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Alaíde Damo adota neutralidade à comissão do impeachment

Divulgação/CMM  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em depoimento, vice-prefeita evita acusar ou até mesmo defender Atila no processo


Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

15/03/2019 | 07:00


Principal beneficiada em eventual cassação do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) adotou neutralidade em seu rápido depoimento à comissão do impeachment, ontem, que investiga suposta vacância do cargo. Provocada a dar sua opinião sobre o processo, a emedebista evitou acusar ou até mesmo defender Atila.

Ao ser indagada sobre sua visão se haveria vacância ou não do cargo – o socialista ficou afastado da cadeira por mais de duas semanas por conta da prisão –, Alaíde lavou as mãos. “Cabe à comissão (do impeachment) avaliar”, desconversou a vice-prefeita, que desde a primeira prisão de Atila rachou com o prefeito e deu sua própria cara ao governo nos períodos de interinidade.

A oitiva de Alaíde foi rápida – durou cerca de meia hora – e os integrantes da comissão – Cincinato Freire (PDT), Samuel Enfermeiro (PSB) e Tchacabum (PRP) – se limitaram a fazer perguntas exclusivamente técnicas, como as datas em que assumiu a chefia do Executivo.

Pouco adepta a discursos e nada próxima dos parlamentares, Alaíde foi à Câmara acompanhada do marido, o ex-prefeito Leonel Damo (sem partido) e do advogado João Veríssimo Fernandes, que foi seu secretário de Governo durante sua segunda gestão provisória.

Apesar do tom neutro, Alaíde foi incluída no processo como testemunha de defesa de Atila. Ao contrário da vice-prefeita, as demais testemunhas mostraram fidelidade ao prefeito e disseram discordar da tese de existência de vacância.

Atual secretário de Serviços Urbanos e chefe interino de Educação do governo Atila, José Viana Leite foi enfático no entendimento de que “não há sustentação na tese de vacância”. Ele repetiu o discurso da defesa do prefeito, que sustenta que o afastamento de Atila do cargo foi motivado por questões alheias à vontade do prefeito, como a detenção, além de frisar que a LOM (Lei Orgânica Municipal) não determina necessidade de licença formal em casos de prisão.

Última a ser ouvida, a secretária adjunta de Saúde, Thaís Miana, foi no mesmo sentido que Viana. Ela citou ainda outro argumento pregado pelos advogados de Atila, de que a vacância do cargo não está prevista no decreto 201/67, que estabelece motivos para a cassação de prefeitos.

AUSÊNCIA
A defesa do prefeito destacou que a ausência do socialista ao depoimento à outra comissão, a que investiga quebra de decoro, se deu devido à presença dele na agenda com o governador João Doria (PSDB), ontem pela manhã, no Palácio dos Bandeirantes. A reunião serviu para tratar sobre medidas para evitar tragédias causadas por temporais como o do início da semana. 



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Alaíde Damo adota neutralidade à comissão do impeachment

Em depoimento, vice-prefeita evita acusar ou até mesmo defender Atila no processo

Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

15/03/2019 | 07:00


Principal beneficiada em eventual cassação do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) adotou neutralidade em seu rápido depoimento à comissão do impeachment, ontem, que investiga suposta vacância do cargo. Provocada a dar sua opinião sobre o processo, a emedebista evitou acusar ou até mesmo defender Atila.

Ao ser indagada sobre sua visão se haveria vacância ou não do cargo – o socialista ficou afastado da cadeira por mais de duas semanas por conta da prisão –, Alaíde lavou as mãos. “Cabe à comissão (do impeachment) avaliar”, desconversou a vice-prefeita, que desde a primeira prisão de Atila rachou com o prefeito e deu sua própria cara ao governo nos períodos de interinidade.

A oitiva de Alaíde foi rápida – durou cerca de meia hora – e os integrantes da comissão – Cincinato Freire (PDT), Samuel Enfermeiro (PSB) e Tchacabum (PRP) – se limitaram a fazer perguntas exclusivamente técnicas, como as datas em que assumiu a chefia do Executivo.

Pouco adepta a discursos e nada próxima dos parlamentares, Alaíde foi à Câmara acompanhada do marido, o ex-prefeito Leonel Damo (sem partido) e do advogado João Veríssimo Fernandes, que foi seu secretário de Governo durante sua segunda gestão provisória.

Apesar do tom neutro, Alaíde foi incluída no processo como testemunha de defesa de Atila. Ao contrário da vice-prefeita, as demais testemunhas mostraram fidelidade ao prefeito e disseram discordar da tese de existência de vacância.

Atual secretário de Serviços Urbanos e chefe interino de Educação do governo Atila, José Viana Leite foi enfático no entendimento de que “não há sustentação na tese de vacância”. Ele repetiu o discurso da defesa do prefeito, que sustenta que o afastamento de Atila do cargo foi motivado por questões alheias à vontade do prefeito, como a detenção, além de frisar que a LOM (Lei Orgânica Municipal) não determina necessidade de licença formal em casos de prisão.

Última a ser ouvida, a secretária adjunta de Saúde, Thaís Miana, foi no mesmo sentido que Viana. Ela citou ainda outro argumento pregado pelos advogados de Atila, de que a vacância do cargo não está prevista no decreto 201/67, que estabelece motivos para a cassação de prefeitos.

AUSÊNCIA
A defesa do prefeito destacou que a ausência do socialista ao depoimento à outra comissão, a que investiga quebra de decoro, se deu devido à presença dele na agenda com o governador João Doria (PSDB), ontem pela manhã, no Palácio dos Bandeirantes. A reunião serviu para tratar sobre medidas para evitar tragédias causadas por temporais como o do início da semana. 

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