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Depois da tempestade

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Carros danificados por água de chuva vão parar em pátios de leilões; preço cai pela metade


Nilton Valentim

15/03/2019 | 07:00


Passada a tempestade vem a contabilização dos estragos. E assim foi para muitos motoristas, lojistas e concessionários, que viram seus veículos serem danificados pela enxurrada. A lama prejudica motor, elétrica e estofamento dos carros, deixando-os, na maioria dos casos, imprestáveis para o uso.

Nas redes sociais ‘bombaram’ as imagens de carros boiando, submersos ou sendo arrastados no pátio dos revendedores. Surgiram também questionamentos sobre qual seria o destino desses carros depois de ‘resgatados’.

Alguns deles são levados pelos proprietários a oficinas de confiança para que sejam restaurados. Foi o que fez a jornalista Nádia Schunk, que na segunda-feira pela manhã recolheu o Kia Soul do estacionamento de uma igreja evangélica de Santo André e, sobre a plataforma de um guincho, levou para uma oficina no bairro Taboão, onde foi desmontado e está em processo de restauração.

Esta, entretanto, não é a única opção. Os veículos que possuem seguro são levados para empresas de leilão. “O contrato da seguradora com o cliente, seja ele concessionária ou pessoa física, possui essa especificação. Normalmente, a seguradora já tem seu leiloeiro parceiro. Os carros, após passarem por uma enchente, vão automaticamente para o pátio mais próximo de onde aconteceu o sinistro”, afirma Eduardo Jordão Boyadjian, presidente do Sindicato dos Leiloeiros do Estado de São Paulo.

Os veículos ‘sobreviventes’ das enchentes podem custar até a metade do valor de modelo similar em perfeito estado. Entretanto, o comprador precisa avaliar os custos da reforma antes de formalizar a compra. “Além do lance e da reforma, a pessoa precisa fazer uma avaliação da parte elétrica, por exemplo, e entender quais reparos são necessários. O interessado em comprar esse carro pode levar um mecânico de confiança, caso queira”, diz Boyadjian, destacando que normalmente ocorre visitação e o interessado pode (e deve) “visitar para avaliar o estado do carro e fazer os lances”. Até porque existem unidades que passam por higienização, se isso estiver estipulado no contrato com a seguradora.

Segundo o presidente, os interessados em comprar os veículos em leilão são avisados da ‘tragédia’ pela qual o veículo passou antes de chegar ao leiloeiro. “Todo o processo com o cliente é transparente. Estará especificado que o carro é proveniente de enchente”, afirma.

Boyadjian acredita que a oferta de carros ‘afogados’ em leilões deverá crescer em razão das chuvas da última semana. “Mas não consigo precisar o quanto, pois nunca vi algo igual ao que aconteceu no Grande ABC”, conclui. 



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Depois da tempestade

Carros danificados por água de chuva vão parar em pátios de leilões; preço cai pela metade

Nilton Valentim

15/03/2019 | 07:00


Passada a tempestade vem a contabilização dos estragos. E assim foi para muitos motoristas, lojistas e concessionários, que viram seus veículos serem danificados pela enxurrada. A lama prejudica motor, elétrica e estofamento dos carros, deixando-os, na maioria dos casos, imprestáveis para o uso.

Nas redes sociais ‘bombaram’ as imagens de carros boiando, submersos ou sendo arrastados no pátio dos revendedores. Surgiram também questionamentos sobre qual seria o destino desses carros depois de ‘resgatados’.

Alguns deles são levados pelos proprietários a oficinas de confiança para que sejam restaurados. Foi o que fez a jornalista Nádia Schunk, que na segunda-feira pela manhã recolheu o Kia Soul do estacionamento de uma igreja evangélica de Santo André e, sobre a plataforma de um guincho, levou para uma oficina no bairro Taboão, onde foi desmontado e está em processo de restauração.

Esta, entretanto, não é a única opção. Os veículos que possuem seguro são levados para empresas de leilão. “O contrato da seguradora com o cliente, seja ele concessionária ou pessoa física, possui essa especificação. Normalmente, a seguradora já tem seu leiloeiro parceiro. Os carros, após passarem por uma enchente, vão automaticamente para o pátio mais próximo de onde aconteceu o sinistro”, afirma Eduardo Jordão Boyadjian, presidente do Sindicato dos Leiloeiros do Estado de São Paulo.

Os veículos ‘sobreviventes’ das enchentes podem custar até a metade do valor de modelo similar em perfeito estado. Entretanto, o comprador precisa avaliar os custos da reforma antes de formalizar a compra. “Além do lance e da reforma, a pessoa precisa fazer uma avaliação da parte elétrica, por exemplo, e entender quais reparos são necessários. O interessado em comprar esse carro pode levar um mecânico de confiança, caso queira”, diz Boyadjian, destacando que normalmente ocorre visitação e o interessado pode (e deve) “visitar para avaliar o estado do carro e fazer os lances”. Até porque existem unidades que passam por higienização, se isso estiver estipulado no contrato com a seguradora.

Segundo o presidente, os interessados em comprar os veículos em leilão são avisados da ‘tragédia’ pela qual o veículo passou antes de chegar ao leiloeiro. “Todo o processo com o cliente é transparente. Estará especificado que o carro é proveniente de enchente”, afirma.

Boyadjian acredita que a oferta de carros ‘afogados’ em leilões deverá crescer em razão das chuvas da última semana. “Mas não consigo precisar o quanto, pois nunca vi algo igual ao que aconteceu no Grande ABC”, conclui. 

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