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Viagem entre diferentes gerações

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em cartaz em Santo André, Museu do Videogame Itinerante chega à região pela primeira vez


Luís Felipe Soares

17/03/2019 | 07:05


Os videogames caseiros surgiram na década de 1970 e mudaram a forma como o público se relacionava com a diversão digital. A evolução não parou desde então, com mudanças de consoles, formatos de fitas, chegada de CDs, controles diferenciados e gráficos em pequenos pixels que já ganharam alta resolução. Diferentes gerações de gamers acompanharam essas alterações ao longo do tempo e poderão ver de perto antiguidades e novidades por meio do Museu do Videogame Itinerante, recém-chegado ao Shopping ABC (Avenida Pereira Barreto, 42. Tel.: 3437-7222), em Santo André, com entrada gratuita. Desde ontem, a praça de eventos do local e alguns de seus corredores abriram espaço para que o público viaje pela jornada dos jogos eletrônicos em atividade que mescla exposição, interação e competição.

O projeto nasceu em 2011, quando Cleidson Lima se viu obrigado a tirar os milhares de itens dentro do lugar onde morava (exceto no banheiro e cozinha) por complicações na vida de casado e a mulher lhe deu um ultimato: ou se livrava de tudo ou saía de casa. “Sou colecionador há mais de 20 anos. Começamos com o museu em eventos uma vez por ano em Campo Grande (capital do Estado de Mato Grosso do Sul). Colocávamos 200 mil pessoas nas visitas e isso começou a chamar a atenção. Isso que a cidade é bem menor que bairros de São Paulo, por exemplo”, comenta o jornalista.

Atualmente, o projeto soma cerca de 5 milhões de visitantes em sua passagem por diversos pontos do País, de Manaus ao Rio Grande do Sul. Esta é a primeira vez que a caravana passa pelo Grande ABC. “São Paulo é um pequeno país dentro do Brasil. Se você andar pelas regiões da cidade, há um público de uma grande capital em cada canto. Percebemos que a interação nas redes sociais é fantástica com o pessoal da região, tem sido uma estilo diferente de contato”, diz Lima, que esteve na montagem do museu no centro de compras andreense. “O espaço da exposição fica no antigo Mappin (extinta rede de lojas de departamentos brasileira) e a nostalgia que envolve o museu passa por esse tempo, do pessoal comprando Ataris e Nintendos na loja. Espero que haja essa associação emotiva especial.”

ACERVO ESPECIAL

No acervo levado de um lado para o outro pela maior carreta disponível no Brasil estão mais de 300 consoles, entre eles o Atari Pong (1976), Telejogo Philco Ford (1977), que abriu a fabricação de videogames no País, Vectrex (1982), Nintendo Entertainment System (1983), conhecido como Nintendinho, o inicial PlayStation (1994) e o poderoso Xbox One X (2017). Segundo Lima, algumas bizarrices desse universo prometem chamar a atenção dos mais curiosos. “A maioria nunca viu o Virtual Boy (lançado em 1995 e o primeiro a rodar jogos 3D), da Nintendo. Ele é a maior prova de que o mercado é estranho. Para o colecionador é uma pérola, mas, para o público da época, foi um desastre. É o detalhe que o faz ser importante. Quanto mais fracassado for o videogame, mais interessante ele é.” O valor do seguro de todo o material gira em torno de R$ 3 milhões.

A montagem está sempre em evolução, com o responsável nunca parando de buscar mais itens. Ele conta que os artefatos mais raros estão no Exterior. Já recebeu diversas doações e garante que caçar os tesouros é essencial. “A graça do negócio é garimpar. Jamais paguei caro por qualquer coisa. Não sou rico. Encontrei o Magnavox Odyssey (de 1972), o icônico primeiro console fabricado no mundo, em brechó na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, e paguei US$ 15. Estava praticamente novo, lacrado”, recorda.

A visitação ao Museu do Videogame Itinerante ocorre de segunda-feira a domingo, das 14h às 22h, e aos sábados, das 10h às 22h, até dia 31, com o último dia abrindo espaço para concurso de cosplayers. Torneios de títulos modernos, casos de Injustice 2, Mário Kart 8 Deluxe e Fifa 19, e disputas com clássicos, entre eles International Superstar Soccer Deluxe e Street Fighter 2 Turbo: Hyper Fighting, complementam a programação do passeio visual, interativo e emotivo. As inscrições para os participantes ocorrem no local, em datas específicas a partir de amanhã, às 19h, com duelos de Dragon Ball FighterZ



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Viagem entre diferentes gerações

Em cartaz em Santo André, Museu do Videogame Itinerante chega à região pela primeira vez

Luís Felipe Soares

17/03/2019 | 07:05


Os videogames caseiros surgiram na década de 1970 e mudaram a forma como o público se relacionava com a diversão digital. A evolução não parou desde então, com mudanças de consoles, formatos de fitas, chegada de CDs, controles diferenciados e gráficos em pequenos pixels que já ganharam alta resolução. Diferentes gerações de gamers acompanharam essas alterações ao longo do tempo e poderão ver de perto antiguidades e novidades por meio do Museu do Videogame Itinerante, recém-chegado ao Shopping ABC (Avenida Pereira Barreto, 42. Tel.: 3437-7222), em Santo André, com entrada gratuita. Desde ontem, a praça de eventos do local e alguns de seus corredores abriram espaço para que o público viaje pela jornada dos jogos eletrônicos em atividade que mescla exposição, interação e competição.

O projeto nasceu em 2011, quando Cleidson Lima se viu obrigado a tirar os milhares de itens dentro do lugar onde morava (exceto no banheiro e cozinha) por complicações na vida de casado e a mulher lhe deu um ultimato: ou se livrava de tudo ou saía de casa. “Sou colecionador há mais de 20 anos. Começamos com o museu em eventos uma vez por ano em Campo Grande (capital do Estado de Mato Grosso do Sul). Colocávamos 200 mil pessoas nas visitas e isso começou a chamar a atenção. Isso que a cidade é bem menor que bairros de São Paulo, por exemplo”, comenta o jornalista.

Atualmente, o projeto soma cerca de 5 milhões de visitantes em sua passagem por diversos pontos do País, de Manaus ao Rio Grande do Sul. Esta é a primeira vez que a caravana passa pelo Grande ABC. “São Paulo é um pequeno país dentro do Brasil. Se você andar pelas regiões da cidade, há um público de uma grande capital em cada canto. Percebemos que a interação nas redes sociais é fantástica com o pessoal da região, tem sido uma estilo diferente de contato”, diz Lima, que esteve na montagem do museu no centro de compras andreense. “O espaço da exposição fica no antigo Mappin (extinta rede de lojas de departamentos brasileira) e a nostalgia que envolve o museu passa por esse tempo, do pessoal comprando Ataris e Nintendos na loja. Espero que haja essa associação emotiva especial.”

ACERVO ESPECIAL

No acervo levado de um lado para o outro pela maior carreta disponível no Brasil estão mais de 300 consoles, entre eles o Atari Pong (1976), Telejogo Philco Ford (1977), que abriu a fabricação de videogames no País, Vectrex (1982), Nintendo Entertainment System (1983), conhecido como Nintendinho, o inicial PlayStation (1994) e o poderoso Xbox One X (2017). Segundo Lima, algumas bizarrices desse universo prometem chamar a atenção dos mais curiosos. “A maioria nunca viu o Virtual Boy (lançado em 1995 e o primeiro a rodar jogos 3D), da Nintendo. Ele é a maior prova de que o mercado é estranho. Para o colecionador é uma pérola, mas, para o público da época, foi um desastre. É o detalhe que o faz ser importante. Quanto mais fracassado for o videogame, mais interessante ele é.” O valor do seguro de todo o material gira em torno de R$ 3 milhões.

A montagem está sempre em evolução, com o responsável nunca parando de buscar mais itens. Ele conta que os artefatos mais raros estão no Exterior. Já recebeu diversas doações e garante que caçar os tesouros é essencial. “A graça do negócio é garimpar. Jamais paguei caro por qualquer coisa. Não sou rico. Encontrei o Magnavox Odyssey (de 1972), o icônico primeiro console fabricado no mundo, em brechó na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, e paguei US$ 15. Estava praticamente novo, lacrado”, recorda.

A visitação ao Museu do Videogame Itinerante ocorre de segunda-feira a domingo, das 14h às 22h, e aos sábados, das 10h às 22h, até dia 31, com o último dia abrindo espaço para concurso de cosplayers. Torneios de títulos modernos, casos de Injustice 2, Mário Kart 8 Deluxe e Fifa 19, e disputas com clássicos, entre eles International Superstar Soccer Deluxe e Street Fighter 2 Turbo: Hyper Fighting, complementam a programação do passeio visual, interativo e emotivo. As inscrições para os participantes ocorrem no local, em datas específicas a partir de amanhã, às 19h, com duelos de Dragon Ball FighterZ

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