao lado de May", garantiu o vice-premiê, David Lidington.

Ontem, May passou o dia reunida com colegas conservadores para recuperar o controle da bancada do partido. Negociando com ela estava a linha de frente dos eurocéticos, incluindo o influente Jacob Rees-Mogg e o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson.

O principal tema da discussão de ontem entre May e os eurocéticos era definir se há apoio suficiente no Parlamento para votar - pela terceira vez - o acordo de divórcio negociado entre a premie e a União Europeia. Bruxelas concedeu mais duas semanas de prazo para o Brexit, desde que os deputados britânicos aprovassem o acordo, rejeitado nas duas primeiras votações.

Se o Parlamento não aprovar o acordo, a UE estaria disposta a conceder mais tempo para o Reino Unido, desde que May apresentasse algum tipo de plano alternativo - que ela já declarou não ter. Por isso, as chances de um Brexit sem acordo aumentam a cada dia, o que representaria um duro golpe para a economia britânica. Em setembro, uma análise do Centre for European Reform indicou que o país vem perdendo US$ 650 milhões por semana com o processo de saída.

O restabelecimento de postos de fronteiras e fiscalizações sanitárias poderia causar uma crise de desabastecimento de remédios e alimentos. O novo regime tarifário, caso o Reino Unido saia sem acordo, prejudicaria as exportações britânicas. A França, por exemplo, compra sem imposto metade da produção de carne de cordeiro do país. Após o Brexit, a tarifa seria de 40%.

Manifestações

São detalhes como estes que levaram, no sábado, um milhão de pessoas às ruas de Londres para defender que o povo britânico seja consultado mais uma vez se deseja sair da UE. A maioria argumenta que este cenário caótico não foi mencionado no plebiscito de 2016.

Outra forma de pressão é uma petição online para revogar o Brexit, disponível no site do Parlamento, que ontem chegou a 5,3 milhões de assinaturas - batendo recorde de uma petição parlamentar. Embora não tenha caráter vinculante, o número é significativo porque já representa mais de 30% dos votos em favor da saída, em 2016. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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May desafia pressão para deixar cargo e tenta salvar Brexit

Jornal The Sunday Times publicou que 11 ministros estão conspirando para derrubar primeira-ministra


25/03/2019 | 07:01


A primeira-ministra Theresa May vem sendo pressionada a renunciar ou estabelecer uma data para deixar o cargo. Membros do Partido Conservador sinalizaram ontem que a saída da premiê poderia destravar a negociação para aprovar o Brexit no Parlamento. Ontem, o jornal The Sunday Times publicou que 11 ministros estão conspirando para derrubá-la.

Os boatos obrigaram os dois políticos conservadores mais cotados para o cargo de May a tentarem apagar o incêndio. "Mudar a primeira-ministra não vai ajudar. Mudar o partido no governo não vai ajudar", disse o ministro da Economia, Philip Hammond. "Eu estou 100% ao lado de May", garantiu o vice-premiê, David Lidington.

Ontem, May passou o dia reunida com colegas conservadores para recuperar o controle da bancada do partido. Negociando com ela estava a linha de frente dos eurocéticos, incluindo o influente Jacob Rees-Mogg e o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson.

O principal tema da discussão de ontem entre May e os eurocéticos era definir se há apoio suficiente no Parlamento para votar - pela terceira vez - o acordo de divórcio negociado entre a premie e a União Europeia. Bruxelas concedeu mais duas semanas de prazo para o Brexit, desde que os deputados britânicos aprovassem o acordo, rejeitado nas duas primeiras votações.

Se o Parlamento não aprovar o acordo, a UE estaria disposta a conceder mais tempo para o Reino Unido, desde que May apresentasse algum tipo de plano alternativo - que ela já declarou não ter. Por isso, as chances de um Brexit sem acordo aumentam a cada dia, o que representaria um duro golpe para a economia britânica. Em setembro, uma análise do Centre for European Reform indicou que o país vem perdendo US$ 650 milhões por semana com o processo de saída.

O restabelecimento de postos de fronteiras e fiscalizações sanitárias poderia causar uma crise de desabastecimento de remédios e alimentos. O novo regime tarifário, caso o Reino Unido saia sem acordo, prejudicaria as exportações britânicas. A França, por exemplo, compra sem imposto metade da produção de carne de cordeiro do país. Após o Brexit, a tarifa seria de 40%.

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São detalhes como estes que levaram, no sábado, um milhão de pessoas às ruas de Londres para defender que o povo britânico seja consultado mais uma vez se deseja sair da UE. A maioria argumenta que este cenário caótico não foi mencionado no plebiscito de 2016.

Outra forma de pressão é uma petição online para revogar o Brexit, disponível no site do Parlamento, que ontem chegou a 5,3 milhões de assinaturas - batendo recorde de uma petição parlamentar. Embora não tenha caráter vinculante, o número é significativo porque já representa mais de 30% dos votos em favor da saída, em 2016. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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