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Erros levam o São Caetano do protagonismo à Série A-2

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jogadores experientes contratados para carregar o time evaporam e Pintado convicções durante o Paulistão


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/03/2019 | 07:00


De candidato a protagonista a rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paulista. Difícil entender os motivos que levaram o São Caetano a fracassar na tentativa de repetir os bons momentos de 15 anos atrás, quando foi campeão do Estadual. Jogadores contratados para ser o alicerce do elenco evaporaram com o passar das rodadas e o técnico Pintado, que participou da montagem da equipe, abriu mão das suas convicções à medida em que os resultados não aconteciam.


Rafael Marques, por exemplo, chegou bastante prestigiado após disputar o Brasileirão de 2018 pelo Sport e nos anos anteriores ter defendido as cores de Cruzeiro e Palmeiras. No Verdão, aliás, fez sucesso. Disputou 91 jogos, balançou a rede oito vezes e foi campeão da Copa do Brasil de 2015. Iniciou a campanha como titular absoluto do São Caetano e depois ficou no banco de reservas. Começou apenas seis dos 12 jogos da primeira fase.

Os volantes Willians e Cristian também iniciaram como titulares e sumiram quando o clube mais precisou. O primeiro parecia fora de forma e participou de apenas duas partidas. Já Cristian, que nos últimos anos não havia emplacado nem no Corinthians nem no Grêmio, fez os três primeiros jogos e depois acabou preterido por Pintado.

Questionado sobre a decepção com esses jogadores, o treinador evitou apontar culpados. “São líderes, são sérios e cumpriram rigorosamente todas as minhas determinações durante a competição. Mas futebol não é matemática, não é uma ciência exata. Não podemos colocar o peso (do rebaixamento) apenas em alguns nomes do elenco, a responsabilidade é de todos. Não conseguimos encaixar”, lamentou.

As constantes mudanças na escalação e o sumiço dos jogadores que no início eram titulares mostraram que Pintado mudou suas convicções durante o torneio. Em apenas uma rodada, da segunda – quando empatou por 0 a 0 com o Ituano – para a terceira – revés por 2 a 0 para o Palmeiras –, ele não mexeu no time. Em compensação, do quinto (3 a 0 para o Botafogo) para o sexto jogo (3 a 1 para o Oeste) foram incríveis cinco alterações.

Para efeito de comparação, do time que entrou em campo na partida decisiva contra o São Paulo, quarta-feira, apenas quatro jogadores (Alex Reinaldo, Max, Pablo e Capa) iniciaram a campanha como titulares. Curioso também que os três goleiros do elenco foram utilizados, sendo que Douglas atuou por poucos minutos diante do Bragantino, quando foi expulso ao trocar o gol pela falta e nunca mais foi testado.

Pintado ainda não sabe se vai continuar no São Caetano. Após chegar no meio da competição, salvar o time do rebaixamento e o levar às quartas de final do Paulistão de 2018 – quando foi eliminado pelo São Paulo após erro do goleiro Paes –, ele assinou a prorrogação do contrato até o fim de 2020. Mas a queda à Série A-2 é algo significativo e renderá conversa com a diretoria, até terça-feira. Por enquanto, ele tem trabalhado normalmente com o elenco. Procurado, o presidente Nairo Ferreira de Souza não quis se pronunciar.

O próximo compromisso do Azulão será a Série D do Brasileiro, com previsão para começar no dia 4 de maio. 



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Erros levam o São Caetano do protagonismo à Série A-2

Jogadores experientes contratados para carregar o time evaporam e Pintado convicções durante o Paulistão

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/03/2019 | 07:00


De candidato a protagonista a rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paulista. Difícil entender os motivos que levaram o São Caetano a fracassar na tentativa de repetir os bons momentos de 15 anos atrás, quando foi campeão do Estadual. Jogadores contratados para ser o alicerce do elenco evaporaram com o passar das rodadas e o técnico Pintado, que participou da montagem da equipe, abriu mão das suas convicções à medida em que os resultados não aconteciam.


Rafael Marques, por exemplo, chegou bastante prestigiado após disputar o Brasileirão de 2018 pelo Sport e nos anos anteriores ter defendido as cores de Cruzeiro e Palmeiras. No Verdão, aliás, fez sucesso. Disputou 91 jogos, balançou a rede oito vezes e foi campeão da Copa do Brasil de 2015. Iniciou a campanha como titular absoluto do São Caetano e depois ficou no banco de reservas. Começou apenas seis dos 12 jogos da primeira fase.

Os volantes Willians e Cristian também iniciaram como titulares e sumiram quando o clube mais precisou. O primeiro parecia fora de forma e participou de apenas duas partidas. Já Cristian, que nos últimos anos não havia emplacado nem no Corinthians nem no Grêmio, fez os três primeiros jogos e depois acabou preterido por Pintado.

Questionado sobre a decepção com esses jogadores, o treinador evitou apontar culpados. “São líderes, são sérios e cumpriram rigorosamente todas as minhas determinações durante a competição. Mas futebol não é matemática, não é uma ciência exata. Não podemos colocar o peso (do rebaixamento) apenas em alguns nomes do elenco, a responsabilidade é de todos. Não conseguimos encaixar”, lamentou.

As constantes mudanças na escalação e o sumiço dos jogadores que no início eram titulares mostraram que Pintado mudou suas convicções durante o torneio. Em apenas uma rodada, da segunda – quando empatou por 0 a 0 com o Ituano – para a terceira – revés por 2 a 0 para o Palmeiras –, ele não mexeu no time. Em compensação, do quinto (3 a 0 para o Botafogo) para o sexto jogo (3 a 1 para o Oeste) foram incríveis cinco alterações.

Para efeito de comparação, do time que entrou em campo na partida decisiva contra o São Paulo, quarta-feira, apenas quatro jogadores (Alex Reinaldo, Max, Pablo e Capa) iniciaram a campanha como titulares. Curioso também que os três goleiros do elenco foram utilizados, sendo que Douglas atuou por poucos minutos diante do Bragantino, quando foi expulso ao trocar o gol pela falta e nunca mais foi testado.

Pintado ainda não sabe se vai continuar no São Caetano. Após chegar no meio da competição, salvar o time do rebaixamento e o levar às quartas de final do Paulistão de 2018 – quando foi eliminado pelo São Paulo após erro do goleiro Paes –, ele assinou a prorrogação do contrato até o fim de 2020. Mas a queda à Série A-2 é algo significativo e renderá conversa com a diretoria, até terça-feira. Por enquanto, ele tem trabalhado normalmente com o elenco. Procurado, o presidente Nairo Ferreira de Souza não quis se pronunciar.

O próximo compromisso do Azulão será a Série D do Brasileiro, com previsão para começar no dia 4 de maio. 

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