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Ibovespa sobe 0,54% e renova recorde histórico, aos 99.136 pontos



15/03/2019 | 18:22


O Índice Bovespa avançou 0,54% nesta sexta-feira, 15, e renovou seu recorde histórico, aos inéditos 99.136,74 pontos, e com R$ 17,8 bilhões negociados. Com três altas e duas quedas ao longo da semana, o índice encerrou o período com valorização de 3,96%, segunda maior variação porcentual semanal do índice no ano.

Apesar do noticiário moderado, não foram poucos os argumentos para animar o investidor. O mercado externo se mostrou favorável à tomada de risco, com o dólar em baixa generalizada e as bolsas de Nova York operando no azul. Por aqui, os investidores mantiveram a percepção otimista com a reforma da Previdência, que até agora corre sem surpresas, e passaram a vislumbrar outros eventos de relevo, como as privatizações.

O leilão de 12 aeroportos realizado na B3 teve arrecadação imediata de R$ 2,3 bilhões ao governo, com ágio médio de 986%, e foi comemorado em diversos setores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou a intenção do governo federal de privatizar empresas estatais e vender ativos como imóveis, para abater a dívida pública e reduzir despesas com juros. Para tirar as privatizações do papel, Guedes lembrou que nomeou Salim Mattar como secretário especial. "Eu trouxe o Salim Mattar, com apetite enorme, doido pra privatizar o máximo possível, doido pra passar a faca", afirmou Guedes.

Segundo o ministro, os ativos da União, incluindo as principais empresas estatais, inclusive as não listadas em bolsa, e somando os imóveis, poderiam render R$ 1,2 trilhão para os cofres públicos. "No final vai a (privatização da) Petrobras também, vai o Banco do Brasil, tem que ir tudo", afirmou.

As ações do "kit privatização" reagiram em alta. Eletrobras ON terminou o dia com ganho de 3,88%. Banco do Brasil ON subiu 0,86% e Petrobras ON e PN avançaram 1,05% e 0,21%, respectivamente, na contramão da queda do petróleo no mercado internacional. No caso específico da Petrobras, também tiveram relevância as afirmações de Guedes de que o governo está concluindo a negociação da cessão onerosa com a empresa.

"Toda vez que tivermos notícias sobre privatização de empresas estatais, mesmo que em parte, teremos movimentação desses papéis. Hoje sem dúvida foi um dia em que o mercado mostrou acreditar mais nisso", disse Victor Beyrut, da equipe de análise da Guide Investimentos.

Beyrut também ressalta a importância do mercado internacional no resultado desta sexta, uma vez que o dia foi considerado bastante positivo. O ponto mais importante, diz, foi o aceno de novos estímulos à economia da China, além das sinalizações de que os bancos centrais nos Estados Unidos e Europa vão manter a política acomodatícia.



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Ibovespa sobe 0,54% e renova recorde histórico, aos 99.136 pontos


15/03/2019 | 18:22


O Índice Bovespa avançou 0,54% nesta sexta-feira, 15, e renovou seu recorde histórico, aos inéditos 99.136,74 pontos, e com R$ 17,8 bilhões negociados. Com três altas e duas quedas ao longo da semana, o índice encerrou o período com valorização de 3,96%, segunda maior variação porcentual semanal do índice no ano.

Apesar do noticiário moderado, não foram poucos os argumentos para animar o investidor. O mercado externo se mostrou favorável à tomada de risco, com o dólar em baixa generalizada e as bolsas de Nova York operando no azul. Por aqui, os investidores mantiveram a percepção otimista com a reforma da Previdência, que até agora corre sem surpresas, e passaram a vislumbrar outros eventos de relevo, como as privatizações.

O leilão de 12 aeroportos realizado na B3 teve arrecadação imediata de R$ 2,3 bilhões ao governo, com ágio médio de 986%, e foi comemorado em diversos setores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou a intenção do governo federal de privatizar empresas estatais e vender ativos como imóveis, para abater a dívida pública e reduzir despesas com juros. Para tirar as privatizações do papel, Guedes lembrou que nomeou Salim Mattar como secretário especial. "Eu trouxe o Salim Mattar, com apetite enorme, doido pra privatizar o máximo possível, doido pra passar a faca", afirmou Guedes.

Segundo o ministro, os ativos da União, incluindo as principais empresas estatais, inclusive as não listadas em bolsa, e somando os imóveis, poderiam render R$ 1,2 trilhão para os cofres públicos. "No final vai a (privatização da) Petrobras também, vai o Banco do Brasil, tem que ir tudo", afirmou.

As ações do "kit privatização" reagiram em alta. Eletrobras ON terminou o dia com ganho de 3,88%. Banco do Brasil ON subiu 0,86% e Petrobras ON e PN avançaram 1,05% e 0,21%, respectivamente, na contramão da queda do petróleo no mercado internacional. No caso específico da Petrobras, também tiveram relevância as afirmações de Guedes de que o governo está concluindo a negociação da cessão onerosa com a empresa.

"Toda vez que tivermos notícias sobre privatização de empresas estatais, mesmo que em parte, teremos movimentação desses papéis. Hoje sem dúvida foi um dia em que o mercado mostrou acreditar mais nisso", disse Victor Beyrut, da equipe de análise da Guide Investimentos.

Beyrut também ressalta a importância do mercado internacional no resultado desta sexta, uma vez que o dia foi considerado bastante positivo. O ponto mais importante, diz, foi o aceno de novos estímulos à economia da China, além das sinalizações de que os bancos centrais nos Estados Unidos e Europa vão manter a política acomodatícia.

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