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São Bernardo estreia projeto ‘Sons do Fone’ e tem mulheres como protagonistas


Vinícius Castelli
Do Dário do Grande ABC

24/03/2019 | 07:00


Artistas da região, inclusive os independentes, têm motivo para comemorar. É que São Bernardo recebe hoje, a partir das 14h, a estreia da ocupação cultural batizada Sons do Fone, que tem como sugestão dialogar com o público jovem e dar espaço para que os músicos mostrem seus trabalhos no palco do Parque da Juventude Città di Maróstica (Av.Armando Ítalo Setti, 65). A entrada é gratuita.

O evento, que ocorre até dezembro, teve edital lançado no fim de 2018 e recebeu inscrição de 126 grupos. Os músicos foram escolhidos por meio de uma comissão formada por funcionários da Secretaria de Cultura e Juventude, do CAV (Centro de Audiovisual), e do Parque da Juventude.

E entre as bandas escolhidas para esta edição há algo em comum: todas elas têm mulheres como protagonistas, por conta das comemorações pelo mês da mulher. Um dos nomes escolhidos é o Torture Squad, que soma 30 anos de estrada, várias turnês na Europa e que divulga seu último disco, Far Beyond Existence.

O conjunto conta com dois artistas da região: Mayara Puertas (voz) e Rene Simionato (guitarra), além dos paulistanos Amilcar Christófaro (bateria) e Castor (contrabaixo). “Será nosso primeiro show de 2019. Estamos trazendo setlist renovado com uma participação especial surpresa. Haverá também uma intervenção artística durante o evento, diferente de tudo o que já levamos ao palco, especialmente para este evento, em que se dá evidência ao protagonismo das mulheres na música”, explica a cantora.

Para Mayara, o palco também é um lugar para as mulheres se expressarem por meio da arte. “A música transforma vidas, gera oportunidades e é um instrumento de protesto”, diz ela, que acredita que a manifestação artística pode dar voz a pensamentos, sonhos e aliviar angústias. “Acredito que dando visibilidade para a presença feminina (na arte), outras mulheres possam se sentir inspiradas a dar um novo desfecho para suas histórias”, opina.

Segundo o secretário de Cultura da cidade, Adalberto Guazzelli, essa ação é fruto do diálogo da Secretaria de Cultura e Juventude com os diversos segmentos culturais do município, em especial aqueles ligados à juventude. Ele explica que, como forma de dar maior transparência e igualdade de acesso à política cultural implementado pelo município, as bandas que irão se apresentar vieram por meio de um chamamento.

“Entendemos a importância de fomentar esses grupos ligados à cultura jovem do (Grande) ABC, seja pela representação cultural que estes músicos independentes possuem dentro da cultura rock, reggae e hip hop, seja pela importância das atividades econômicas que os empreendedores dos coletivos e segmentos culturais aos quais estes artistas estão ligados possuem na região. Basta observarmos o número de bares, estúdios, técnicos, designers, comerciantes que fazem parte da cadeia produtiva, no caso do rock, estarão envolvidos nesta ação”, diz.

Além do Torture, outros três grupos apresentam seus trabalhos, sendo que dois são da região. Um é o The Forest, formado por Arianne Dorador (teclado), Sérgio Foltran (guitarra e voz), Evandro Barbosa (contrabaixo) e Niar Navarro (bateria). A tecladista diz com segurança que a participação das mulheres no rock e em qualquer atividade artística sempre foi e será fundamental para quebra de preconceitos e inclusão. “O projeto Sons do Fone é um grande acerto e, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, sua estreia será duplamente especial: contempla a arte independente, protagonizada por mulheres”, afirma.

Formado por Márcio Guterres (voz e guitarra), Juliana Novo (bateria) e Beto Factus (contrabaixo), o Crucifixion BR é outro que conseguiu vaga e sobe ao palco. Feliz por ver mais um projeto que dá espaço ao músico independente ganhando vida, Juliana diz perceber que o público feminino fica maravilhado quando nota uma baterista mulher no palco, por ser algo raro de se ver. “Sinto que as incentivo de alguma forma”, diz.

A outra banda selecionada, Amurians, vem de São Paulo e é formada só por mulheres: Jane Dark Witch (voz), Larissa Sacrilege (guitarra), Ka Hellkiller (contrabaixo) e Mariza Black Fox (bateria). Elas celebram o fato de o evento dar espaço ao artista independente e também de este ser dedicado às mulheres. “Quando há mulheres em bandas, sendo uma integrante ou todas, é disseminada ao público a ideia de que elas podem, conseguem e devem, se quiserem, fazer parte disso, colaborar com a arte, participar e dar força à cena”, reflete Mariza.

Além dos shows, o evento oferecerá à população exposição de pinturas da artista andreense Chrys Clenched, e de fotografias assinadas por Pri Secco e Viviane Aranha, também da região, live painting com Patrícia Rizka, e fanzinada com a escritora Thina Curtis e venda de LPs, entre outras opções. A próxima edição será dia 28 de abril.



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São Bernardo estreia projeto ‘Sons do Fone’ e tem mulheres como protagonistas

Vinícius Castelli
Do Dário do Grande ABC

24/03/2019 | 07:00


Artistas da região, inclusive os independentes, têm motivo para comemorar. É que São Bernardo recebe hoje, a partir das 14h, a estreia da ocupação cultural batizada Sons do Fone, que tem como sugestão dialogar com o público jovem e dar espaço para que os músicos mostrem seus trabalhos no palco do Parque da Juventude Città di Maróstica (Av.Armando Ítalo Setti, 65). A entrada é gratuita.

O evento, que ocorre até dezembro, teve edital lançado no fim de 2018 e recebeu inscrição de 126 grupos. Os músicos foram escolhidos por meio de uma comissão formada por funcionários da Secretaria de Cultura e Juventude, do CAV (Centro de Audiovisual), e do Parque da Juventude.

E entre as bandas escolhidas para esta edição há algo em comum: todas elas têm mulheres como protagonistas, por conta das comemorações pelo mês da mulher. Um dos nomes escolhidos é o Torture Squad, que soma 30 anos de estrada, várias turnês na Europa e que divulga seu último disco, Far Beyond Existence.

O conjunto conta com dois artistas da região: Mayara Puertas (voz) e Rene Simionato (guitarra), além dos paulistanos Amilcar Christófaro (bateria) e Castor (contrabaixo). “Será nosso primeiro show de 2019. Estamos trazendo setlist renovado com uma participação especial surpresa. Haverá também uma intervenção artística durante o evento, diferente de tudo o que já levamos ao palco, especialmente para este evento, em que se dá evidência ao protagonismo das mulheres na música”, explica a cantora.

Para Mayara, o palco também é um lugar para as mulheres se expressarem por meio da arte. “A música transforma vidas, gera oportunidades e é um instrumento de protesto”, diz ela, que acredita que a manifestação artística pode dar voz a pensamentos, sonhos e aliviar angústias. “Acredito que dando visibilidade para a presença feminina (na arte), outras mulheres possam se sentir inspiradas a dar um novo desfecho para suas histórias”, opina.

Segundo o secretário de Cultura da cidade, Adalberto Guazzelli, essa ação é fruto do diálogo da Secretaria de Cultura e Juventude com os diversos segmentos culturais do município, em especial aqueles ligados à juventude. Ele explica que, como forma de dar maior transparência e igualdade de acesso à política cultural implementado pelo município, as bandas que irão se apresentar vieram por meio de um chamamento.

“Entendemos a importância de fomentar esses grupos ligados à cultura jovem do (Grande) ABC, seja pela representação cultural que estes músicos independentes possuem dentro da cultura rock, reggae e hip hop, seja pela importância das atividades econômicas que os empreendedores dos coletivos e segmentos culturais aos quais estes artistas estão ligados possuem na região. Basta observarmos o número de bares, estúdios, técnicos, designers, comerciantes que fazem parte da cadeia produtiva, no caso do rock, estarão envolvidos nesta ação”, diz.

Além do Torture, outros três grupos apresentam seus trabalhos, sendo que dois são da região. Um é o The Forest, formado por Arianne Dorador (teclado), Sérgio Foltran (guitarra e voz), Evandro Barbosa (contrabaixo) e Niar Navarro (bateria). A tecladista diz com segurança que a participação das mulheres no rock e em qualquer atividade artística sempre foi e será fundamental para quebra de preconceitos e inclusão. “O projeto Sons do Fone é um grande acerto e, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, sua estreia será duplamente especial: contempla a arte independente, protagonizada por mulheres”, afirma.

Formado por Márcio Guterres (voz e guitarra), Juliana Novo (bateria) e Beto Factus (contrabaixo), o Crucifixion BR é outro que conseguiu vaga e sobe ao palco. Feliz por ver mais um projeto que dá espaço ao músico independente ganhando vida, Juliana diz perceber que o público feminino fica maravilhado quando nota uma baterista mulher no palco, por ser algo raro de se ver. “Sinto que as incentivo de alguma forma”, diz.

A outra banda selecionada, Amurians, vem de São Paulo e é formada só por mulheres: Jane Dark Witch (voz), Larissa Sacrilege (guitarra), Ka Hellkiller (contrabaixo) e Mariza Black Fox (bateria). Elas celebram o fato de o evento dar espaço ao artista independente e também de este ser dedicado às mulheres. “Quando há mulheres em bandas, sendo uma integrante ou todas, é disseminada ao público a ideia de que elas podem, conseguem e devem, se quiserem, fazer parte disso, colaborar com a arte, participar e dar força à cena”, reflete Mariza.

Além dos shows, o evento oferecerá à população exposição de pinturas da artista andreense Chrys Clenched, e de fotografias assinadas por Pri Secco e Viviane Aranha, também da região, live painting com Patrícia Rizka, e fanzinada com a escritora Thina Curtis e venda de LPs, entre outras opções. A próxima edição será dia 28 de abril.

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