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Indecisos consultam eleitorado sobre impeachment

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereadores buscam ouvir as bases para decidir o futuro de Atila Jacomussi


Júnior Carvalho

24/03/2019 | 07:27


Indecisos sobre como votar no processo de impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), vereadores têm procurado conversar com seu eleitorado para saber o que pensam sobre possível cassação do socialista. Enquanto alguns parlamentares já gritam aos quatro cantos que são favoráveis ao impedimento, outros adotam cautela e, segundo apurou o Diário, buscam se pautar no que pensa o eleitor.

Pelos corredores da Câmara e até do Paço especula-se, inclusive, que há até pesquisas na cidade questionando munícipes sobre o que acham da continuidade ou não do governo Atila e de uma possível gestão chefiada por Alaíde Damo (MDB), vice-prefeita eleita, que assumiu interinamente o Paço nas duas ocasiões em que o titular esteve preso.

A pouco mais de um ano e meio para as eleições municipais, parlamentares querem evitar desagradar suas bases. Muitas delas, inclusive, diretamente ligadas aos mandatos, como o eleitorado evangélico.

Os dois processos de impeachment de Atila que tramitam na Câmara estão em patamar semelhante: fase de instrução. Tanto a comissão que analisa denúncia por quebra de decoro quanto a que estuda suposta vacância do cargo ainda não terminaram de ouvir os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa do prefeito.

A demora para a realização de duas dessas oitivas tem travado a formulação do parecer final. Incluídos no processo pelos advogados de Atila, o deputado federal Orlando Silva e o ex-secretário João Gaspar (ambos do PCdoB) ainda não falaram às comissões. O primeiro comunicou a um dos grupos, o que analisa quebra de decoro, que poderá falar somente no dia 10 de abril, em seu gabinete em Brasília.

A comissão, porém, já pediu que essa oitiva ocorra até o dia 2. Já no caso de Gaspar, a mesma comissão pediu que a defesa designe espaço para que o ex-secretário fale até quinta-feira. Gaspar foi convocado para dar seu depoimento no Legislativo, no dia 11, mas não foi à casa porque tem restrições jurídicas para entrar em prédios públicos.

No caso da comissão que estuda denúncia de possível vacância, a comissão ainda não apreciou pedido da defesa do prefeito para que reconsidere sua ausência na oitiva – foi convocado para falar no dia 13, mas não compareceu porque participou de agenda com o governador João Doria (PSDB) – e remarque o depoimento do prefeito.  



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Indecisos consultam eleitorado sobre impeachment

Vereadores buscam ouvir as bases para decidir o futuro de Atila Jacomussi

Júnior Carvalho

24/03/2019 | 07:27


Indecisos sobre como votar no processo de impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), vereadores têm procurado conversar com seu eleitorado para saber o que pensam sobre possível cassação do socialista. Enquanto alguns parlamentares já gritam aos quatro cantos que são favoráveis ao impedimento, outros adotam cautela e, segundo apurou o Diário, buscam se pautar no que pensa o eleitor.

Pelos corredores da Câmara e até do Paço especula-se, inclusive, que há até pesquisas na cidade questionando munícipes sobre o que acham da continuidade ou não do governo Atila e de uma possível gestão chefiada por Alaíde Damo (MDB), vice-prefeita eleita, que assumiu interinamente o Paço nas duas ocasiões em que o titular esteve preso.

A pouco mais de um ano e meio para as eleições municipais, parlamentares querem evitar desagradar suas bases. Muitas delas, inclusive, diretamente ligadas aos mandatos, como o eleitorado evangélico.

Os dois processos de impeachment de Atila que tramitam na Câmara estão em patamar semelhante: fase de instrução. Tanto a comissão que analisa denúncia por quebra de decoro quanto a que estuda suposta vacância do cargo ainda não terminaram de ouvir os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa do prefeito.

A demora para a realização de duas dessas oitivas tem travado a formulação do parecer final. Incluídos no processo pelos advogados de Atila, o deputado federal Orlando Silva e o ex-secretário João Gaspar (ambos do PCdoB) ainda não falaram às comissões. O primeiro comunicou a um dos grupos, o que analisa quebra de decoro, que poderá falar somente no dia 10 de abril, em seu gabinete em Brasília.

A comissão, porém, já pediu que essa oitiva ocorra até o dia 2. Já no caso de Gaspar, a mesma comissão pediu que a defesa designe espaço para que o ex-secretário fale até quinta-feira. Gaspar foi convocado para dar seu depoimento no Legislativo, no dia 11, mas não foi à casa porque tem restrições jurídicas para entrar em prédios públicos.

No caso da comissão que estuda denúncia de possível vacância, a comissão ainda não apreciou pedido da defesa do prefeito para que reconsidere sua ausência na oitiva – foi convocado para falar no dia 13, mas não compareceu porque participou de agenda com o governador João Doria (PSDB) – e remarque o depoimento do prefeito.  

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