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Faltam remédios e geladeira para vacinas na rede de Mauá

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores denunciam desabastecimento em farmácias e restrição de horários para imunizações


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/03/2019 | 07:00


Moradores de Mauá têm encontrado dificuldades para retirar medicamentos nas farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e restrições para vacinação, uma vez que ao menos duas unidades estão sem geladeiras para armazenar as doses.

A Prefeitura de Mauá confirmou que as unidades São João e Feital estão sem geladeiras, e alegou que trabalha para que os equipamentos sejam repostos nos próximos dias. “Cabe esclarecer que de forma alguma o abastecimento de vacinas está prejudicado nestes postos, visto que a vigilância sanitária fornece os materiais em caixas com isolamento térmico, todos os dias”, informou em nota.

A realidade enfrentada pela população tem sido diferente. A professora Nadia Calaça, 41 anos, esteve nas duas UBSs no início da semana em busca de vacinas para a filha Naila, 10, e foi informada que, devido à falta das geladeiras, a vigilância sanitária leva as doses pela manhã e retira ao meio-dia. “Só consegui na UBS do Jardim Santista. Lá me informaram que estão armazenando as vacinas da UBS Feital”, afirmou. “E os outros medicamentos que precisam de refrigeração, como ficam?”, questionou.

Professora de alergia e imunologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Anete Sevciovic Grumach explicou que, assim como os alimentos, medicamentos devem ser armazenados adequadamente. “A conservação inadequada não garante a qualidade”, alertou. Anete destacou que o uso de caixas térmicas é recomendado apenas para o transporte por curto período.

Na UBS Vila Assis estão em falta medicamentos básicos, como o antibiótico amoxilina, e os analgésicos e anti-inflamatórios diclofenaco e dipirona, além de remédio para diabetes, metiformina 850 mg. “Vim pegar para a minha esposa, que está com a garganta infeccionada. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Assis não tinha e aqui também não tem”, reclamou. Uma munícipe afirmou que aguardou pelo menos três meses pelo medicamento sertralina, para depressão e ansiedade. Alegou também que os exames de sangue estão suspensos. Na UBS Jardim Mauá também estavam em falta os remédios para diabete.

A Prefeitura informou que as UBSs estão recebendo medicamentos diariamente, com itens já empenhados e aguardando as entregas. “Entre os produtos citados, a atenção básica já conta com diclofenaco, sertralina e dipirona. Os exames já estão regularizados e normalizados desde o Carnaval.”

VACINA

A cabeleireira Monica Fontes, 29, já tinha ido em diversas UBSs com uma receita do Hospital das Clínicas recomendando vacinação contra hepatites A e B, para a filha Nicole, 13. Só conseguiu a sorologia B. “Temos a receita, mas exigem uma carta do médico”, protestou.

A Prefeitura de Mauá informou que as doses destinadas para hepatite A precisam ter a indicação do médico, dependendo da idade. “O receituário deverá conter todos os dados, como o CID (Classificação Internacional de Doenças). Se a solicitação estiver incompleta, não pode ser vacinado.”  



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Faltam remédios e geladeira para vacinas na rede de Mauá

Moradores denunciam desabastecimento em farmácias e restrição de horários para imunizações

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/03/2019 | 07:00


Moradores de Mauá têm encontrado dificuldades para retirar medicamentos nas farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e restrições para vacinação, uma vez que ao menos duas unidades estão sem geladeiras para armazenar as doses.

A Prefeitura de Mauá confirmou que as unidades São João e Feital estão sem geladeiras, e alegou que trabalha para que os equipamentos sejam repostos nos próximos dias. “Cabe esclarecer que de forma alguma o abastecimento de vacinas está prejudicado nestes postos, visto que a vigilância sanitária fornece os materiais em caixas com isolamento térmico, todos os dias”, informou em nota.

A realidade enfrentada pela população tem sido diferente. A professora Nadia Calaça, 41 anos, esteve nas duas UBSs no início da semana em busca de vacinas para a filha Naila, 10, e foi informada que, devido à falta das geladeiras, a vigilância sanitária leva as doses pela manhã e retira ao meio-dia. “Só consegui na UBS do Jardim Santista. Lá me informaram que estão armazenando as vacinas da UBS Feital”, afirmou. “E os outros medicamentos que precisam de refrigeração, como ficam?”, questionou.

Professora de alergia e imunologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Anete Sevciovic Grumach explicou que, assim como os alimentos, medicamentos devem ser armazenados adequadamente. “A conservação inadequada não garante a qualidade”, alertou. Anete destacou que o uso de caixas térmicas é recomendado apenas para o transporte por curto período.

Na UBS Vila Assis estão em falta medicamentos básicos, como o antibiótico amoxilina, e os analgésicos e anti-inflamatórios diclofenaco e dipirona, além de remédio para diabetes, metiformina 850 mg. “Vim pegar para a minha esposa, que está com a garganta infeccionada. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Assis não tinha e aqui também não tem”, reclamou. Uma munícipe afirmou que aguardou pelo menos três meses pelo medicamento sertralina, para depressão e ansiedade. Alegou também que os exames de sangue estão suspensos. Na UBS Jardim Mauá também estavam em falta os remédios para diabete.

A Prefeitura informou que as UBSs estão recebendo medicamentos diariamente, com itens já empenhados e aguardando as entregas. “Entre os produtos citados, a atenção básica já conta com diclofenaco, sertralina e dipirona. Os exames já estão regularizados e normalizados desde o Carnaval.”

VACINA

A cabeleireira Monica Fontes, 29, já tinha ido em diversas UBSs com uma receita do Hospital das Clínicas recomendando vacinação contra hepatites A e B, para a filha Nicole, 13. Só conseguiu a sorologia B. “Temos a receita, mas exigem uma carta do médico”, protestou.

A Prefeitura de Mauá informou que as doses destinadas para hepatite A precisam ter a indicação do médico, dependendo da idade. “O receituário deverá conter todos os dados, como o CID (Classificação Internacional de Doenças). Se a solicitação estiver incompleta, não pode ser vacinado.”  

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